sexta-feira, 27 de abril de 2012

Feelings de uma viagem ao desconhecido - Parte 2

Bom, como eu disse no post anterior, superar o medo de uma viagem de navio com os filhos e principalmente deixa-los brincando no clubinho, enquanto eu e o maridão saíamos para passear, foi um passo surreal. Claro que não era o dia todo, eles ficavam no máximo umas quatro horas, mas para mim, era uma eternidade. E pensa no paradoxo: Meus filhos sobreviveram de dois a quatro anos sem minha superproteção, então, de onde vem este medo todo minha gente?
Piegas, ok, mas vem do AMOR. Meus filhos são tudo na minha vida e estou adorando construir com a ajuda deles, a mãe que tenho tentado ser. É AMOR demais!!

Alors, Grécia...

Vamos lá, marque a opção que lhe convir: Quando você pensa em Grécia, você lembra de...

  • Feta Cheese (  )
  • Mar azul e casinhas brancas no morro, com muitas flores (  )
  • Pessoas alegres, dançando e quebrando pratos (  )
  • Jegue (  )
  • Cenário do filme: Mama Mia (  )
  • Azeite, azeitona (  )
  • Atenas, Mikonos, Santorin (  )
  • Partenon (  )
  • Crise financeira atual (  )
  • Filosofia (  )
  • Outras opções (  )
Bom, eu poderia citar milhares de coisas que nos lembram a Grécia, mas nada vai substituir ao encanto de pisar nesta terra histórica. Nós não fomos para este lado lindo com cenas de filmes paradisíacos, não. Nosso roteiro era do outro lado, talvez não tão belo, mas muito interessante. E a guia que nos acompanhou, minha gente? Além de falar fluentemente alemão e inglês, nos embebedou com histórias deliciosas sobre este lugar, Olympia, onde surgiram os jogos olímpicos da antiguidade e que mantemos a tradição até hoje.

Bom, depois da "facada" que levamos do taxista na Itália, resolvemos fechar com a excursão do navio mesmo. Nossa parada foi em Katakolon, uma cidadezinha portuária, bem pequena que fica há 45 minutos de Olympia. A estrada é tranquila e dá pra perceber as consequências da crise financeira que o país tem vivido. Comércio às moscas, muita coisa fechada e poucas pessoas circulando pelas ruas. Uma pena...
Os meninos? Ah, imagine qual foi a resposta quando perguntei se queriam passear conosco? Mas quer saber? Foi melhor, percebi que Katakolon e Olympia não são nada atrativos para os pequenos e quando via uma criança chorando por lá e pedindo para voltar para o navio, eu me sentia aliviada... ô dó, ahh maldade...

Olympia - Grécia
Sítio arqueológico em Olympia
A cidade de Olympia preserva um dos sítios arqueológicos mais importantes da história da humanidade e claro, a gente ficou super feliz em conhecer tamanha riqueza de pertinho

Eu, heim? Até parece que está escrito em grego... 

Ok! Foi lindo conhecer as ruínas, muita história é bom e eu gosto, mas... gente, eu adoro um sabor, um cheiro, sabe? "Quedê" as comidinhas deliciosas desta terra? Hã, hã? 

Rá!! A excursão nos levou até uma fazenda que faz parte do movimento Agriturismo, que está comum em diversas partes do mundo. O local se chama Magna Grécia,  um lugar simplesmente M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O!!!!

Sente o drama... 
Assim que descemos  no local, fomos recebidos com água, uma taça de vinho branco e muita alegria...

Não, não somos nós na foto. 

O restaurante 

Tudo feito, elaborado e colhido na fazenda. Tudo!! O pão, o azeite, o queijo, o vinho...  tudinho.

Imagine se gostamos? O melhor deste prato foi a patê de feta com alcaparras, delicioso para degustar com vinho. 

Ah rá!!! Ali estão elas, no meio da rua!!! Eis a fonte deste queijo maravilhoso!! 
Demais, né? E a Grécia deixou um gostinho de quero mais. Durante a degustação, tivemos a presença  dos donos e seus filhos, apresentando cada detalhe e o melhor, dançando conosco. Claro que hoje em dia jogar pratos no chão, em plena crise, está fora de moda, mas eles jogaram guardanapos brancos, o que também é uma tradição por lá.
E ao dançar, eles percorrem o salão naquela cantoria toda e vão abraçados, convidando outras pessoas para participar da farra e imaginem que foi o primeiro a ser convidado? O maridão, que é super na dele... ahhhhh, foi um barato vê-lo percorrer o salão afora, chacoalhando o corpo pra lá de timido. Hilário. Eu gravei, claro, mas não tenho a autorização para publicar... Fazer o que, né? A gente entende e respeita.

Pontos Bons: 
A excursão nos levou nesta fazenda, onde jamais pensaríamos em ir por conta própria. Adoramos!!
A guia da excursão era fantástica e também não nos deixou boiando ao ver as ruínas em Olympia.

Pontos Ruins:
Mesmo sabendo que tinha tomado a atitude correta, eu devo ter feito a mesma pergunta para o maridão, umas cinquenta vezes:
 _ Será que eles estão bem? 

Um brinde à Grécia e a estes maridos que tanto suportam nossas neuroses!!!

Bisous...


