terça-feira, 17 de março de 2020

Em que a quarentena (COVID-19) pode nos ajudar.

Há nove anos escrever no blog era tão diferente... a tecnologia era quaaaaase igual, mas diferente. Entende?
Mas dá uma nostalgia lembrar das crianças pequenas, brincando seguras no quarto, na sala, onde a massagem nos pés naquela época era pisar em Legos espalhados pelo chão. Ahhh, quando não era uma cabeça de Playmobil. Essa doía. Mas que lembrança boa é ter brinquedos espalhados pela casa. Eu viveria isso muitas outras vezes. 
Mas o cenário mudou e as idades também, inclusive a minha. Estamos em outro país, outra língua. Outros desafios. Outro momento. 
Muita coisa mudou, a começar pelo meu tempo. 
O tempo nos Estados Unidos é muito parecido com o Brasil, em São Paulo, por exemplo. Na Suíça eu achava que não tinha tempo (mesmo trabalhando apenas em casa), aqui, ainda estou aprendendo a lidar com ou a falta dele.  
Mas daí vem a quarentena de um vírus (COVID-19) e nos tranca em casa. Meu blog... meu blog... escutava eu esta voz ali de longe e cá estou ouvindo meu coração e colocando todas as palavras que a falta de tempo havia me tirado. Posso melhor dizer que entre notas enormes escritas no celular ou até mesmo rascunhos de cadernos aqui e acolá, a verdade é que as palavras sempre borbulham em mim esperando o momento certo para serem compartilhadas ou... apagadas, porque a vida é feita também de desabafos que um dia, acabam.  
E ainda bem que a santa internet não está de quarentena... é através dela que meu coração fica quase feliz, quase tranquilo pensando em nossos pais no Brasil, irmãos, sobrinhos... amigos. Amigos que já estão vivendo esta quarentena há meses na China. Outros na Suíça, Itália, Noruega... também é através dela que me peguei chorando com medo disso tudo. Algumas pessoas providas de tempo e que, fazem dele uma bomba, espalhando por ai mensagens e posts que geram pânico e medo, nehh.... Por isso, calma. 
CALMA ...

Tá ruim agora, mas vai passar. Eleve seu pensamento em coisas que te fazem bem EM CASA. Alguns profissionais infelizmente não tem a mesma opção, mas se todos nós fizermos nossa parte, respeitando a querentena, ajudaremos o mundo a se curar mais rapidamente, evitando que este vírus se espalhe. Não é exagero, é precaução. 

Converse com seu (sua) filho (a), na língua que ele entender (dependendo da idade vale até mímica ehehe), mas fale sobre tudo isso. É um momento novo para todos nós e nossos filhos sentem nosso medo, nossa preocupação. Converse. Brinque. Cozinhe. Escreva textos em grupos, duplas. Leia também em grupo, é uma delicia, cada um lê uma página. Use este tempo a seu favor. Reveja papeis, limpe o celular, coloque os pés pra cima. Baixe um app de exercícios em casa, tem vários. Eu há anos sou adepta do T25, adoro de verdade. Curta este momento que não será pra sempre. Um dia, apesar do caos, lembraremos com gratidão de tudo o que conseguimos rever e aprender (ou reaprender) com tudo isso.  

Vou compartilhar algumas coisas que estamos aprontando por aqui: 

Quarentena - Day 01
Aproveitamos para cozinhar juntos. Fizemos um bolo de fubá com amendoim que minha avó Didila fazia. Hummm, ficou muito bom, mas da minha avó era imbatível. Com café é tipo ... delirante. 




Também fizemos juntos um sanduiche de frango com maionese de beterraba. Delicioso!

Quarentena - Day 02 

Escrevemos em umas fichas os nomes de todos os jogos de tabuleiros e outros jogos que eles nem se  "lembravam" mais. No momento do tédio (aquele de toda hora ehehe), a gente tira uma ficha e eles escolhem uma das opções. Hoje escolheram quebra-cabeça de 1000 peças. Simmm, você leu direitinho, 1000 peças. 



E vamos seguir com fé e pensamentos elevados! 


   

segunda-feira, 16 de março de 2020

Mudança para os EUA


Atualizando...

Caros leitores de tantos anos e que me acompanham por aqui, queria dividir com vocês as atualizações. 

Não estamos morando mais na Suíça. Estamos agora nos Estados Unidos, em Missouri, no centro-oeste americano.

Mudamos pra cá em agosto de 2018 e agora, em quarentena (COVID -19), temos muito tempo pra voltar para as plataformas sociais e voltar a escrever. 

