Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2011

Sobre os micos de quem mora fora...

 Kristiansand, Norway Setembro de 2010. O marido parte para mais uma daquelas viagens a trabalho e eu fico com as crianças literalmente "ilhada", em Kristiansand, sul da Noruega. Naquela época morávamos em uma ilha perto da cidade e o acesso até ela era feito por um túnel enorme de 2.3 Km sob o mar que descia, descia, descia e depois subia, subia, subia. A ilha era linda, apesar do vento infernal, mas confesso que um pouco isolada demais. O mais legal com certeza é poder dizer: " Eu morei em uma ilha, rs". A mudança de Oslo pra lá foi sofrida. Oslo é cosmopolita, internacional e consequentemente melhor preparada para receber imigrantes e Kristiansand, apesar de toda a beleza e charme, guardava um velado "receio" com recém chegados moradores. Então, como o maridão passaria o fim de semana fora, decidi pegar a estrada e encontrar velhos e queridos amigos em Oslo, mas, aquilo que parecia fácil e tranquilo, na Noruega... foi diferente. Por quê

À Reciprocidade

Na última quarta-feira, dia 07 de dezembro, acordei na mesma rotina de sempre. (lembrando que estamos na Suíça "francesa"...) 06h30 - Acordo e ainda na cama, checo os e-mails, levanto, faço a toilette, coloco a mesa do café da manhã, preparo o lanchinho da escola. 07h30 - Acordo as crianças... Acordo as crianças mais uma vez... Toilette das crianças, trocam de roupa... 08h18 - Toilette de mamãe e filhos novamente... 08h26 - Allez a l'école!!!! Vestimos os casacos, as toucas, luvas, botas, mochilas... Chave do carro. Alguém viu a chave do carro? OBS. importante!! Enquanto acontece tudo isso, papai já acordou bem cedinho pra pegar o trem para o trabalho. 08h35 - Eles entram na escola. Sim, os horários na Suíça nunca são redondinhos. Existem escolas que começam às 08h28, pois o trem estaciona ao lado às 08h26. Estritamente na risca! Suíço, né? Então, mamãe pensa: "Hummm, o que farei agora? Assim, tão solta?!"... Lista de afazeres com e sem prazeres do dia:

Histórias ao Contrário

Olá!! Hoje é um dia de grande felicidade!!! O Post  Histórias ao Contrário  está no Portal: Quando eu descobri que tinha uma doença que pode causar infertilidade chamada Endometriose, pouco se sabia a respeito, e os artigos sobre ela cresciam nos compêndios de medicina. Isto foi há treze anos, e ainda era difícil encontrar informação a respeito, mesmo na Internet. E na época, ela me pegou de jeito e de surpresa. Quando a descobri, fui submetida a uma cirurgia às pressas e boa parte dos dois ovários foi retirada. Ainda no hospital, ao voltar da anestesia, escutei o médico dizendo aos meus pais, que eu deveria ser mãe o quanto antes possível, pois, devido ao alto grau de Endometriose descoberto, isto poderia atrapalhar meu planos maternos futuros. Aos vinte e quatro anos, sofri feito uma condenada. Mas, depois da queda, levantei, olhei pra frente e pensei: " O mundo é grande." E eu sempre me teletransportava para outros lugares lindos, num súbito enlo

O quarto como a mamãe adora!!

Uma das melhores coisas que aprendemos quando moramos na Noruega, foi que a nossa casa é o melhor lugar pra se estar. Como lá a maior parte do ano faz frio e a luz do sol não é algo comum, a casa passa a ser um templo de bem estar. Na capital da Terra dos Vikings, Oslo, moramos em um apartamento já mobiliado (o que é bem comum por lá) e então, não precisamos levar nada, apenas roupas e objetos pessoais. Isso foi bom no início, mas aos poucos fui percebendo que na verdade nossa casa tem que ter nossa identidade, nossa cara... Isso faz muita diferença, principalmente em países onde você passa grande parte do tempo hibernando dentro dela. ≈≈≈ Ultimamente, tenho me deliciado com as dicas e fotos que vejo nos blogs amigos e que me deixam cada vez mais motivadas a pensar em cada detalhe, cada cantinho do lar doce lar... Acho lindo chegar em uma casa e ver que as coisas possuem a alma do dono, uma harmonia, mesmo que nem tudo esteja como foto de revista, tudo certinho, o que aliás nem é

Cada uma...

Nunca pensei em escrever sobre este tema, mas acabei de chegar de uma consulta e ... tenho sim que escrever... meu marido vai me matar quando ler isto, rs. Até hoje, eu conheci três tipos de ginecologista por este mundão afora: O(A) ginecologista brasileiro(a):  O cuidado em pessoa! Tudo é milimetricamente pensado, desde o layout do consultório até o chinelinho e o avental (com a abertura virada pra frente?). Eles usam luvas e sempre tem uma assistente que os acompanha. Tudo cheio de mimo para pacientes que, como eu, adoram ser bem tratadas. Ah! E água, café e chá se preferir, podem ser encontrados facilmente nas salas de espera. Um luxo!! O(A) ginecologista norueguês(a): Para este, a gentileza passou longe, heim? Nada de avental e chinelinho... o quê? Vai dar uma de mulherzinha agora? Na Noruega não, violão!! Aliás, vilolão mesmo, heim? Bora esquiar menina!! As curvas estão demasiadas grandes para o esteriótipo da Terra Gelada, digo, Encantada. Ultrassom transvaginal?? É, se be

Conto real de Natal

Um dia chuvoso no inverno suíço... Ao acordar hoje, fiz meu café e enquanto todos dormiam (yes, I'm an early bird), sentei olhando o horizonte e elaborei em meus devaneios  pensamentos de domingo: _"O que eu gostaria de ganhar do Papai Noel?" Na verdade, se eu pudesse escolher um presente, desejaria não ter escutado o que escutei ontem. Ou melhor dizendo, desejaria ter escutado uma história diferente. E as histórias nem sempre são bonitas... Quem dera se todas pudessem ao menos ter um final feliz? Mas que final? Estamos falando de um início. O início da vida de alguns... ≈≈≈ Neste Natal, uma amiga decidiu presentear uma instituição e me escreveu pedindo para que verificasse a quantidade de crianças do abrigo, onde meus filhos viveram por um tempo. Fiquei muito feliz com a iniciativa, principalmente por conhecer esta realidade de perto e saber que realmente necessitam de toda forma de ajuda. E ontem, pelo telefone, recebi de lá, cada detalhe... os nome