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Das amizades que nos suportam

Olha, vou dizer a verdade! Deu o que fazer pra eu conseguir sair do armário e escrever o blog...

Primeiro pois eu acreditava que isto deveria ser algo fundamentado em alguma teoria e depois, porque escrever um  blog exige coragem acima de tudo. É simplesmente admitir que eu não sou perfeita, que erro, que sou de carne e osso, sou real... E dentro desse vai não vai, olha eu aqui, é bom demais!!! Apenas sinto muito o fato de não poder compartilhar com o leitor, a imagem dos nossos rostinhos, mas como trata-se de uma adoção tardia é importante nos preservar.

Mas hoje eu não vou escrever sobre os filhos e sim sobre os amigos.

Gentem, os amigos!! Seres iluminados importantíssimos nesta nossa jornada!!

E o que seria das blogueiras iniciantes como euzinha, sem a solidariedade dos amigos? N A D A!!! No início, são os amigos e a família que lêem nossos posts, comentam, disseminam a outros amigos e familiares e tem a M A I O R paciência pra isso. Valeu gente!! Sintam-se abraçados!!

E por falar em amigos, esta semana aconteceu algo raro por aqui!! Eu e algumas amigas nos reunimos (sem filhos e maridos) pela primeira vez, para jantarmos em um restaurante tailandês chiquetérrimo. A mulherada estava toda linda, em becas nada parecidas com aquelas que geralmente usamos quando vamos ao parque com os filhos. Um luxo!!

Nos divertimos horrores e nos policiamos também, para que dentre dez palavras, pudéssemos ao menos falar cinco que não fosse:


MAMADEIRA, PAPINHA, COCÔ, CÓLICA, VIROSE, VACINA, PEDIATRA, ESCOLA...

Mas até que obedecemos bem a regrinha!! Nos divertimos e falamos muuuuuuuuita bobagem!! Daquelas cabeludas que você se pega rindo sozinha enquanto dirige ou enquanto está ralando a cenoura... Ei? Calma, sem piadinhas, eu quis dizer a cenoura do almoço mesmo, rs.

E no outro dia...

Quando acordei, ao preparar o café da manhã e as lancheiras para a escola, percebi o quanto isso faz bem pra alma feminina. Poxa, merecemos muito isso!! Ser mãe é a viagem mais deliciosa que existe mas é também uma rotina "mega"atarefada, uma adrenalina eu diria. Esta semana assisti um vídeo da Roberta (Piscar de Olhos) , onde ela fala da mudança no olhar da mulher depois que se é mãe.  Nosso olhar se transforma em um olhar mais responsável, mais atento aos perigos, uma coisa muito instintiva mesmo.

E poder, mesmo que por duas ou três horinhas, se "desligar" e alimentar a Pandora Mulher é mais que importante. Pelo menos na minha realidade vivendo na Noruega e agora na Suíça, aquelas deliciosas horas sendo paparicada em um salão de beleza virou memória de museu na minha vida. Chego até a falar: " Antigamente, quando eu ia no salão"... É sério, por aqui existe sim tudo isso, mas é muito caro, então eu opto por poder fazer outras gracinhas, tipo ir a um bom restaurante de vez em quando e viajar, claro!! E quando chego no Brasil, desforro!! Até drenagem linfática DUAS vezes por semana rola!!

Mulherada, a confraria não precisa se reunir em um restaurante chique, pode ser até na confeitaria da esquina, mas a intenção é alimentar a alma feminina que dorrrrrrrrrme dentro da gente de vez em quando. Fazendo isso, acredite!! Revigora e é melhor que chá de camomila!!

Então, hoje, quero agradecer aos amigos que tornam estes momentos mais que divertidos e que consequentemente ajudam nossos filhos a serem mais felizes, pois qual o filho que não gosta de ter uma mãe alegre e divertida ao lado?