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Feelings de uma viagem ao desconhecido - Parte I


Tudo começou assim... sempre adorei viajar, explorar, conhecer culturas e quando solteira costumava ir com a turma de amigas para Cabo Frio, Búzios e também acampar (ói) em Ilha Grande e para chegar até lá, era comum chamar o "Hugo" em cada traineira que atravessava o mar. Então, cruzeiro além de ser diferente daquilo que eu considerava o máximo, eu morria de medo de passar os dias gritando o "Hugo" sem parar...

Enfim, a vida mudou, os cabelos mudaram e partir para um cruzeiro de navio no mar mediterrâneo com os filhos após um acidente envolvendo uma grande companhia marítima este ano, foi um desafio enorme. Ah! e detalhe, embarcaríamos na semana em que o Titanic completaria 100 anos de naufrágio. Imaginou? A mídia falava o tempo e eu claro, fiquei super receosa e por várias vezes quis desistir, mas ainda bem que tem alguém sensato nesta família, e o maridão não concordou com minhas neuroses. 
Fomos!!!
E o resultado? Uma viagem incrível, repleta de descobertas internas e eu realmente pude relaxar e descansar como há tempos não conseguia. Quer saber um pouquinho? Pensei em dividir este post em várias partes, assim,  eu consigo compartilhar com vocês aspectos práticos, que claro, toda mãe gosta de saber e também como evitar alguns probleminhas e gafes que surgem em viagens como esta. E ai? Vem comigo? 
Os destinos dos devaneios serão:

  • Bari, Itália
  • Katakolon, Grécia
  • Ismir e Istanbul, Turquia
  • Dubrovnik, Croácia. 
  • O Navio, by itself. 


O INICIO DE TUDO
Bom, como eu disse anteriormente, minha ideia de Cruzeiro era muito preconceituosa, admito. Mas quando vi as fotos de uma amiga que havia ido com os filhos, fiquei encantada. Então, um belo dia quando eu estava recém operada, esta mesma amiga me ligou informando sobre uma promoção imperdível para crianças e nós, decidimos encarar o desafio.

Item principal na bagagem: Remedinhos para enjoos marítimos e esperança!!!

Primeira parada: BARI, ITALIA 

Nosso primeiro grande plano era alugarmos bicicletas para os quatro e passear por Bari, mas vimos as fotos de uma excursão que partiria do porto até Alberobello (há uma hora dali) e ficamos encantados.
Primeiro erro: Deixamos de comprar a excursão dentro do navio para tentarmos uma opção mais barata do lado de fora. Conclusão: Não haviam mais lugares na excursão e o que nos sobrou foi pegarmos um taxi... ok, ok, o lugar é lindo, medieval, mas desembolsamos 160 Euros para o taxista, ou seja, gastamos muito mais que o preço da excursão... toim, oim, oim.... vivendo e aprendendo. Outra detalhe aqui: Dentro do navio, eles possuem um mini club para crianças, com monitores super animados. A princípio, não pensei em deixa-los lá, mas pensando em colocar duas crianças de quatro e cinco anos para viajar dentro de um carro por duas horas (ida e volta), para ver casinhas medievais (lindas, hã), a ficar com um grupo de crianças, fazendo atividades diversas, jogando bola na quadra do navio, pintando camisetas com tintas, comendo e se divertindo muito com o saquinho de maionese na batatinha frita... gente, só uma semana de férias de mãe falando o tempo todo na orelha e poder se divertir... fala sério, né? 

Ok! Aqui merece uma pausa.

Eu acredito que construimos relações o tempo todo. Fazemos isto no nosso casamento, no nosso trabalho, com nossos amigos e assim também, nos construimos maternalmente. A ideia é, nenhuma mãe nasce pronta, ela se constrói a cada dia, a cada novo desafio e a cada conquista e é isso que movimenta e dá sentido ao nosso amadurecimento como um todo. Eu, há dois anos, quando me tornei mãe, não gostei do que encontrei em mim. Eu me vi muito neurótica, com medo de tudo e admitir isso, não me faz menos mãe, me faz ter um sentimento de mãe real, de carne e osso e não de querer ser um ideal de mãe, no sentido idealista mesmo.
Esta viagem, ou melhor, o Cruzeiro não foi apenas mais uma viagem, ela conseguiu se tornar em uma re-descoberta de mim mesma, uma libertação de alguns fantasmas internos que eu não me orgulhava em tê-los. Deixar meus filhos assim, com outras pessoas? Fora de minhas "asas"? Sim, era algo muito difícil pra mim, mesmo que por apenas algumas horinhas... Medo de tudo, que vai desde um engasgo até um mergulho no mar, ai, nem queiram saber o que passa nesta minha cabecinha "Glória Peres"...
Mas eu consegui! Fui mais forte que o medo e deixamos os meninos no tal clubinho por apenas três horas para que pudéssemos conhecer a vila Alberobello e quando voltamos, os imaginei chorando muito, pedindo a mamãe e também imaginei Tom pendurado no lustre, arriscando seu corpinho lindo a ficar engessado... uiii, sai delinquente imaginação, este corpo não te pertence mais!!
Voilà, quando chegamos, qual foi minha surpresa? Hã, hã?
Jobim, sorridente, nos pedia para ficar mais (pode?) e Tom chegou para nos abraçar todo "pirulão", trazendo um desenho lindo de um polvo que vive no mar... sim, foi uma das histórias que contaram pra eles...
Percebe a dimensão do que tenho tentado falar? Apesar de eu querer muito isso, os filhos não são nosso corpo em extensão, eles são eles. E é justo querer concorrer com o tal clubinho? Ok meus filhos, a mamãe vai tentar entender... mas que eu senti uma saudade doida no peito, ah, isto eu senti. Nossa, mas foi legal perceber o quanto estão seguros.