Aproveito para divulgar meu novo Instagram profissonal:


https://www.instagram.com/contosdeju/ 

No Contos de Ju vou compartilhar com vocês um pouco de tudo (mudança, línguas estrangeiras, adaptação) além claro, do assunto maternidade. Estou te esperando por la também! 


quinta-feira, 8 de março de 2018

Organizando uma festa em casa



Minha mãe me contou que existe uma lenda de família que diz que nossos antepassados gostavam tanto de festas que quebravam paredes pra receber pessoas em casa. Dai já viu esta coisa de genética, né? Você nem sabe por que faz, mas faz. E aqui só me falta mesmo é quebrar as paredes.

A.DO.RO uma festa! Amo planejar, pensar nos detalhes, no tema, criar possibilidades e acima de tudo, tentar receber os amigos em casa da melhor forma possível. Invejosos dirão que é falta do que fazer, rs. Muitas vezes me pergunto se faria isso se estivesse morando no Brasil, e a resposta é simples: para as crianças, com certeza!! Pra mim, acredito que não. Como moramos longe das famílias, muitos amigos representam este papel, claro que família é família, mas os amigos longe se tornam nosso principal apoio e ao mesmo tempo, estas reuniões ajudam aqueles que acabaram de chegar por estas terras geladas e precisam se apoiar também. É uma troca! Mas acreditem, no meu caso tá no sangue essa coisa de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Sempre fui assim, me viro, me enrosco, acordo cedo, planejo, peço ajuda, canso, caio, levanto, mas não quero e não pretendo parar de retornar um carinho pra alguém, de fazer um mimo para os que estão ao meu redor e fazem a diferença na minha vida de alguma forma... eu gosto disso. Ah! O tema do meu aniversario foi "Olhar 43" pra associar a idade com uma época deliciosa de adolescência, RPM, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos...)

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Bom, pra começar vou explicar que por aqui o que falta é "gente que faz" e quando você encontra é caro, então, planejamento é essencial. Também quero explicar para maldosos de plantão e críticos da vida alheia virtual 😒 (e tem heim gente?!) , que a vida "nazoropa" é assim: A gente faz as próprias unhas (manicure e pedicure), não existem frentistas no posto (somos nós mesmos), lavamos (inclusive o carro), passamos (minha faxineira vem a cada quinze dias por quatro horas), cozinhamos, limpamos, concertamos, pintamos, fazemos e "acontecemos", tudo dentro do possível. Claro que existem pessoas que moram por aqui, como eu e conseguem sim pagar todos os itens acima, mas ai vai da escolha e prioridade de cada pessoa. Então, não é falta do que fazer não, é uma vontade enorme de retribuir à Vida, todas as gratas surpresas que vivo. E fexxxxtar pra mim é uma das formas de exercer minha gratidão!

Então, vamos lá!

Pra fazer uma festa, uma confraternização "chez toi", na sua casa ou em qualquer outro espaço, o importante é que tenha a sua marca, a sua personalidade, sua cara. Um convite impresso é fino, elegante, chique, porém mais caro. Então eu optei por um convite virtual que apesar de ter uma pagada mais informal, é mais contemporâneo, mais prático e claro, muito mais barato. Existem várias opções virtuais.


Tudo foi sendo pensado através do Pinterest, a rede social mais legal e inspiradora de todos os tempos. Acho de tudo ali, tudo mesmo. Então, comecei por uma "vibe" mais hippie chic e terminei na romântica e teve um motivo: os pratos e adereços da mesa. Fui garimpando em casa o que eu tinha e vasculhando o que as amigas podiam emprestar, assim, surgiu um tema mais romântico, pois as cores alcançadas levaram a essa escolha. Lembre-se: meu foco é sempre gastar pouco, produzir menos lixo e diminuir o consumo desnecessário. 

Garimpe sua casa! Coloque em uma mesa ou em um canto da casa para visualização e vá experimentando, brincando com os formatos e cores. Uma hora você coloca e voilà, é isso. E que horas fazer isso com essa vida louca e corrida? Bom, eu optei por fazer com semanas de antecedência, pois com as tarefas diárias em casa, filhos, trabalho, "maetorista", etc e tals, o tempo fica super curto e depois o que era pra ser prazeroso vira estresse. Mas se você organizar bem e tiver disposição e coragem, tudo flui super bem, é só acreditar e manter o foco. Por exemplo, com duas semanas de antecedência, em um playdate das crianças aqui em casa, aproveitei para dobrar os guardanapos com a mãe do coleguinha que estava aqui em casa. Outro dia de frio muito intenso por aqui, aproveitei que não tínhamos muitas opções pra fazer fora de casa e eu e as crianças pintamos umas bandejas de branco. Foi uma delícia e um momento de bricolagem e muito bate-papo com eles.
Garimpando os pratos e adereços para a composição da mesa. 
Pintamos as bandejas juntos 
Jobim (10a) decidiu deixar sua marca na pintura. 



Uma outra dica é colocar "post it" nos pratos, para organizar onde vai cada coisa. Não é exagero, facilita muito a visualização e orienta sempre as pessoas que querem ajudar. "Post it" em tudo!! Depois vc tira (ehehe).