Bisous, Pandora Amigona

Comentários

  1. Ah Ju, é tudo isso mesmo!!! Fazer uma pausa é preciso, é vital eu diria, para a saúde mental de nós mamis!
    Deixar tudo o que é de casa em casa, por um salto alto, por aquele brinco que nunca pode pq o bebe vai arrancar brinco e orelha, se arrumar pra vc mesma e sair! Sem precisar olhar no banco de tras pelo retrovisor 350 vezes, dirigir... Sair do carro com a bolsa e nada mais, respirar... deixar o ar fresco preencher seus pulmoes...
    Depois conversar conseguindo olhar nos olhos das amigas (com as crianças a conversa pode ser com a amiga, mas o olhar...está sempre nos filhos), tomar uma copa de vinho,humm, comer...sentada!
    Te juro, ás vezes a gente precisa disso pra voltar a se sentir...a gente!
    Beijokas
    Nane

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  2. Carla Andréa Brande11 de outubro de 2011 02:57

    Ju!!
    Ficar lendo seus escritos me dá uma inveja danada (fique tranquila, inveja positiva ... rs...) dos filhos e uma vontade louca de ter um ...
    Ah, gostei tanto dessa ideia do blog que me motivei para ter um tb.
    Por isso, só posso lhe dar PARABÉNS!!
    Bj,
    Carla

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  3. Ai Ju... como é gostoso ler seu blog. Pra mim é bastante informação pois estou passando por uma fase na vida que você já passou: hormônios, inseminação, adoção e etc... Chegou num ponto da minha vida que não vejo mais sentido em continuar só eu e meu marido. Queremos filhos (sim, mais de um) e que eles sejam biológicos ou não (infelizmente não é bem nós que decidimos isso né) vão ser tratados e amados da mesma maneira. Estamos cheios de amor pra dar e receber, queremos ensinar e aprender. Meus 4 meses de tratamento (angustiantes, estressantes e etc) só rendeu uma inseminação que não se concretizou e alguns quilos a mais. Meu organismo, mesmo super estimulado com os hormônios, só produz um óvulo por mês e em alguns meses eles não "amadureciam", ou melhor, não tinham um tamanho ideal para realizar o procedimento de inseminação e etc. Nós (eu e o Fá) resolvemos dar um tempo do tratamento... estávamos no limite. Não imaginava que seria tão desgastante... achei que no dia X depois de tomar uma batelada de hormônios o médico marcaria o procedimento e 15 dias depois viria o resultado. Mas não é bem assim né Jú... você sabe... o óvulo tem que atingir o tamanho tal, o endométrio tem que estar com 3 lâminas, o útero tem que estar assim e assado... Ufa!
    Não desistimos de sermos pais (isso nunca!), estamos na fila de adoção e também não desistimos do tratamento (pelo menos por enquanto) só estamos dando um tempo.
    Acho esse blog super importante pra quem é mãe, ou quer ser, pra quem tem dificuldade de engravidar ou não pois mostra as dificuldades e também a felicidade de criar filhos, e assim "crescer" junto deles.
    Só tenho que agradecer Jú... sei que se expõe totalmente por aqui, mas imagine como é importante tudo o que você escreve... a troca de informações e etc... Pelo menos pra mim é uma ajuda e tanto, pois vc já passou por tratamentos, por adoção e te vejo se realizando cada vez mais como pessoa. E é esse caminho que também quero seguir.
    Obrigada Jú por todas as informações. Faz valer a pena cada picada de injeção de hormônio e cada dia riscado na folhinha na espera do meu filho do coração ou daquele que sairá do meu ventre. Beijão. Gisele

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  4. Nossa, que lindo... Gisele fico tão feliz em saber que posso ajudar, mas saiba que é uma ajuda mútua. Suas palavras me fazem ir a uma etapa da minha vida que foi muito sofrida, mas necessária. Hoje, de verdade, agradeço tanto pelos tratamentos que não deram certo, pois se assim o tivessem, eu não estaria com estes meus sonhos de filhos que tenho hoje. Eu torço muito por vocês, para que esta história possa ser linda e um dia, como eu hoje, tudo vai ser somente história pra contar. Tenha certeza que será uma super mãe e eu vou querer conhecer de pertinho todo este amor! Obrigada pelas palavras, pelo texto e por compartilhar todo este coração lindo que você tem! Um super abraço, daqueles bem gostosos mesmo, bjs, Ju

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  5. Outro super abraço Jú, cheio de energia curativa pra você se reestabelecer o quanto antes. Aguardo ansiosa por novos posts. Beijão. Gisele.

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  6. Ju, queria estar mais perto para fazer esse tipo de programa! Sinto falta de carícias no meu lado mulher, que poderiam ser facilmente satisfeita com um jantarzinho Tailandês desses, em ótima companhia! Beijo grande, Dani.

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