sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tá frio? Hummm, tive uma ideia!!


Morar na Suíça e ter a oportunidade de conhecer a região de Gruyères não é nada chato... (cóf, cóf)
O lugar é lindo, inspirador, e ainda possui o legítimo Fondue de Queijo!
Então, como o início da primavera está frio aí no Brasil, que tal uma receita original (retirada daqui) de um fondue para fechar a temporada do frio com chave de ouro?







Fondue au Fromage (Fondue de Queijo) para 4 pessoas


  • 400 g de queijo Gruyère 
  • 400 g queijo Vacherin ( mas talvez você não o encontre, então, use o emmental mesmo e boa!)
  • 1 dente de alho
  • 300 ml de vinho branco
  • 15 g de amido
  • 2 col. (sopa) de Kirsch (aguardente de cereja), pimenta do reino a gosto


Esfregar a panela de fondue com o dente de alho, em seguida, deixar (picado ou inteiro, de acordo com o gosto) para o fundo. Misture Gruyère, o amido de milho e o vinho branco e deixe derreter, mexendo sempre. Reduza o fogo, adicione o outro tipo de queijo e continue mexendo até que fique cremoso. Adicione o kirsch e a pimenta. Mantenha o fondue no fogo para manter a temperatura correta.

Ok!! 
Isso todos já sabiam, mas agora quero compartilhar com vocês como degustei o fondue de queijo com os locais daqui, suíços que nasceram e vivem até hoje neste país repleto de coisas boas eoutrasnemtanto#prontofalei .

Voilà,


  • O fondue na Suíça nunca ou raramente será degustado com vinho tinto ou rosé. A regra é clara!! Vinho branco sempre! 
  • Em rodas de amigos mais íntimos e/ou ambientes não formais, quem perde um pedaço de pão ou qualquer acompanhamento na panela, pagará uma prenda. Estas variam com o lugar e a necessidade, então, se estivermos em um chalé nas montanhas você poderá pagar a prenda de sair na neve sem agasalho e se jogar, literalmente, ou poderá ficar para depois da farra e arrumar toda a bagunça. Fato verídico e tudo levado na brincadeira, claro!!
  • Uma panela que contém um queijo que está quase acabando e a fome, principalmente se o público for mais jovem, poderá receber um convidado inusitado: Um ovo ou mais que um. Isso mesmo, eles quebram o ovo, fazem um "mexidão básico" e raspam a panela. Nunca experimentei, mas deve ser bom. 
  • Os acompanhamentos podem ser: Pão (de preferência o italiano, ou mais durinho), picles variados e batatinhas redondinhas com casca).
  • E como é um prato forte e calórico, a sobremesa mais valorizada por aqui são as frutas silvestres com merengue (conhecido também como suspiro) e um creme a base de creme de leite e açúcar. Hummmm,  ficou com água na boca?

Aproveite o frio da primavera e organize um fondue com a família!! Eu, esta semana já degustei o meu.

Bisous, Pandora na Cozinha.

P.S. Fotos e tudo mais sobre esta região lindíssima, aqui. 


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

BC- Mães Internacionais: Laços de família

Hoje o tema da Blogagem Coletiva do "Mães Internacionais" é sobre como mantemos nossos vínculos com os amigos e familiares no Brasil ou até mesmo, em outros países.
No meu caso, desde que nos casamos, nunca moramos perto de nossos familiares, devido aos locais de nossos trabalhos.
Há oito anos, vivo a saga de ter morado em:

  • Rio Claro, interior de São Paulo;
  • Blumenau, Santa Catarina;
  • Oslo, Noruega
  • E agora, no Cantão de Vaud, Suíça.
Mas hoje a ideia é focar somente no último, ou seja, na nossa vida atual com os filhos em uma terra linda aqui no centro da Europa.
Então, te convido para uma leitura lúdica. Que tal entrar comigo no mundo dos "Jetsons", o desenho animado preferido de minha infância, e que dentro da minha fantasia há muitos anos, faria parte de um futuro muiiiito distante.
Vem comigo?