Fim da pausa.

Aqui estão algumas fotos desta bela vila, chamada Alberobello, na Itália, região de Puglia:








Em meio a tantos "artesanatos" made in China, encontramos esta lojinha, linda, com tudo realmente feito a mão. 

E com tantas coisas lindas, bati o olho neste galinho e me encantei. Ao embrulha-lo, a proprietária da loja me perguntou: _Você sabe o significado neste galo aqui em Puglia?
Eu disse:
_Não, qual é?
_Fertilidade!!
Então, queridas amigas tentantes: Aqui vai meu amuleto para vocês!! Boa sorte à todas!!!


E para encerrar, o desenho, que segundo Gabriel, era de um polvo. Ele o fez enquanto estava no navio e na minha fértil imaginação interpretação, o desenho está mais para minha auto-imagem, onde uma "mulher polvo" se entristece percebendo que seus tentáculos estão amarrados... e não é que ele fez até o beicinho?! Ah! E o cílios? Ele nem sabe, mas eis aqui meu retrato no primeiro dia, by "Tom"

Esta foi a primeira parte da viagem e o que ficou foi:
Pontos bons: Alberobello é lindo!!
                     Eu consegui dar o pontapé inicial para amenizar meus medos...
                     O mini club do navio é dez!!!
                     Ver que meus filhos estavam seguros e felizes!!
                     Nem sinal de enjoo, tudo na paz...

Pontos ruins: A parada é rápida, não tivemos tempo de conhecer outras coisas, mas muitas pessoas conseguem...
                     Minha saudade dos meninos foi trágica neste primeiro dia...
                     O preço do taxi, um roubo!!
                   



terça-feira, 24 de abril de 2012

Debate sobre Maternidade (adotiva) - Programa Sem Censura

O programa Sem Censura da TV Brasil reuniu no da 29 de fevereiro deste ano, um grupo seleto de pessoas gabaritadas para falar de um assunto muito importante: A Adoção no Brasil.
Eu recebi o link por uma amiga e recomendo!

As convidadas para o debate foram:

A juíza da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, Dra. Ivone Ferreira Caetano, que explicou as principais burocracias para se adotar uma criança e o motivo de tanta morosidade nos processos. 
A psicóloga Cristina Werner falou sobre sua experiência na psicologia e sobre os casos de abandono de crianças e suas consequências.
"Associação quintal da casa de Ana"  foi um dos assuntos da presidente da ANGAAD, Bárbara Toledo, que aliás, me pareceu honrar a posição que ocupa. 
A cantora gospel Flordelis contou sobre seu livro e sua experiência sobre a adoção de 50 crianças.
E na "hora do recreio", a turma contou com a cantora Leny Andrade lançando o CD "Alma Mía".

Mas o que mais me chamou a atenção e por isso fiz questão de compartilhar com vocês, foi a forma como as convidadas discorreram sobre a MATERNIDADE em sim, não apenas a adotiva. Vale a pena conferir!!!  
Para ver o vídeo, clique no link do Programa Sem Censura
Espero que gostem também!! 
Bisous... Pandora Recomenda

sexta-feira, 13 de abril de 2012

As NOVE férias da Suíça!! Heim?!

Voilà mes amis,
Dentre as nove férias escolares, estamos nas Férias de Páscoa ou Férias de Primavera. Então, nos próximos dez dias, estarei off e espero fortemente voltar com novidades maravilhosas sobre nossa viagem.

E para fortalecer nosso vínculo afetivo tamujuntosempre,  deixo algumas sugestões de alguns contos, pra lá de reais, desta intrépida trupe, confira:



  • Eu sou mãe adotiva e tento experiementar tudo o que tenho direito, como em uma maternidade biológica. Então, mesmo na adoção tardia, eu me dei ao direito de ter um Chá de Bebês, ehhhh!!! Móoo legal!!!



  • O Portão, na minha opinião, é o conto mais profundo. Mais uma vez, "Tom" se superou na análise. Confira, vale a pena!



  • Eu AMO e adoro preparar a festa, então, quando meu filho "Jobim" completou quatro anos, fizemos uma festa em um parque verde e aberto. Além de mais barato, uma delícia!!! Veja o passo a passo



  • E pra rir um pouco, pois ninguém é de ferro, aqui vai um post só para meninas, ehehe. O texto "E no ginecologista...", deu o que falar. Bora lá conhecer como são os ginecologistas por este mundão afora e se tiver outras experiências bizarras, comente lá pra gente. 


Estas são minhas sugestões, mas tem mais, muito mais!! Olhe, vou deixar minha "Caixa de Pandora" com você por dez dias, pode fuçar a vontade. Logo mais, trarei mais contos.

Bisous, da Pandora "please don't leave me"... já volto!!! Fui...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

BC: Infância Livre de Consumismo -Editado


Achei muito pertinente o tema da blogagem coletiva de hoje e há dois anos tenho pensado muito sobre isto, afinal, quando meus filhos "nasceram" em minha vida, o consumismo e a publicidade infantil já faziam parte da pequena experiência de vida que tiveram anteriormente. Queria também fazer um paralelo com a legislação suíça a respeito do tema, mas como o tempo para a pesquisa está escasso (as crianças estão em Férias de Páscoa), tentarei explicar brevemente o que observo diariamente neste país.