Optei por poucas coisas descartáveis, mesmo os copos. Uma boa dica é escrever no copo o seu nome ou colocar uma etiqueta, pois em uma festa com muitas pessoas os marcadores por cores não são suficientes. Nomes nos copos, ativar.

Algumas coisas foram encomendadas como por exemplo os salgados fritos e o bolo principal (decorado), outras foram feitas por mim e muitas outras as amigas ajudaram. Isso alivia bastante o trabalho e dá a oportunidade de sabores e temperos diversos. Para ser justa e não sair com a fama toda pra si própria, confeccionei umas plaquinhas com o nome do prato e de quem o fez.

Ainda na fase da organização...

Bom, depois de muito preparar, pegar filhos, levar, buscar, arrumar, criar, confeccionar, cozinhar, pintar bandeja, fazer almoço, lavar, educar, trabalhar, beijar, abraçar, o resultado compensa. A alegria, o amor envolvidos, o resultado. Como é bom ver tudo pronto!
Agora, é ser feliz e depois arrumar toda a bagunça 😜

Bolo: Bollerie, Suíça




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Das gratas lembranças que temos

Eu sou muito grata à vida por todas as oportunidades que ela me dá. Vivo intensamente cada instante, aproveito cada momento com a crença de que tudo vale a pena. Se não ganhei nada com a experiência, também não perdi e sim, aprendi.

Durante todas as mudanças que tive, desde pequena, fiz muitos amigos que carrego até hoje, aprendi muitas coisas e a maior das minhas experiências foi perceber ainda bem nova, que o Brasil é enorme, cheio de riquezas, costumes diferentes, sotaques e sabores... e foi em uma destas mudanças que fiz com meus pais, que conheci muitas famílias que adotei pra serem minhas, para carregar pra sempre, pra sermos primos(as), tios(as), irmãos(ãs)... e ontem, uma das minhas "tias" que escolhi, deixou esse mundo.

É difícil estar longe nessas horas.

Muitas lembranças da minha infância foram na casa dela.

Quando moramos longe de nossas famílias é bem isso que acontece, escolhemos. Vivi isso na minha infância, onde também morávamos longe da cidade natal e vivo essa experiência até hoje... Das várias etapas da minha vida, muitas foram lá, comendo o delicioso e inesquecível pão que ela fazia, ou suas roscas doces e da sua dispensa lotada que eu me encantava só de olhar. A casa da Beatriz tinha cheiro de coisa boa, amaciante, bolo e brincadeira. As melhores risadas, charadas, "gato-mia"...

A Beatriz era assim. Linda! Incansável, acessível, agregadora, sempre com um belo sorriso e uma risada boa, daquelas que não dá vontade de sair de perto. Na casa dela, fiz os melhores "sleepovers" da vida, onde juntávamos as duas camas das amigas, um cobertor enrolado no meio pra não doer as costas e muita risada... que delicia!

Minha gratidão é enorme por todos estes momentos inesquecíveis Beatriz! Obrigada por todo o seu carinho e amor com essa Juliana aqui que passou por momentos muito alegres com vocês! Na sua casa, com minhas melhores amigas. Lá tive a oportunidade de aprender a acreditar que éramos cantoras, tínhamos uma banda e o mundo perdia nossos talentos. Aprendi a rir de mim mesma quando errava, a fazer piadas, caretas... éramos as o "Trio das Branquelas sardentas". Até nisso eu me identificava com vocês. Você fez muita diferença no meu pequeno mundo Beatriz! 💓 Que o céu te receba em festa! 💖

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Eu precisava desabafar... como a gente fica muito só, eu procuro escrever e até comecei escrevendo em um caderno e resolvi passar pra cá. Estou muito sumida desde espaço que eu A.Do.Ro. Falta-me tempo e não vontade.

Eu corri pra escrever pois tenho pensado muito coisaquetodosnosfazemosmasnomeucasoépatologico nessa coisa de lar, de onde vivemos, das frases "Distance has no meaning. The heart always finds its way home" ( Distancia não tem significado. O coração sempre encontra o caminho de casa )... enfim. A gente sempre se questiona onde é realmente o nosso lar, quando estamos longe.

Mudanças sempre fizeram parte de minha vida, desde pequena, acompanhando meu pai que também é engenheiro, há treze anos, acompanho o marido e meus filhos, há sete anos conosco, seguem nos acompanhando e aprendendo também desde cedo a lidar com estes sentimentos. No fim, a gente aprende a lidar com isso (ou quase), mas no meu caso, não chega a ser tão natural como muitos pensam ser. Eu me esforço bastante e procuro aprender sempre.