 As Fotos
Adoramos fotos!! Então, além de muitos porta-retratos, temos um grande painel com fotos da família e além disso, deixamos a disposição de todos e ao alcance das mãos, alguns álbuns, onde podemos sempre rever momentos preciosos vividos aqui ou em qualquer outro lugar com pessoas queridas.




                                                "Skype, Santo Skype"


O Skype na minha opinião é um grande aliado, mas muitas vezes um vilão da saudade, mas sem dúvida nenhuma, nos ajuda muito e não consigo imaginar a vida longe da família sem este recurso.
O que acontece muitas vezes, é que quando vemos algumas cenas das quais sentimos muita saudades, isto acaba deixando a saudade ainda mais apertada. Alguns exemplos:

  • Quando estou conversando com minha mãe e minha irmã e de repente adentra na sala aquela bandeja com xícaras de café saindo fumacinha... Eu piro. 
  • Quando meus filhos vêem os primos na sala da casa da vovó e do vovô, ambiente comum de muitas brincadeiras quando estamos no Brasil. Conclusão: O mais novo sempre fica um pouco triste e pede várias vezes pra ir pra lá.
  • Quando vejo os bebês nascendo, crescendo, sem que eu possa toca-los....
Mas, também adoro ouvir as vozes, ver o cotidiano acontecer ali, ao vivo e poder ao mesmo tempo, mostrar nossa vida aqui, sem photoshop. Devido a diverença de horários, na maioria das vezes conversamos no momento do jantar e entre garfadas e colheradas, conversamos como se estivéssemos todos em um só ambiente. E isso, não tem preço. 
Merci Skype!! 

            
Rede Social, Álbuns compartilhados, etc


Este é um recurso que adoro!! 
Morando em outro país, é muito bom poder ver, receber e compartilhar um momento especial com alguém querido. 
Sempre envio vídeos feitos pelo celular de brincadeiras no parque, gostosas gargalhadas e outros momentos com os avós, tios e amigos. 
Penso que isso nos aproxima em tempo real e as pessoas que estão nos nossos corações, mas que moram longe, podem participar daquele momento que não volta mais. 
Faço sempre e adoro receber estas lembranças também. 


O BLOG

O blog sem dúvida é muito importante quando falamos em compartilhar momentos, pois como em todas as famílias, nem sempre somos e vivemos 100% do nosso tempo felizes e bem resolvidos com nossos conflitos internos e inter-pessoais. Neste sentido, o blog assume o papel de ser um momento em que encontro as amigas para uma conversa de quintal embaixo do pé de jabuticaba, ou naquele café com pão de queijo, e outras vezes aquele ombro e aquele abraço que todas as pessoas "normais" carecem. 
O blog também, como o Skype, tem seu lado santo e seu lado vilão. O lado santo é perceber que a família e amigos que acompanham sempre trocam uma ideia e as conversas estão sempre atuais, ou seja, morando longe e nos vendo pouco, quando nos encontramos não preciso mais ficar repetindo as mesmas histórias sempre e isso é muito bom. O lado vilão, é que como "exponho" muitas coisas que acontecem, muitos sentimentos, isso nem sempre é totalmente compreendido da forma real como gostaria de transmiti-los. 

Agora, se tem uma coisa que me cobro muito e o sinto também, é a convivência, o cheiro, o afago das pessoas que amamos e principalmente, o fato de "privar" meus filhos da convivência daqueles que considero os verdadeiros "anjos", os avós. Eu verdadeiramente sinto muito por isso, pois as mais gostosas lembranças de minha infância, ali estavam meus avós, pertinho de mim. Este ano, passaremos o Natal aqui, devido a curta pausa que a escola dá em suas atividades para as comemorações de fim de ano e quem vem celebrar conosco?? Quem?? Os avós paternos!! 
E isso é bom demais!!!