No início da adoção, T. tinha quatro anos e J. estava com quase três. Eu e meu marido já morávamos havia dois anos em Oslo, na Noruega e como eu trabalhava em uma escola por lá, pude aprender muito, principalmente no que se refere ao respeito à infância.

Pois então, quando parti para o Brasil, sai da Noruega com uma mentalidade "nórdica" e como me tornei mãe de dois garotos e não de dois bebês, eu já tinha uma grande preocupação com a questão da educação deles.  Me tornar mãe e permanecer no Brasil pelo período de quatro meses e meio, para o acompanhamento da assistente social e da psicóloga durante o período inicial de adaptação, foi um grande desafio devido às diferenças culturais.

Alguns fatores que me causaram estranhamento na época ( há 1 ano e 11 meses):
  1. T. e J. vieram com o hábito de assistir a TV aberta, portanto, assistiam aos apelos publicitários para a pequena infância dentro do abrigo onde viviam... o que torna a cena pior ainda. 
  2. Assim que cheguei, percebi que havia uma febre chamada "Ben 10"(desenho animado). Resolvi então assistir alguns episódios.  E?? Parei no primeiro. Na minha opinião, mais uma produção voltada para o público infantil que incita a agressividade nas crianças. Onde está a censura? E como estes, existem muitos. 
  3. Fora do circuito televisivo, vi muitas crianças "uniformizadas", todas me parecendo sair de uma mesma forminha, as mesmas marcas...caríssimas expostas nos peitos das crianças. Voilà!

Claro que esta não era a realidade de nossos filhos até aquele momento, mas, caso permitíssemos, poderia passar a ser, certo? 

Minha atitude foi ser a mãe chata. Tive que assumir este papel inicialmente para tentar "colocar ordem na casa" e cortar o mal pela raiz, antes que crescesse. Eu e meu marido tomamos condutas muitas vezes MEGA questionadas, mas continuamos acreditando fielmente na nossa linha de raciocínio "nórdico", que simplesmente permite que sejamos livres para usar e abusar daquilo que realmente nos é caro (querido), sem ficarmos presos a padrões, rótulos e/ou fanatismos insanos por quaisquer que sejam os personagens e/ou marcas. 

Nossas bem intencionadas chatices foram:

  • Durante os meses no Brasil evitamos (sem proibirmos) a TV aberta, passamos a assistir alguns desenhos animados na TV fechada (onde o apelo publicitário era menor). 
  • Permitimos o uso das roupas que eles ganharam e que estampam personagens. Não desaprovamos e nem incentivamos. Apenas tratamos como roupa, sem super valorizar o produto. 
  • Nada de video-game, muito parquinho, muita interação com os primos, com a família, muita exploração de diversos ambientes, muita caminhada, bicicleta, bola, barro, areia, água, animais, natação...
Foram meses de uma espécie de "purificação", mas... pelas criticas recebidas, tais como: "Eles são apenas crianças... Deixe-os assistir televisão... Qual o problema em comprar roupa do ... ?... Enfim, nos mudamos da Noruega para a Suíça e pra quem achava que eu era rígida, imaginem as pessoas por aqui.

Para minha grande surpresa, a primeira coisa que percebi quando nos mudamos pra Suíça, foi o fato de não haver um controle tão grande em relação a publicidade infantil, como seria esperado para um país como este, com tantas regras de condutas sociais. Na verdade, percebo que não há esta preocupação devido ao fato da própria população já ser muito disciplinada, ou seja, a responsabilidade aqui,  passa a ser exclusivamente dos pais. E pelo o que tenho visto (dos suíços), eles levam as coisas bem a risca. 

Até o momento, o que percebo por aqui? 

Só encontrei a imagem em alemão...
  • A maioria dos coleguinhas da escola dos meus filhos, são suíços e assistem TV somente aos finais de semana, portanto, tem menos acesso a este tipo de mídia. Em contrapartida, existe uma grande rede de supermercados aqui, que realiza algumas promoções durante o ano destinadas ao publico infantil, como jogos e coleções que viram uma verdadeira febre entre as crianças. Ou seja, os pais "são obrigados" a comprar nesse supermercado porque todos os coleguinhas possuem os tais brinquedos, trocam entre si na escola, etc. Na minha opinião, é um apelo direto ao publico infantil e uma maneira de persuadir os pais a consumir mais produtos. Um exemplo disso, foi a última promoção chamada  "Animanca", com o seguinte apelo aos pais: "Bon pour les neurones*". Então, dá pra imaginar o tamanho do consumo no final das contas, literalmente. 
  • Um outro ponto, são os canais de televisão e as propagandas infantis na TV. Não diferem muito do Brasil, ou seja, aparentemente não existe nenhuma legislação ou censura  e o acesso dependerá dos pais permitir ou não... mas tente argumentar com ou proibir uma criança de dez anos.?!  Complicado.         
Portanto, aqui em casa nossa conduta não é nada radical. Atualmente Tom está com quase seis anos e Jobim, com quatro anos e oito meses e seguimos o bom senso (não o senso comum), adaptando o que acreditamos ser saudável e evitando aquilo que não gostamos. Apesar de nunca mais ter assistido, continuo não gostando do Ben 10 e Cia e não incentivo o uso de nenhuma marca ou personagem, mas não os proibo de usarem, caso ganhem de presente (pois eles ganham e gostam). 