Hoje, ao pensar na Beatriz, na sua família (minhas amigas, irmãs) e em todas as nostálgicas lembranças que vieram a tona, agradeci pelas mudanças. Não fossem elas, eu não teria tido a oportunidade de encontrar com tanta gente bacana nesse mundo, que construíram a Juliana de hoje e me constroem o tempo todo. Dai me reconforto, converso comigo mesma, elaboro e agradeço.



P.S. Dias após eu escrever este desabafo (obrigada por ler), recebi de minhas amigas um audio de uma gravação (de fita cassete) que fizemos na casa deles quando eu tinha nove anos de idade. O mais incrível do audio, foi relembrar com som aquilo que meu coração ja sentia. A gente brincando, rindo... de repente, o audio grava a Beatriz falando ao fundo, chamando uma das filhas e dizendo: "Vem gravar, vem construir memórias" ...

Precisa dizer algo mais?


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ser MÃE na adolescência. Um relato pra lá de maduro...

Hoje, aqui no CONTOS de MÃE, o relato emocionante da mãe Heloísa, a Helô, que não carrega somente este nome lindo não, ela traz pra gente toda a beleza, a fortaleza, a responsabilidade e a verdadeira essência que a maternidade nos apresenta. Ela foi mãe adolescente e tem muito a compartilhar conosco.  Obrigada por este relato lindo Helô! Fiquei ainda mais sua fã!  



"Olá pessoal, hoje estou aqui, para contar a vocês como foi a experiência de ser mãe na adolescência. A Juliana me conhece desde que eu era criança e fiquei honrada quando recebi o convite para publicar meu relato.


Quando eu tinha 17 anos, descobri que estava grávida. Eu tinha acabado de te terminar o ensino médio e aguardava os resultados dos vestibulares. Eu não era uma garota que curtia a vida adoidado e aprontava todas, muito pelo contrário, tinha namorado e era bem certinha. Por ser a primeira neta, responsável, boa aluna e careta, aparecer grávida em uma família grande e bem tradicional, foi um choque. Foram oito meses difíceis e intensos para todos ao meu redor. 


Meu namorado também tinha dezessete anos e, assim como eu, não estava preparado para encarar uma gestação. Esse fato acarretou problemas para nosso relacionamento e acabamos terminando quando eu estava com três meses, o que dificultou a situação ainda mais. 


Eu tinha sonhos, grandes e pequenos, e vi cada um deles se esvaecendo sob a premissa de ser mãe adolescente e solteira. Desisti de estudar fora do país (o que mais almejava), desconsiderei o resultado das universidades federais/estaduais, parei de sair com minhas amigas, me fechei e grudei na minha mãe. Abri mão de tudo que adolescentes gostam de fazer, menos da música, que me acompanhou e me confortou por todo tempo. 



Aceitar minha imagem foi quase impossível. A barriga redonda, os peitos doloridos, os pés inchados. Não fiz álbum de gestante, como era comum no início dos anos 2000. Na verdade, tenho pouquíssimas fotos dessa fase. Hoje, me arrependo por não ter encarado a gestação de forma diferente, de não ter aproveitado o momento único que vivia. 



Era difícil saber que, enquanto meu corpo se alterava e eu ficava pensando na possibilidade de ter parto normal ou cesárea, meus amigos se preocupavam com a roupa que usariam na próxima balada. Perdi muitos amigos nessa época e depois que meu filho nasceu, por não entenderem minhas prioridades. Por não compreenderem que eu precisava ficar em casa com meu filho em vez de ir para a balada. 
Ficar grávida na adolescência é saber que, primeiro, a pessoa irá te julgar e olhar para a sua barriga, em vez de tentar entender que é algo normal e que faz parte da vida do ser humano. 



Apesar de sofrer e de ter noção da mudança radical que eu vivia, nunca pensei em interromper a gravidez. Aborto, para mim, era inconcebível. Eu nunca tiraria a vida do meu filho. O momento não era o ideal para mim, mas aconteceu, então ergui a cabeça e segui adiante, enfrentando tudo.



Amei meu filho assim que senti seu chute pela primeira vez. Sabia que, apesar de estar abrindo mão da vida que tinha planejado, eu sempre faria o possível para vê-lo feliz.
Ele nasceu com 37 semanas, duas semanas após eu ter completado 18 anos. Foi necessária uma cesárea de urgência, pois estava em sofrimento e com poucos órgãos vitais funcionando. Eu era muito nova e não interpretei os sinais da perda de líquido amniótico. Foi uma correria e os piores momentos da minha vida. 
Era irônico, eu não estava preparada para ser mãe, mas também não estava preparada para perder meu filho. 



Ele nasceu bem e não precisou de incubadora. Eu o peguei no colo e amei segurá-lo. Na rotina do hospital, não me senti mãe. Não me senti mãe quando o vi, nem quando o peguei ou amamentei pela primeira vez. 