As Cartas
Após ler o livro de Clarice Lispector, "Correspondências", confesso que fiquei com aquela invejinha de uma época tão charmosa, onde as pessoas ainda ficavam na expectativa em abrir as caixas de correios e/ou a espera do carteiro. 
Como hoje em dia o endereço eletrônico existe (que bom!!!) e facilita muito a nossa vida, eu não preciso recorrer a isto, "mãsssssss", assim que Gabriel e Lucas conseguirem escrever suas próprias cartinhas, farei questão de proporcionar esta experiência a eles. E começaremos em breve, com desenhos e algumas palavras que enviaremos aos primos do Brasil, esperando claro, ansiosos pelo retorno, na caixa de correio daqui. 

E assim vamos mantendo os laços, os vínculos, com pessoas tão queridas e que moram milhas e milhas distante... E como bem disse uma amiga querida (palavras dela):  "Esta divisao diária atormenta a vida da gente ... de um lado é conhecer o novo e do outro é sentir falta do conhecido ..." 



sábado, 22 de setembro de 2012

Hoje foi assim...

Após entrar na cozinha e pegar papai e filhos no flagra preparando um hamburguer home-made feito pelo papai, logo falei:

_Olá meus pequenos e meu grande homem!! Que cheiro bom!!

O mais novo me olhou bravo, muito bravo e indignado, disse:

_Mas eu não sou pequeno!!

Claro, o peguei no colo, o coloquei em cima da mesa e... Hoje a brincadeira (ou uma delas) foi assim:

Filhos em pé em cima da mesa.

Papai e mamãe em pé, na frente das crianças.

E aí, brincando de "projeção", dramatizamos um momento futuro:

_Nossa filho, como você cresceu!!!

_É... crescemos. (Carinhas orgulhosas nos fitavam)

_"Jobim" agora que você está tão grande, onde você vai?

_Vou pra "école", de "bus", sozinho.

_Nossa filho, que legal! Parabéns!

_E você "Tom", onde vai tão grande?

_ Vou jogar basquete, volley...

_Que demais! Adoro basquete e volley! E você está estudando pra ser o quê? Engenheiro, médico, bombeiro...

_Ah, tô estudando pra ser cowboy.

_Cowboy? Ah, tá... Cowboy é bom também.

Eu sei querido Obi... eu tento, mas ainda não foi desta vez...

E viva a diversidade!!

Bisous!! Pandora Doida

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Somos todos super-heróis??

Eu sou mãe há exatos dois anos e cinco meses.

Sou mãe de dois meninos lindos.!!! #mãecorujassumida. Não, eles não são gêmeos.

Um de seis anos e cinco meses e outro, de cinco anos e um mês, e assim como vocês leitores queridos,  nós somos a família: "Os Incríveis"



***

Não sei, mas me tornar mãe me transformou em uma mulher que "pensa" ter super poderes.  A impressão que tenho e que quanto mais eu vivo, mais eu leio e converso com amigas mães... mais eu me surpreendo e percebo que somos muito parecidas.
No fim de semana passado, eu e meus filhos viajamos até Oslo, na Noruega, para rever um país que muito me ensinou enquanto morei por lá. E claro, já no embarque do avião voltei a ver as cenas que mais gostava de ver pelas ruas de lá: Mães com bebês, uma epidemia linda e bizarra ao mesmo tempo.
Como já disse várias vezes nos meus textos, a Noruega possui a melhor licença maternidade que um país pode oferecer e isto claro, é um dos grandes incentivos ao crescimento da natalidade. E os pais na maioria das vezes são jovens e lindos, que passeiam e desfrutam de um país repleto de desafios, mas completamente Pró-Família. E isto é um dos motivos que me dão uma saudade imensa de lá...
Mas voltando a falar de nossos super poderes maternais e de nossa incrível capacidade de dar conta de tudo tudojuntoaomesmotempo , queria muito ter respostas a alguns sentimentos que surgem nas horas mais inapropriadas, se é que você me entende:

  1. De onde vem a busca pela maternidade perfeita?? 
  2. Qual o motivo de tantas cobranças internas? E por que temos este mega instinto suicida pela perfeição de nossa tarefa? 
  3. Enfim, o que está acontecendo com nossa geração?