Quanto a TV, permitimos que assistam durante a semana, mas nada com exagero e não permitimos alguns canais com desenhos animados tolos e agressivos. Também somos adeptos aos DVDs e tudo aquilo que acreditamos ser lúdico e educativo.

Agora, no Brasil, penso que o desafio é mais difícil. Eu acredito que a legislação deve existir sim, no sentido de criar uma censura ou um orgão que certifique a adequação do conteúdo infantil para a TV e outras mídias, mas infelizmente também não creio que a proibição total seja algo viável. Infelizmente, na minha opinião, a maioria dos brasileiros é extremamente consumista e muito vinculada aos padrões norte americanos, portanto para que haja uma adequação na legislação, precisamos que movimentos como este sejam lidos, ouvidos, para que mais e mais pessoas possam se conscientizar.

*A discussão não está voltada para a questão da validação ou não do jogo "Animanca" e sim, ao apelo publicitário, bem como, a forma como as promoções são vinculadas às compras do supermercado. 

Para quem quiser saber mais a respeito do tema:
Instituto Alana
Grupo de discussão no Facebook do Infância Livre de Consumismo
fanpage no Facebook  do Infância Livre de Consumismo

Hoje, enquanto esta publicação já rolava no blog, eu estava com meus filhos em uma biblioteca e encontrei este livro:
O título parece sugestivo hã? 



terça-feira, 10 de abril de 2012

A importância da rotina na hora de dormir.

Se tem uma coisa que os amigos estranham admiram quando vem aqui em casa, é a forma como T. e J. vão para a cama e dormem. E nós, já acostumados com a rotina, achamos a coisa mais normal do mundo o fato de que os dois, vão pra cama cedo e deitam sem estresse e/ou briga na "dura" hora de deixar de brincar e ir dormir.

E como na semana passada conversamos sobre isto com três amigos diferentes, percebemos que na verdade, foi o acaso que nos ajudou a ter a tal disciplina do sono.

Foi assim...

Assim que assinamos a sentença do juiz, nos delegando o direito a guarda provisória (Pausa: Imaginem a FELICIDADE que sentimos ao assinar este papel!!!!), fomos novamente ao encontro de nossos filhos. No momento, eles estavam na escola e de lá, seguimos viagem para a casa de minha mãe (em outra cidade), onde moraríamos durante todo o período de adaptação.

O que e quem nos ajudou neste dia?

Bom, o fato de sairmos com duas crianças, uma de quatro anos e outra de quase três, assim, ainda sem vínculo afetivo e viajar dentro de um carro, não foi nada fácil pra eles. Neste dia, contamos com a ajuda de uma cuidadora (hoje amiga) voluntária do Lar onde viviam. Ela nos acompanhou até a cidade de meus pais, no mesmo carro, para que se sentissem seguros. Temos um carinho enorme por ela e pela família dela, afinal, elas ajudaram e muito na construção da ideia de amor e cuidado que nossos filhos tiveram no início da vida deles. Obrigada, de coração!

Chegamos na casa dos meus pais.

Estava tudo pronto para recebermos nossos filhos, que não vieram de uma maternidade, não, já nasceram pedindo o passeio "Com emoção"!! Vieram de um Lar, onde puderam experimentar os primeiros obstáculos na vida, mas que também experimentaram o amor e o carinho de alguns.


Após toda a rotina, comida, banho e toilette, chegou a hora de dormir. Quem disse?!/!

T. e J. iniciaram uma espécie de "motim" contra euzinha e o maridão. Foi ursinho de pelúcia e brinquedos para todos os lados e a maioria, era jogado em nossa direção. Eles riam, corriam, gritavam.... CAOS generalizado. Eu digo isto, pois não eram somente eles que estavam nesta manifestação desenfreada de ansiedade, eu também estava em pânico. "E agora José?"

Naquela mesma noite, a filha de meu irmão, a linda e delicada Lara, resolveu participar da farra e chegou junto, ou melhor, decidiu nascer no mesmo dia em que meus filhos chegaram em nossa vida. Bárbaro, hã? Nós, meu irmão e minha cunhada linda, "parimos" no mesmo dia e meus pais ganharam três netos na mesma noite, passaram a ter seis netos no total.

E já eram 23hs e nada... após conversas e explicações frustradas sobre a importância do ato de dormir, percebemos que não chegaríamos a lugar algum... eu tremia muito (muito mesmo), então, como no quarto havia uma bicama, deitamos, eu e meu marido em uma e fechamos os olhos. Começamos a dissimular uma respiração mais tranquila e ofegante, como a de um sono real e permanecemos ali, por horas... até que:

Até que percebemos que os dois se abraçaram, se protegeram mutuamente e caíram no sono.

A partir deste dia, durante alguns bons meses, deitávamos com eles desta forma até que pegassem no sono e depois, passávamos cada um para sua caminha. Nada programado, mas que criou uma excelente rotina e hoje em dia, eles dormem tranquilamente cada um na sua cama, sem choro, super seguros e tranquilos.

E tem coisa mais linda que esta gente?

Bisous dela,  da Pandora mãe.






segunda-feira, 9 de abril de 2012

As coisas boas da Suíça....

Ai, ai... a Suíça em termos geográficos e no quesito beleza, é realmente um país muito privilegiado. Além da ótima localização, estamos rodeados por países belíssimos e tudo é bem pertinho. Por exemplo, (cóf, cóf) faço as compras pesadas de supermercado ali, na França... além de ser um passeio super gostoso, é mais barato que aqui. Roupinhas e cacarecos passamos a comprar na Alemanha, também é mais barato e claro, aproveitamos para comer os deliciosos pratos típicos de lá e matamos a sede... Oi?!? Alemanha, né?

