sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Escola Suíça- Parte II

Enquanto meu filho mais novo, Jobim, se esbaldava na Garderie eu fui para mais um daqueles dias em que  trabalho como voluntária em uma escola suíça. A escola de meu filho mais velho, Tom.

Bom, pra começar, eu ADORO escolas!! Este tema muito me interessa e poder conhecer de perto escolas por este mundão afora é melhor ainda.

Mas o que me fez escrever, na verdade, foi sobre a "tal educação suíça". Regras, muitas regras regem este lugar. E funciona?

Bom, não gosto nem um pouco de generalizações, mas pelo o que ouço das amigas que vivem aqui e pela experiência que temos vivido, sim, a coisa funciona!

Vamos aos fatos:

Quando meu filho tinha quase três meses de frequência nesta escola, fomos chamados para uma reunião com a professora. Marido trabalhando, sobrou para a mamãe engolir o sapo ir sozinha. O Problema? Primeira pergunta feita pelas professoras a esta mamãe Pandora:
_"Vocês possuem regras em casa?"

Quase tive um choque!! Sou a Super Nanny  uma mãe cheia de regras, pelo menos achava que era...

Imaginem, a seguinte situação: Duas professoras interrogando uma mãe de uma criança que vivera em um abrigo até os quatro anos de idade, sendo que há um ano estava com uma família, recebendo uma educação  "intensiva" e que há três meses, haviam chegado na Suíça.


Me Poupe! Se temos regras em casa? Bom, nem preciso dizer o quanto a conversa foi tensa...

Você pode perguntar, - E aí? O que fazer?

1) Marque um X nas opções que considerar apropriadas neste caso:

(   ) Mudá-lo de escola.
(   ) Reclamar diretamente com o superior na escola;
(   ) Chorar copiosamente e pedir um copo d'água com açúcar;
(   ) Fingir que não fala a língua local, portanto não entendeu N-A-D-A;
(   ) Ser "peituda" e se colocar em total disposição da escola, mesmo que voluntariamente para criar uma ambiente favorecedor e seguro para seu filho. MARQUE ESTA RESPOSTA, voluntariamente, claro!

Mãe Pandora pensou em todas as opções... Marido quase ficou louco, pensando com ela nas opções acima, que por si só, se transformavam em outras e mais outras opções. Sigam o raciocínio...

  • Ao mudá-lo de escola estaríamos adiando um problema ou trocando por outro e submetê-lo a mais uma mudança seria cruel demais;
  • Reclamar com o superior de nada adiantaria ou somente pioraria a situação, já que o superior não estava presente no momento da conversa;
  • Chorar copiosamente não foi uma opção, mas que eu chorei, ah, eu chorei (na frente delas)!
  • Voltar para o Brasil? Hummmm... Lá os argumentos são em Português!!
  • Tentar criar um ritmo diferente para que ele possa se adequar ao sistema?

Foram muitas noites de insônia em busca de uma resposta e o marido que o diga, coitado.

Mas, eu compreendo muitíssimo as professoras! Fui uma delas e jamais me esquecerei disso! Portanto, eu respeito! E na verdade, penso que para nós pais, é muito difícil receber qualquer tipo de reclamação sobre nossos filhos. Isso soa meio que como uma "falha" na nossa educação e na verdade, o que a escola propõe é sinalizar que algo não está certo ou que precisa melhorar.  Haja mandalas pra colorir... (risos)

Como em algumas escolas no Brasil, aqui elas possuem salas multi seriadas, por exemplo, a classe de Tom possui 21 alunos, sendo que metade destes possuem quatro anos e metade, cinco. Elas não possuem professores de educação física, ou seja, elas mesmas ministram as aulas. Tocam piano e violão com as crianças e mantém uma sala impecável, extremamente 
o-r-g-a-n-i-z-a-d-a. 

Na escola, a fila, a roda da ginástica, as mesinhas, T-U-D-O tem ordem e nome. No começo cheguei a pensar que isso faria mal, traumatizaria as crianças... que nada!! Elas estão super felizes e tem o recreio, onde podem fazer o que bem querem, pelo menos lá é assim.

E os alunos? São apáticos, inseguros, etc e tal?

Ahhh, os alunos... Estes respeitam milimetricamente a figura das professoras. Fiquei "bege" ao ver meu filho em estado total de organização que até então eu associava ao signo de Touro, mas que lá... todos devem ser Taurinos, sem exageros. Uma graça!!

E se sentem bem, são felizes, choram quando contrariadas, riem das bobeiras que faço (longe da professora, claro!), ficam de mal, fazem beicinho umas às outras, enfim, são crianças!!

E pai e mãe querem mesmo é ver os filhos felizes e isto não tem preço!

O que vejo ultimamente é uma criança que no início se defendia das outras "agredindo", mas que esperto como é, percebeu que esta lei não funciona mais e que o que deveria fazer era criar outra estratégia para se ambientar.

Esta "Proud Mãe Pandora" diz:  

E ele o fez! Hoje, chego na escola e vejo um garoto "Super Pop.". Seu nome ecoa no pátio quando ele chega... E advinhem? Agora descobriu que pode conquistar as pessoas com sua alegria e simpatia. É o amigão da turma!!

Tenho certeza absoluta que ainda teremos muitos outros posts sobre este assunto, mas o importante é acreditar na possibilidade de estarmos no caminho certo e que tudo vai bem. Se estivermos enganados, saberemos. 

Afinal, o que é certo?

Bisous, Pandora "Tamujunto"









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