Eu me senti mãe quando estava em casa, na primeira noite que passei sozinha com ele. Lembro nos mínimos detalhes como aconteceu:
Minha avó e minha mãe pediram que eu as chamasse caso ele chorasse de madrugada. Até então, eu ajudava a trocar fralda e a cuidar dele, porém não tinha feito nada sozinha. 



Quando ele chorou, me levantei e fui conferir o que precisava. Devia ser fome. Amamentei, ele se acalmou e resolvi trocar a fralda, sem chamar ninguém. Foi exatamente nesse momento que a ficha caiu. Ao vê-lo ali, sem roupa, com as perninhas finas, pezinhos minúsculos, tão pequeno, tão frágil e dependendo só de mim, fui assolada por uma sensação de responsabilidade e desespero. 


Ele era MEU filho. 


MINHA responsabilidade. 


Foi ali que me dei conta da grandiosidade que era ser mãe. 


Posso dizer que, aos 18 anos e mãe solteira de um recém-nascido, passei a ter uma nova visão de mundo. A opinião das pessoas deixou de fazer sentido, nada era maior e mais importante que o bem-estar do meu filho. Eu tentei ser a melhor mãe e a melhor pessoa que podia para aquele ser pequenininho que precisava exclusivamente de mim.


Ser mãe não me impediu de ter e de seguir meus sonhos. Novos sonhos. Estudei psicologia e trabalhei com clínica por cinco anos. Fiz pós-graduação em psicanálise e tradução. Sempre fui apaixonada por livros e hoje dedico minha vida à família e à escrita. Escrevia colunas em blogs e possuo alguns contos de romance e terror publicados. Estou na batalha para publicar meu primeiro livro solo e escrevendo meu segundo romance.


Hoje, o “menininho” tem 14 anos. Acabei me casando com o pai dele alguns anos mais tarde, aquele namoro que não tinha dado certo durante a gravidez, lembra? E temos mais um filho de 4 anos. 



Após todo esse tempo, não digo que ser mãe tão nova foi fácil, mas afirmo que faria tudo de novo, tudo da mesma forma. Porque em nenhum momento eu me arrependo da escolha que fiz."











segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Podemos e devemos evitar generalizações

Você tem irmãos? Um ou mais filho(s)?

Se os têm sabe do que estou falando, se não, observe a sua relação com seus irmãos e /ou a relação dos seus tios e compare com seus pais ou mesmo seus amigos que possuem irmãos...enfim...  ninguém é igual a ninguém... 

Com os filhos adotivos não é diferente.

Durante os vinte anos que trabalhei em escolas (😲veja bem... comecei aos dezesseis anos), muito se ouvia sobre as falas generalizadas em relação às crianças adotivas. Muitas destas falas vinham dos próprios pais e/ou professores. As crianças (coleguinhas de classe) dificilmente fazem qualquer tipo de diferença ou pré-julgamento, da parte delas, até hoje só vi curiosidades em relação ao tema.

Na minha graaaande família (aquela de primos de primeiro e segundo graus) temos outros casos de adoção, de uma criança (que hoje já é vovó 😁) outra que adotou três filhos, sendo uma menina e um casal de irmãos gêmeos, sendo que um deles cresceu e também adotou um bebê ) e aqui em casa, dois irmãos. Também tenho dois irmãos biólogicos, nascidos e criados pela mesma família e vários outros exemplos de irmãos por aí afora que sim, são diferentes entre si.

Aqui em casa não é diferente. Tom (11a) e Jobim (10a) são dois irmãos nascidos dos mesmos pais biológicos, nascidos também, juntos, do nosso coração (os dois foram adotados ao mesmo tempo) e são completamente diferentes. Por isso, generalizar uma condição pode levar a uma vertente preconceituosa e nociva nas relações humanas.

Cada pessoa age ou é daquela forma, devido a vários fatores, incluindo os biológicos, mas também devemos levar em consideração aqueles que são vivenciados e construídos ao longo da trajetória de cada um...

Ou seja, nada é estático. A vida é um eterno movimento e somos construídos (evoluimos) através de ciclos muito bem delineados pela própria natureza. Portanto, ao decidirmos adotar, precisamos ter em mente que haverá SIM muito trabalho, mas não somente pelo fato destes filhos serem adotivos, mas pelo fato de que FILHOS dão trabalho. E PONTO. É ou não é? (achei o ponto de interrogação no meu teclado, ehehe) 

Daí vem, claro, a história, as marcas, as cicatrizes emocionais que cada um carrega... isso não tem como negar ou fingir que não existe ou fazer a Poliana  ou então, se jogar na Síndrome "Feicebuquiana" dos últimos anos... Oi? Vida!!! Vida gente!!! Vida REAL.