É verdade, a Suíça é um país caro pra caramba, posso dizer que é tão caro quanto Oslo, na Noruega, onde morávamos, mas com um pequeno detalhe muito bom. Aqui, conseguimos sair para comer fora e lá... isso era impossível.

Em fevereiro deste ano, completamos um ano aqui, no Cantão de Vaud, parte da Suíça onde a língua é o francês, pois a Suíça possui quatro idiomas oficiais: O alemão,  o francês, o italiano e o romanche. Imaginem um país pequeno, onde existem quatro línguas diferentes?!

E pra quem acompanha meus devaneios o blog, já deve ter percebido que passo meus perrengues por aqui, mas apesar de todos os percalços, tenho que admitir: uma vez que um (uma) suíço(a) confiar em você, esquece tudo. Eles serão suuuuuper gentis, te tratarão a pão de ló, e farão de tudo um pouco para te ajudar em alguma coisa, mas não se empolgue, hã? Demora pra relação de confiança acontecer.... demora.... são muitos bonjours jogados ao léu, sorrisos devolvidos com calda de gelo alpinos de gelar mesmo. Mas, sou mineirinha, tenho blogpradesabafar paciência e aguardo o bonjour voltar e o sorriso ser engolido e bem digerido.

Então, após um árduo ano, com direito até a ter "nó nas tripas", enfim, estamos em lua de mel com o país.  Os suíços mais próximos agora nos chamam para conversar, pra jantar, pra tomar um chá... A escola deu uma trégua e eu e as crianças temos falado mais francês que antes e isto ajuda horrores na inserção na cultura. Será que foi isto? Hummm, pode ser.

Daí, que semana passada, deixei Tom na escola e expliquei que impreterivelmente naquela tarde, Jobim não iria à Gym du Soir (ginástica após a aula) e que ele (Tom), iria sozinho para lá. Calma!!! O ginásio fica em um prédio bem na frente da escola, lá no topo da montanha encantada, local tranquilo, pacato...

E assim, fomos, eu e Jobim a uma festa de aniversário. Tempo vai e tempo vem, eis que chega o momento que tenho que voltar a apertar o "mode on" e correr, ou melhor, subir a montanha encantada para pegar Tom, que sairia às 17h15 da aula.

Sigam meu desespero, ao notar que:

  1. Eu deixei a festa às 17hs!!! Sério, eu confesso, eu fiz isso!!! LOUCA!!!
  2. Minha cabeça martelava: Tom sai às 17h15; Sai Super Ego maldito, eu já estou indo...
  3. E antes do desespero, eu e Jobim, estávamos na festa comendo muito brigadeiro e bolinho de queijo (jura que tem alguém aqui na Suíça que faz coxinha de frango, bolo, bolinho de queijo...);
  4. Olhei no relógio e eram 17hs. A louca estava na beira do lago, véspera de feriado, querendo subir o morro em 15 minutos?!?! Juro, eu tinha bebido só refrigerante. 
  5. Começamos a saga dentro do carro: Eu, Eu mesma, Freud e Jobim. 
  6. Primeiro, na minha cabeça só vinha a imagem dele me esperando sozinho, do lado de fora da escola. E toda vez que eu olhava no relógio percebia que seria impossível chegar a tempo e então, pensava, ok, sem pânico. Afinal, para que servem os amigos? Sou serena, "feiticeira" e vou chegar lá!! Ops, sinal de ideia na cabeça!!! Liguei para Sophie, mãe inglesa de um amiguinho que também faz Gym du Soir e ela poderia falar pra ele que eu me atrasaria... 
  7. Primeira tentativa frustrada: Justamente naquele dia, ela não estava lá. Ok! O pânico já estava incontrolável e eu quase peguei o trânsito de Marginal Tietê  o trânsito da Auto-route.... uffa, consegui desviar. 
  8. Olho no relógio: 17h21. Meu Deus!!! Ele já deveria estar lá fora e o Super Ego já não falava mais, ele gritava e eu, só pensava no meu filho sozinho na porta da escola... Freud maldito!!(com todo o respeito).
  9. Perigo a vista: Eu dirigia, olhava no relógio, no celular e ainda discutia psicologia com Freud, que naquele momento estava no banco do passageiro me medindo de cima a baixo. Peguei a agenda do celular e vejo um nome lindo e doce: Marion. Isso!!! A filha dela está lá também e eu poderia pedir a ela para avisar Gabriel que eu atrasaria.... PAUSA!! PÁRA TUDO GENTE!! Mãe desesperada fica cega, surda e muda. A cena do filho na porta da escola sozinho me despirocou e eu esqueci de um detalhe chulo e essencial: Eu ainda (vamos grifar para enfatizar isso) não falo francês pelos cotovelos e páh!!! A linda Marion atendeu:
A conversa foi mais ou menos assim: (em francês, hã)

_Oi Marion, aqui é a mãe do Gabriel. 
_Oi, tudo bem? 
_Marion, você está na Gym du Soir? (diz que sim, diz que sim)
_Não, hoje eu não fui, pois a mãe de ... foi e vai trazer a ... pra mim. E você, está? 
_ Não, eu não estou. E...( E foi aqui que a conversa degringolou, pois eu fiquei mais nervosa ainda... Eu olhava o trânsito, pensava no filho sozinho na porta da escola, e ainda por cima tinha que lembrar do fundo da alma como diria a palavra "atrasada" em francês. Cadê gente, quem disse que vinha a tal?! Tentei falar o contrário, tipo, eu não vou chegar, mas daí a coisa ficava pior. A mulher destampou a deduzir um monte de coisa e eu só queria desligar o telefone e ligar pra outra pessoa. CAOS, coitada... deve ter pensado: "esta mulher é meio estranha"...)

