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Mostrando postagens de Julho, 2011

Dica de histórias infantis sobre Adoção

Recebi de uma amiga uma ótima dica de literatura infanto-juvenil e quero compartilhar com vocês. O livro " Histórias para Voar " da Editora SALAMANDRA, traz excelentes e pequenas histórias sobre temas polêmicos para conversarmos com nossos filhos de uma forma leve e prazeirosa. Uma das histórias aborda a adoção de uma forma divertida e faz muito sentido para os pais, que ao lerem podem se identificar com as situações relatadas. Pra você ficar com uma pontinha de quero mais, aqui vai um trechinho da história "Uma Grande Família" de Corinne Machon o qual me identifiquei: " Era uma vez um rei e uma rainha que viviam muito tristes porque não podiam ter filhos. Os médicos já haviam receitado de tudo, e nada dava resultado. Os dois já tinham experimentado as receitas mais malucas. _Se o rei comer só comida salgada e a rainha, só doce, depois de um tempo ela engravida - garantiu o especialista. A única coisa que aconteceu foi que a rainha, que já era g

Filhos do Coração - Adoção com muito orgulho!

Aos vinte e quatro anos, descobri que estava com Endometriose (inflamação no revestimento interno do útero) e a partir de então, foram muitas videolaparoscopias a fim de reduzir a própria. Como não tinha planos para ter filhos naquela idade, resolvi suspender a mentruação fazendo uso de pílula anticoncepcional contínuamente sob a orientação de meu médico. Assim o fiz por dez anos. Bom, já deu pra imaginar, né? A vida aos poucos foi me sinalizando em relação ao que aconteceria no futuro. Tentei engravidar naturalmente, através de Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro e ... Enfim, há um pouco desta história nos meus antigos posts de 2009, onde não está relatado a cirurgia que faria na Noruega no final deste mesmo ano e que por causa desta cirurgia, pude conhecer como é fazer um tratamento para fertilidade totalmente gratuito em um país de "Primeiro Mundo". :-) Chique né? E foi exatamente um dia antes de me internar para a cirurgia no Rikshospitalen em Oslo, um hospi

Os primeiros dias da Adoção

O INÍCIO DA LOGÍSTICA Toda mudança, todo início de algo novo exige uma re-adaptação, gera uma certa insegurança, mas aos poucos quando os vínculos aumentam e o desconforto diminui, tudo começa a fazer mais sentido. Assim, as mães que geram seus filhos biologicamente vão aos poucos provando estas mudanças que vão desde conseguir equilibrar-se com uma barriga enorme até as insônias que o final de uma gestação provoca. Habituam-se durante nove meses com as mudanças no corpo, com as outras mãos que de repente começam a tocar sua barriga no meio de um supermercado, enfim, tudo isso e mais um pouco são pequenos sinais que mostram que sua vida está prestes a mudar... E então, você olha a criança pela primeira vez... Ouvi de várias amigas/mães que a adaptação de um filho gerado e nascido do próprio ventre, com todos os vínculos e responsabilidades alí pré-estabelecidas também pode ser difícil no início. Há para muitas uma espécie de estranhamento, afinal, trata-se de um novo integran

Vou fazer um blog!

Como você pode perceber no arquivo, iniciei este blog em 2009 mas este nunca foi publicado. Resolvi deixar alguns dos posts antigos que escrevi quando nos mudamos para Oslo, na Noruega. Não consegui removê-los devido ao grande carinho que tenho pelos desafios que tive que superar logo que mudei de país pela primeira vez. Talvez seja este o motivo pelo qual tenho um amor enorme por aquela "Terra Gelada". Resovi reativar meu antigo e jamais publicado blog que se chamava SIMPLY LIFE, para Contos de uma Mãe Pandora pelo explícito motivo que minha vida mudou exatamente de um dia para o outro quando resolvemos passar de "apenas um casal latino americano" para uma família com quatro integrantes. Queria muito um manual, um guia que me ensinasse a ser mãe, mas claro, percebi que isto não existe e que muito esforço, riso, choro, troca de experiência, leitura e informação, são as melhores fórmulas para te ajudar a encontrar o seu próprio caminho, que para cada caso, pode

Adoção não é Caridade, é Maternidade!

Desde que soube que teria dificuldades para engravidar (e isso foi aos 24 anos de idade), prometi a mim mesma que adotaria uma criança, na verdade, um bebê. Em 2005, eu e meu marido começamos a refletir timidamente sobre o assunto "Adoção", digo timidamente pois, ainda não havia tentado efetivamente os recursos desenvolvidos pela ciência. Na época, eu trabalhava como coordenadora pedagógica em uma escola em Rio Claro, interior de São Paulo e fui convidada para palestrar no GRAAC, Grupo de Apoio à Adoção de Rio Claro sobre este mesmo tema. Sabendo da idoniedade e do trabalho realizado por este grupo, fomos eu e meu marido e isto nos ajudou muito em nossa decisão futura. Hashtag Fica a Dica! ! Após a palestra, permanecemos para um debate, onde pais e profissionais discutiam sobre o tema e foi então que ouvi a mais verdadeira frase que ilustra todo este processo: "Adoção não é caridade."   Após anos trabalhando como educadora, pude perceber tamanha verdade. Nó

Sobre Lidar com Frustrações - About Dealing With Frustrations

Estou neste momento re-editando os textos do blog e me deparei com este texto, escrito por euzinha há cinco anos... aquela Juliana não existe mais. Muitas rugas    Muitas coisas mudaram e penso se faria o mesmo hoje. Vamos ler e refletir juntos? *** Lidar com frustações na vida não é nada fácil e promover esta competência nos nossos filhos pode ser mais cruel ainda. Ah! Como é cruel!! Dias atrás, compartilhei um fato que ocorreu nesta minha jovem trajetória da maternidade de dois garotinhos super inteligentes e cheios de vida. Há um ano, sou Mãe do Coração de Tom e Jobim (Apelidos fictícios para preservar a privacidade da família, preferi este a Chitãozinho e Xororó uai). Eu estava no Brasil, em uma festa de aniversário de uma prima e o bolo era daqueles bem típicos, retangulares com cobertura de chocolate granulado e aquelas exatas cinco cerejas adornando cada canto e o centro. Meu filho de cinco anos, após cantarmos os "Parabéns", me pediu um pedaço do bolo com cere