Por aqui, por exemplo, aprendemos a cada dia, na criação, convivência e educação dos dois. Um desafio saber lidar e agir com gostos e personalidades tão diferentes e isso torna a "Arte" mais interessante... A Arte de saber respeitar cada individualidade, sem apelar para aquela "vibe" de libertinagem, onde eles podem fazer o que bem entendem... não. Eu me refiro a Arte de saber libertar, liberar com responsabilidade e saber que estas atitudes dos pais, são as que mais promovem habilidades importantes aos nossos filhos, para que se sintam mais seguros e mais responsáveis para enfrentarem as dificuldades que surgem o TEMPO TODO no universo infanto-juvenil. Quem já ouviu falar nesta listinha básica a seguir, levante a mão:


  • Insegurança ao ser deixado pelos pais na escola;
  • Medo das provas;
  • Ciúmes entre irmãos e coleguinhas;
  • Mentiras;
  • Bullying;
  • Dificuldades de Aprendizagem;
  • Entre muito outros...

Agora, ser pai e/ou mãe (ou os dois ao memo tempo), requer ou não requer sabedoria? Por isso, aqui a gente pratica o desabafo desenfreado cazamiga ,  a leitura de livros relacionados a estes temas sobre desenvolvimento e o universo dos filhos... e conversamos muito, pais e filhos, sempre em uma constante conversa sobre vários assuntos. Olho no olho mesmo (sem autoritarismo hã, se liga, isto é sério) e seguimos aprendendo o tempo todo com nossos erros e acertos, afinal, nem sempre acertamos.  No caso de filhos adotivos, percorremos o memo trajeto das diferentes fases do desenvolvimento infanto-juvenil, porém soma-se a tudo isso outros fatores que voltarei aqui para me aprofundar em temas mais específicos. Aguardem!!

Voltarei também com um próximo Post, onde vou colocar dicas de livros muito interessantes que valem a pena a leitura e investimento de tempo e dinheiro. Digo tempo, pois sempre ouvi muitas mamães e/ou papais dizerem que não conseguem tempo pra ler... pense, a gente encontra tempo nas salas de espera das atividades extras deles enquanto os esperamos, quando estamos no banheiro 😉,  antes de dormir... enfim, a leitura nos abre um leque de possibilidades, mas a melhor delas é saber que não estamos neste barco sozinhos.

Obrigada par visitar meu cantinho! Na próxima visita, pegue o "cafezin" e sente comigo na minha varanda, porque prosa aqui é o que não falta...


Imagem retirada da Web

 Bisous,


sábado, 2 de setembro de 2017

uma nova etapa do blog acaba de nascer!!



Tantas coisas acontecendo no mundo né... e eu não encontro o ponto de interrogação no meu teclado recém instalado... mas os problemas do mundo estão tão graves que requerem uma discussão mais profunda, muita reflexão e enquanto vamos fazendo nossa parte dentro das nossas casas, com nossos filhos e família, vou continuar teclando aqui meus devaneios até que o tal do ponto de interrogação apareça em alguma tecla perdida por aqui... e outras postagens deste tema possam vir em outro momento.

O fato é que uma amiga me ajudou a mudar a cara do meu blog, dando um ar mais personalizado e isso se deve a algumas mudanças que virão pela frente. Os codinomes de meus filhos nos textos vão permanecer por uma questão de neurose de escolha da mãe. Acredito que já que os contos são escancarados  verdadeiros, um mínimo de preservação, acredito ser necessário. BUT... porém, contudo, os filhos cresceram um "cadinho" e agora, depois de tantos anos preocupada se eles aceitariam ou não a exposição  no blog, eles chegaram um belo dia e me disseram que, PASMEM,  querem ser... Youtubers... Chocada!!! 

Agora é um tal de grava isso e aquilo, fazem vídeos, falam pelos cotovelos entre eles, editam, refazem, acham o máximo e óimmmm, eu acho que levam o móoo jeito. 

Daí então veio a idéia de usarmos esta plataforma (meu bloguinho simprinho), desta vez juntos, para continuarmos compartilhando nossas experiências, da mesma forma que me é peculiar, na prosa com a mãe aqui, no cafezinho com bolo na varanda do desabafo, na pracinha cazamiga, porém agora com o som das crianças (pré adolescentes) ao fundo... legal neh...

Outra novidade, agora, com o aval de Tom (11 anos) e Jobim (10 anos), as imagens e fotografias foram liberadas. E não foi somente este aval que fez a cabeça desta ex-atual-recém chegada blogueira mudar de idéia. Muitos daqueles que me acompanham nestes anos sabem o quanto sempre cuidei da preservação da imagem da nossa família e dos nossos filhos, mas como estamos em constante processo de transformação (ainda bem) eu me aprimorei *beijinho no ombro*, rs nestes últimos tempos...