Bom!! Consegui fazer um caminho pelas montanhas e cheguei 30 minutos atrasada (em português e em francês). Quase morri de remorso, medo, culpa, mas, cheguei. E a surpresa foi poder contar com a ajuda de uma suíça, "Ói", tá vendo?? Uma suíça, S- U- Í- Ç- A!!! 

Quando cheguei, mal estacionei o carro e já fui agradecendo e enchendo meu filho de beijo. E ela, uma fofa, ficou lá com ele até eu chegar. 

E pra fechar a conversa de quintal, umas fotos do dia-a-dia na bela e surpreendente Suíça:














Bisous, da Pandora que devaneia e imagina que Freud bate o móo papo com ela...
Ah!! As Fotos foram retiradas da web... ;-), mas a última é minha, da minha janela... 
quinta-feira, 5 de abril de 2012

Série Co-autores!! Hoje a contribuição é da psicóloga Marcella Benoliel Zaninetti


Ju querida,
É com muito prazer e honra que participo desse projeto que você chamou de co-autores para dividir um pouquinho demim da minha experiência com o tema: Adoção!!
Sou psicóloga e trabalho em Lares (casas ou instituições que abrigam crianças) há 8 anos, divididos em estágios voluntários e trabalho profissional! Amo o que eu faço e trabalho nesse contexto por opção e por um sentimento que pega a todos ouquasetodos que entram nesse mundo: a impossibilidade de ficar longe desse lugar! Não me imagino não podendo ser útil e aplicando o que sei para auxiliar essas pequenas crianças que estão passando por um dos períodos mais marcantes de suas vidas. Ao mesmo tempo que auxilio elas nesse momento de INCERTEZAS, elas me ensinam muito à respeito da vida e o valor das pequenas coisas, mal sabem elas quantas CERTEZAS elas me oferecem por estarem dividindo comigo suas histórias. É impossível não deixar de ser tocada por cada uma delas, com suas únicas e tristes experiências de vida que quase sempre terminam em finais muito felizes!!
O primeiro contato que tive com adoção foi dentro de minha própria família...tenho um primo que é adotado! Esse tema sempre foi conversado conosco e com ele principalmente, por isso adoção para mim sempre foi algo natural!
O segundo momento que a adoção surgiu em minha vida foi quando eu pedia incessantemente a minha mãe um irmãozinho(a), sou filha única e sempre quis ter irmãos, porém minha mãe não quis mais filhos, dentre suas inúmeras respostas me explicando o porquê de não ser possível ela gerar um bebê (na realidade ela não queria mais bebês), eu vim com a saída:
- Então por que você e o pai não adotam uma criança?
Mesmo assim, minhas investidas não resultaram no tão esperado irmãozinho(a)!!
Passados alguns anos, ingressei no curso de Psicologia e fui estagiar voluntariamente em dois Lares da cidade onde moro! Me apaixonei a primeira vista!!
Em um Lar desenvolvia junto com minhas amigas um grupo de estimulação para bebês, pois lá se encontravam aproximadamente 40 pequenos de 0 a 4 aninhos!!
E no outro fazia atendimento individual e em grupo com crianças de 2 a 8 anos de idade!!
Nesses 8 anos de contato com muitas, mas muitas histórias, vejo que ainda não fiquei imune às problemáticas que fazem parte da vida dessas crianças e nunca ficarei. Muitas dessas histórias possuem características bem parecidas, outras são bem particulares!!
O que vemos hoje é que as crianças que estão abrigadas não foram ABANDONADAS!! Elas foram RETIRADAS por ordem judicial de seus pais ou cuidadores por maus-tratos, negligência e violências físicas, psicológicas e algumas vezes sexuais!! Ou seja, elas estavam correndo risco de vida!!
A maioria (95% aproximadamente) desses pais são usuários de drogas!! Isso já explica muito os fatores que citei acima que viabilizaram o abrigamento!!
Contei tudo isso só para situar os leitores de onde essas crianças vem!! E a partir disso entender um pouquinho seu sofrimento!!
E aproveitando o seu conto sobre adoção de irmãos e o meu desejo infantil de experimentar essa relação vou contar para vocês um pouquinho do que a eu vejo desse laço no período de abrigamento!
Apesar das crianças estarem em contato com inúmeras outras dentro do Lar, os laços fraternos são algo realmente muito lindo e poderoso! Esse laço dentro do Lar parece que se fortalece ainda mais, enfim é a única relação verdadeira e longínqua que essa criança tem nesse momento, pois as cuidadoras são passageiras, as funcionárias e voluntárias do Lar são relações passageiras, apesar deles não verbalizarem isso, eles expressam que sentem isso, mas o irmão de sangue, ahhhh...esse é pra sempre e ai de quem mexe com ele!!
Vemos essa relação se intensificar a cada fase de desenvolvimento desses pequenos, vejo irmãos mais velhos cuidando de seus irmãos mais novos como pais e mães cuidam de seus filhos, em momentos de instabilidade emocional vejo como se fecham em seu “círculo fraterno” e ignoram o que vem de fora, de forma a se protegerem e ganharem confiança e auto-estima para vencer os obstáculos que o mundo está lhe impondo....como é linda essa relação!
Por isso sou muito a favor da adoção de irmãos...como você mesma Jú disse em um dos seus contos...a adoção de irmãos torna-se mais fácil para ambas as partes!! Isso acontece, pois pais e filhos têm em quem se apoiar nos momentos mais difíceis de adaptação, cada um com seu vínculo mais seguro e reconfortante: pai com a mãe, irmão com irmão! Estão no mesmo patamar, passando pelas mesmas dificuldades!!
Agora essa dica é para pais e mães que acabaram de adotar dois irmãozinhos, não se sintam rejeitados quando eles se fecharem em seu “círculo fraterno”, pois são esses momentos que fortalecem seus pequenos para que eles retornem com mais energia e disponibilidade para construção da relação com vocês. Até que um dia chegará o momento em que eles adotarão vocês como pais e não vão mais se sentir ameaçados e inseguros com o amor que vocês têm para dar a eles.
É! AMOR também assusta aqueles que não vivenciaram esse sentimento de forma plena e não sabem aonde esse sentimento leva, PACIÊNCIA e PEQUENAS CONQUISTAS essas duas palavras devem servir de lema para os pais adotivos, permeadas por muito AMOR e COMPREENSÃO!!
E viva os irmãos!! Termino esse conto enaltecendo a relação fraterna!! Mesmo não tendo vivenciado em minha própria pele o amor de irmão, vivencio com muito gosto essa relação ao meu redor e volto a dizer: adote irmãos!!!
Outro dia escreverei mais sobre minhas impressões e compartilharei uma história ou algumas das muitas histórias sobre esses temas!! Espero que tenham gostado!!
Beijos
Marcella.

