domingo, 6 de novembro de 2011

O lado B


Escrever este título é assumir que tem mais de trinta, né? Lado B lembra LP, vinil, disco, vitrola, agulha...
E desta época surgiram umas frases muito boas: "Parece um disco riscado... fica repetindo a mesma coisa." "Fulano fala mais que uma vitrola ". Mas este Post tem um apelo forte!! Portanto leiam até o final, pode valer a pena!!

***

Acredito que tudo na vida tem uma Lado B, uma espécie de Prós e Contras, de bom e nem tanto, de lindo e enfeitado, de chato e irritante, de charmoso e inesquecível. Tudo depende do jeito que a gente olha, da forma como você encara e do momento em que você está. Ontem, voltando da França (simmmmmm, da França, pois fica há apenas uma horinha de carro daqui, eheh), enquanto a criançada dormia no banco de trás, com as cabecinhas que tadinhas, caem todo o momento pra frente e aquelas tais cadeirinhas não seguram nada muito, "entrei em alƒa" e comecei a devanear. 


"Vamos lá Pandora, tira alguma coisa desta caixa amiga!!!"


***

Fiquei lembrando de episódios super legais, tipo quando saía pra dançar 
(Eu A D O R O), lembrando de músicas, e também de falas antigas "super chulas"minhas tentando exprimir uma opinião sobre alguma coisa.

Daí, comecei a fazer as contas de quanto tempo atrás eu tinha falado uma bobagem descabida por aí... dedinhos contados e PÁH!! Foi só há poucos segundos dias atrás minha gente. Sim, a gente evolui, ainda bem!!
E a gente aprende o tempo todo, e muda o tempo todo (no meu caso, literalmente).  Faaaaala Raul:

"Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". 


E nestas lembranças todas, eu também me lembrei que este mês, eu e o maridão completamos sete anos de casados e, muitos dizem que nesta época surge a tal "Crise dos sete anos".  De verdade gente? Não tenho tempo pra isso não. Como bem disse uma pessoa muito querida,  _"Este casamento sem rotina nenhuma"... Acontece tanta coisa, tudojuntoaomesmotempo , que sério, sinto muito crise, vai bater em outra porta.


E eis que ...


Eis que eu topo nestes encontros casuais, com uma pessoa que me mostrou o Lado B de um tema que muito me interessa, a Adoção, mas sob uma outra perspectiva.

Esta pessoa, entregou um filho à adoção quando tinha dezessete anos de idade.

A história foi mais ou menos assim: Ele teve um namorico com uma menina, também menor de idade naquela época (há mais de trinta anos atrás) e nenhum dos dois queria a criança. O aborto foi totalmente descartado, mas a possibilidade de ter este filho como um vínculo entre estes dois jovens também foi descartada. Então, optaram por entregar o filho após o nascimento para a adoção.


Foi engraçado, mas quando escutei essa pessoa me dizendo que havia feito isso, me deu uma dor nesse meu coração de gelatina que nem te conto.

A primeira pergunta que fiz:

_"Mas você sabe onde está este filho"?

 E a resposta:

_ "Não, eu sei onde estão meus outros dois filhos, que tive quando casei, mas este que foi dado à adoção eu não posso considerar meu filho, foi um fato que aconteceu, passou e que tenho certeza que tomei a decisão correta."


Segundos intermináveis de silêncio, juro, fiquei assim... olhando pra ele, tentando assimilar aquelas palavras e lembrando da minha fase de "tentante", da luta pela Guarda Provisória, Guarda Definitiva, pela luta que temos até hoje em fazer com que nossos filhos se sintam seguros, em uma família, acreditando que jamais os abandonaremos... E sente o conflito: Eu e meu marido hoje, somente podemos desfrutar de um amor incondicional por nossos dois garotos, por causa de outras pessoas, que como esta, optaram por tê-los e não querê-los.

Daí gente querida desse mundão afora, as pessoas precisam desmistificar a Adoção. Ainda existe muito preconceito, muito equívoco, muito senso comum, sem nenhum bom senso .

Existem milhares de crianças que esperam sim, por um lar e milhares de pais e mães, que como eu, tentaram ou tentam ser mãe a qualquer custo. A opção pela adoção no nosso caso também não foi fácil, mas a correta!! O amor é o mesmo, as dificuldades são as mesmas, as alegrias são as mesmas. Claro, que o foco muda quando se adota um bebê do foco que se tem quando você opta por uma adoção tardia, mas isso é assunto pra um outro Post. O fato é que eu incentivo, indico, visto a camisa mesmo!! Adotar é gerar de uma outra forma, vamos lá, sejam criativos, quebrem paradigmas e preconceitos, afinal, ninguém veio ao mundo a passeio, né?

Meu desabafo foi feito, meu recado foi dado, agora quero voltar no devaneio que tive no carro...

Levanta a mão quem lembra \ o / :

Bisous, Pandora filosofando no Túnel do Tempo



Amava, mas chorava na música da Corujinha... 

Agora esta é a turminha preferida dos meus filhos.


BAILINHOS...






7 comentários:

  1. que reflexao legal Ju...
    acho que nao so quem adota tem coragem, mas tb aquele que chega ao ponto de abrir mao do pp filho pq sabe que nao vai dar conta ou aque nao pode dar oq ue aquele filho merece tb tem que ter coragem... e muita... mas que bom que sempre tem pessoas maravilhosas como vcs que estao ai para acolher essas criancas e dar muito amor e tudo amqi eue elas merecem...
    bjsss

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  2. Oi Juliana!
    Obrigada pela visita lá no blog! Nossa, adorei este seu post, sabia? Você escreve muito bem. E muito legal esta sua postura sobre adoção. Seus filhos têm sorte de ter uma mãe assim! E, cá entre nós, também passei dos 30 e amava balão mágico :-) Queria tanto ser a Simony! Rsrsrsrsrs. Mas ainda não apresentei o grupinho às minhas filhas, preciso fazer urgente rsrsrsr

    Beijo,
    Karen
    http://multiplicado-por-dois.blogspot.com/

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  3. @Danielle
    Dani querida, também acho. Senti o quanto deve ser difícil e ao mesmo tempo, o quanto isso nos ajudou. Obrigada Dani, um beijo enorme, Ju

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  4. @Karen
    Oi Karen, obrigada pela visita!! Aqui o Balão Mágico toca o tempo todo... daí eu aproveito e fico matando a saudade daquele tempo. Mas entre as "cantoras" eu queria mesmo era ser a Xuxa, afff!!! Eu sobrevivi, rsrsrrs.
    Beijo, Ju

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  5. Ju, muito legal este post amiga. Voce tem razao, ha muito preconceito neste assunto, fruto da ignorancia de nao se saber muito bem sobre ele.
    Eu nao consigo imaginar a doacao de um filho, por isso acho este um ato de muita coragem e dignidade. Por mais que a pessoa nao considera aquele filho, ele vai estar presente pra sempre na vida dela. Duvido que nao. Bjs.

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  6. @Monica
    Pensei o mesmo... foi uma mistura de muitos sentimentos. Um bjão e obrigada!! Ju

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  7. Saudade de tanta coisa né amiga ?!!
    Bj. Frô

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