    

Como eu contei pra vocês aqui , desde fevereiro de 2016 muita coisa mudou na minha visão de mundo. Muitos receios e neuroses minhas em relação à nossa exposição foram debatidas durante este período de pausa do blog, foram muitas sessões e conversas com minha psicóloga e na maioria das vezes, ela me dava razão. A exposição tem suas vertentes e nem sempre é boa. Porém, em muitas outras conversas com ela, com amigos, leitores de vários cantos do mundo e a última sessão que tivemos com um psicólogo suíço aqui, ficou claro pra gente que expor nossa experiência esta longe de ser exibicionismo. Após passar bem perto do Cabo da Boa Esperança  pela dificuldade da Ménière, percebi que a vida é uma dádiva e que o caminho que escolhemos percorrer com nossos filhos foi acertivo, bonito, corajoso, nos completa e nos transforma a cada dia. Segundo a visão do psicólogo suíço, vários fatores estão agregados à nossa história e muitos deles podem SIM inspirar muitas outras famílias que estão na mesma situação que a nossa... Palavras dele:

"Eu tiro o chapéu, pois além do fato da adoção de dois irmãos biológicos, já crescidos (4 e quase 3 anos), somam-se os fatores expatriação, trilinguismo, adaptação a outras culturas, climas, entre outros..." 

Alors... Respira fundo mãe Pandora, mostra o que é teu, que a vida te presenteou e que o universo inteiro conspirou para que este encontro de almas fosse possível!! 


Com vocês, uma nova etapa do blog acaba de nascer!! 






Tom e Jobim, na Alemanha em 2013

Lugar incrível na fronteira entre Suíça e Austria

Eles, na escalada do Matterhorn (rs) Suíça, 2012

Eu e Jobim com quase três aninhos, em Oslo, na Noruega.  Amo esta foto!!

Momentos inesquecíveis no Dyreparken, em Kristiansand, Noruega.   
Nossa família, Jobim banguela, Suíça 2015
Muro de Berlim, 2017




terça-feira, 6 de junho de 2017

Comunicação Não Violenta, conhece?

Eu ando meio sumida desta vida on-line, né? E olha que não é por falta de vontade de escrever não. Deste mal não sofro, escrever me re-organisa muito.

Mas do lado de cá tem acontecido um movimento muito interessante com pessoas que como eu, acompanham seus maridos por este mundão afora e que, por diversos motivos, não conseguem exercer sua formação universitária ou continuar suas carreiras profissionais. Na região de Vevey (Vaud) na Suíça, um grupo de brasileiras foi criado com atividades semanais, palestras e cursos, onde cada um(a) pode compartilhar seus conhecimentos e suas especialidades umas com as outras. Ou seja, aquilo que eu faço de melhor, agora eu tenho a oportunidade de compartilhar para um grupo de pessoas que desejam acima de tudo, renovar suas ideias e quebrar alguns paradigmas. Tudo remunerado, onde um pequeno investimento de cada uma, promove um entusiasmo incrível.

Desde que o grupo foi criado, tenho experimentado diversos mundos diferentes... artesanato, decoração, finanças... uma iniciativa muito bacana criada pela fisioterapeuta Luciana Regina Cerri e que vem agregando e unindo diversos interesses.

Um curso que tem me orientado muito e que conheci em uma destas reuniões foi o CNV, Comunicação Não Violenta. O nome não é muito convidativo, né? E sempre que falo para as pessoas sobre ele vejo as caras e bocas de reprovação. Compreendo, eu mesma relutei muito para conhecer melhor o que era esta sigla e confesso que superou minhas expectativas. Fui para conhecer e acabei me encantando com o que encontrei.  O famoso telhado de vidro... Plaft!!

Um exemplo simples de atuação na CNV, foi como este exemplo que aconteceu aqui em casa. Eu havia assistido a primeira palestra e dentro da situação que relatarei abaixo, consegui aplicar o conceito de Comunicação Não Violenta, olhem só:

Jobim, 9a,  chega em casa e reclama do bullying que vem sofrendo na escola, por conta dos gols que não conseguiu segurar como goleiro no time de futebol da escola.  Falou que as outras crianças ficavam falando o tempo todo a mesma coisa, reclamando que ele era um péssimo goleiro.

Antes da minha reflexão sobre CNV eu poderia reagir e dizer a ele que os colegas "são todos uns bobos", diria "não liga", "você é um ótimo goleiro" ... enfim, tentaria amenizar a todo custo o sofrimento dele culpabilizando os outros. Sem perceber fazemos muito isso no nosso dia-a-dia. Mas como estava em uma outra "vibe", olhei de uma outra forma:

Perguntei: "Como você se sentiu quando eles falavam isso sobre voce?"
Ele respondeu: "Triste"
Eu disse: Agora se coloque no lugar deles, como você se sentiria?"
"Triste"
"Então filho, eles estão apenas colocando os sentimentos de frustração pelos gols que receberam pra fora, na verdade não é nada com você, ou contra você. Eles estão frustrados pela perda do jogo...
E também pense o seguinte, se todos os goleiros do mundo pegassem todas as bolas, o futebol acabaria."
Ele ficou feliz em ver por este lado, concordou, mudou de assunto e seguiu em frente.