A Marcella mora lá em Curitiba e eu a conheci pessoalmente em Oslo, na Noruega, quando ela também morava lá. Além de uma profissional super comprometida e sensível, ela é dotada de talentos manuais maravilhosos e hoje além da psicologia, ela também dedica seu tempo a alguns trabalhos manuais lindos e de muito bom gosto!! Vale a pena conferir a delicadeza aqui, no blog dela.

Obrigada Marcella!!!

E hoje, o site materno Mamatraca, divulgou gentilmente a busca por novos Co-autores!! Obrigada meninas pelo apoio!! Siga lá no facebook também...

A Juliana, que escreve o blog 
www.contosdeumamaepandora.blogspot.com, criou uma série chamada Co-Autores, para que outras pessoas que vivenciam a adoção ou que possuem alguma história ou contribuição sobre o tema, possam compartilhar sua experiência com outros leitores que apreciam o tema de alguma forma. Quem tiver interesse em contribuir é só fazer uma visita ao blog dela!
O e-mail para contato é: contosdeumamaepandora@yahoo.com
terça-feira, 3 de abril de 2012

E a vida... vrommm, tá corrida!!

Queridos(as) amigos(as) virtuais... de verdade, a gente se apega aos textos "dazamiga" e me pego várias vezes pensando nelas, gente que leio e nunca encontrei pessoalmente, mas que me fazem sentir  saudades... Talvez isso seja algo novo da nossa geração e confesso que me tornar blogueira foi um passo muito importante em minha vida. Aprendo muito e reflito o tempo todo... Fico gargalhando e chorando aqui, (eu e meu amigo computador) e trocar figurinhas com esta turma é muito bom!!

Acontece que com o crescimento dos meninos, a vida também tem tomado novos rumos e agora, a agenda desta turminha do barulho está ENORME.

Além das aulas de esportes (vários), agora eles iniciarão aulas de música. Ah! Entre estas e outras aulas extra-escolares, tem também a psicóloga uma vez por semana em Lausanne...

E a mamãe aqui? Oras, a mamãe teve que "se virar nos trinta" e retirar o Inglês da jogada... Claro que o continuo usando deveras com alguns amigos, mas, agora os amiguinhos da escola que só falam Francês começaram a frequentar nossa casa e claro, eu tive que partir para o ataque na aprendizagem do Francês fluente, sabe aquele que você não fica com cara de "Hã", toda vez que vem alguém fala com você...

Então, para conseguir esta façanha de trazer amiguinhos dos filhos para casa e conversar "pelos cotovelos com eles", eu vou nada menos que três vezes por semana nas aulas de Francês e com isso, me vejo sem muito tempo para fazer o que mais gosto, que é ler, visitar os blogs "dazamiga", falar um oi, comentar... Claro que estarei sempre por aqui e acolá, mas queria muito dizer a todos os que passam por aqui, que NÃO, não é falta de vontade e sim, é a vida corrida que todos nós temos, mas que me pegou em uma fase de muito investimento linguistico e que não me permite tanta flexibilidade.... Mas isso não é um abandono, hã? Não, não... isso é apenas para justificar minhas ausências e/ou aquela visitinha rápida nos blogs, sem tempo para um chá ou um cafezinho... sentar no sofá...

Tô perdoada?

Bisous, daquela Pandora que já não sabe mais se fala Merci, Thank you ou obrigada e anda misturando tudojuntoaomesmotempo criando um novo idioma: O Pandorês ... Quer aprender?