Pronto, simples assim.

Ôoooo delicia de sensação é aquela onde você se sente a mãe da propaganda de margarina, onde tudo é lindo e perfeito. Mas brincadeira à parte, a sensação de conseguir se manter neutra nos dilemas dos filhos ou nas inúmeras mediações de conflitos que temos que fazer TODOS os DIAS é muito bom! Quem nunca, né?

Mas vale a pena buscar saber mais sobre este curso aí na sua cidade, seu país. E ele serve para todos os tipos de relacionamentos interpessoais, como casamentos, empresas, filhos, amigos, família... afinal desenvolver o hábito de falar sobre sentimentos não é tão simples quanto parece, né? E os conflitos podem ser evitados dependendo do seu ponto de vista sobre eles. Continuarei o curso por aqui e o próximo módulo será sobre a "escuta". E você? Compartilhe aqui nos comentários se já conhece a CNV ou sobre o que achou sobre este assunto. Sua opinião é super importante por aqui.

Fica a dica!!

Abaixo, um resuminho simples e bacana que encontrei na rede:



Bisous!

terça-feira, 30 de maio de 2017

Recepções em Casa

Enquanto não consigo atualizar os posts (mas volto AGUARDEM), compartilho aqui um vídeo-chamada que coloquei na minha recém criada página no Facebook, que se chama Contos de Mãe. Curta lá também, sempre que posso corro por lá pra dividir algumas coisinhas do dia-a-dia com vcs. 



Espero que gostem!! 

Bisou, Bisou

quinta-feira, 23 de março de 2017

Artes: Aprendendo com Tom

Tom é meu filho mais velho, ele vai fazer onze anos em maio deste ano. Desde que nos conhecemos (quando ele tinha quatro anos) a gente percebe que ele ama desenhar e o faz muito bem, e não é papo de mãe coruja não heim?

E eu, mãe papelaria, adoro estas coisas e incentivo todo o tipo de arte em casa, principalmente se fizermos juntos. Um bom exemplo são as adoráveis canetas para vidros. A gente aproveita a arquitetura daqui com janelas e portas de vidros grandes para que eles possam explorar o desenho sem medo e o melhor, depois é só passar um pano umedecido com limpa vidros. Legal, né?

Outra atividade que fazemos juntos é a pintura coletiva, com direito a biquinho minha gente, tamanha é a concentração. O melhor destas atividades é que enquanto a gente pinta, o diálogo flui e a gente pode conversar de assuntos diversos, inclusive aqueles que ficam embaixo do tapete e surgem do nada a cada pincelada.
Pintura coletiva em um painel gigante. 


O interesse de Tom pelas Artes foi aprimorado na escola pública aqui na Suíça e de lá pra cá a gente tem aprendido muito com ele. E o danadinho guarda tudo, datas, acontecimentos, uma enciclopédia este garoto. Na escola onde eles estudam a gente percebe que o estudo da História das Artes e os artistas são bem valorizados pelos professores e a motivação deles é nítida quando os convidamos para uma exposição,  por exemplo.

Em fevereiro de 2015, quando fomos para Nova Yorque, infelizmente chegamos uma semana após o fim 😔de uma grande exposição do Henri Matisse no MOMA. Mas o interessante foi que estávamos em uma estação de trem de lá e duas senhoras americanas sentadas ao nosso lado começaram a conversar conosco graças às crianças. E elas além de nos alertar sobre o fim da exposição, também nos sugeriram ir a uma livraria no Rockefeller Center, a Posman Books, para adquirirmos este livros elaborados especialmente para o público infantil:




Conseguimos ver de pertinho esta obra de Monet, em Martigny. 

Reprodução feita por Jobim, aos 7 anos, com canetas feltro. 


Reprodução feita por Tom, aos 8 anos. Ele recortou e montou , como Matisse. 

Os livros possuem uma linguagem bem lúdica e acessível aos pequenos leitores e como vcs podem ver, Tom (10a) e Jobim (9a),  já fizeram re-leituras de algumas obras.

Vale a pena!!

E há uns vinte dias, estivemos na exposição Hodler, Monet, Munch na Fondation  Pierre Gianadda, em Martigny, aqui na Suíça. Foi nossa segunda visita nesta fundação, que também possui um museu de carros antigos. Lá as crianças recebem uma espécie de Quiz sobre a exposição atual, a fim de que possam realizar a visita de uma maneira lúdica:

Acharam uma muretinha para responderem ao quiz. 





Tom e Jobim com o roteiro para crianças. 



 É isso aí, Suíça oferece muito mais que escândalos envolvendo dinheiro público do Brasil  fondues e chocolates. Aqui tem muita coisa interessante para se explorar e curtir com as crianças e os adultos.

Bisous, da Mãe