***
Eu não sei a resposta. Queria eu, poder neste momento sentar na pracinha e conversar "casamigas" sobre tudo isto, pois o que tenho sentido é que muitas vezes precisamos apertar o botão do "F...-se", ou vulgarmente falando, "Chutar o balde amiga". Não dá pra levar tudo tão a sério. Não dá pra ter manual pra tudo, não dá.
Nos cobramos demais, não? E o pior!!! O que é que temos feito com os filhos destas mães neuróticas? Veja bem o ato falho na construção desta última frase amiga mãe incrível ou amiga "mãeravilha".


"Mãeravilha", esta sou eu, nos meus mais tórridos sonhos ou, quando eu nascer morena, ficar magra...
Olhe só:

  • Temos que ser lindas, magras e ter uma cutis límpida, firme e LISA;
  • Temos que educar perfeitamente nossos filhos e pode crer que a coisa funciona mais ou menos assim: Se seu filho(a) não é dos mais comportados, somos relapsas e se os educamos, somos carrascas, portanto, acredite, você fará 99%, mas dificilmente alcançará 100% de aprovação interna e externa;
  • Depilação sempre em dia;
  • Unhas feitas;
  • Casa limpa, cheirosa e organizada;
  • Roupas cheirosas e passadas;
  • Quarto das crianças organizados e brinquedos separados por categorias... Não?
  • Nada de poeira;
  • Nada de nada;
  • Tudo complicado.
Daí eu me lembro da minha infância...

Como era boa esta tal aí, viu?! 

Eu brincava na rua de "queimada", de "bobinho", me ralava inteira, andava de bicicleta e brincava de Barbie (Oi??) o tempo todo. Também tinha várias bonecas no estilo bebê (ué, e ainda estão guardadas até hoje na casa dos meus pais e sem direito a remoção!!) 

Outra coisa inesquecível era o BOLO que minha mãe fazia nos nossos aniversários. Eram daqueles bolos TORTOS de tanto recheio no meio e muita cobertura de chocolate e granulado. Não tinha uma firula se quer adornando o coitado do bolo... mas era tão, mas tão bommmm.

Meu quarto, devidamente dividido com minha irmã, era lindo, também sem firulas, mas vibrávamos a cada novo brinquedo conquistado. TUDO era bem mais simples.

E a vida? 
Ahhh, era tão legal, né? 
E era boa. 
E é bom lembrar. 

Meu pai fez uma casa de bonecas pra mim e para minha irmã, como se fosse num topo de uma árvore. Tinha uma escada, uma sacada e um quarto com uma mesinha de centro. Na época, morávamos em Mococa, interior de São Paulo. Era uma casinha linda, de madeira e paredes beges, com janelas e portas vermelhas. De verdade? A casinha era motivo de inveja para os vizinhos menores de um metro, rs. 
O maior valor? Meu pai havia feito com as próprias mãos. Era exclusiva, com muito orgulho!! 
Hoje, meu pai virou avô e eu filha, também virei mãe, então, para perpetuar esta minha lembrança orgulhosa de minha infância, pedi para o vovô fazer uma outra casa na árvore para meus filhos e meus sobrinhos e ele fez, mas desta vez, lá em Minas Gerais. A casa não tem teto, não tem paredes, maserafeitacommuitoesmero mas tem uma escada que nos leva a uma plataforma e nela, há um mecanismo com roldanas onde colocamos os lanches e bebidas para as crianças puxarem e levarem até o topo. Tem preço isto minha gente heroína??
*** 

E pra que tanto? 
A vida pode ser mais simples.

E eu, além de não ser uma super mãe, sou totalmente adepta a este conceito. O conceito da simplicidade, da onda "paz e amor", das conquistas passo-a-passo, do amor dito, tocado e sentido.

Não se compra amor de filho... 

E você? O que tem valor na sua vida, enquanto mãe?
Te faço aqui um convite sobre esta questão. 
Comente :-), coloque aqui sua opinião, compartilhe suas ideias.
Espero poder contar com sua participação,

Bisous, Pandora indiscutivelmente mãe...




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eu me permito!! Et pourquoi pas? Why not?...

Enquanto preparo o almoço e o arroz cozinha lentamente na panela, aproveito pra registrar aqui, tudo aquilo que a cabeça não pára de pensar.

"Jobim" às quartas-feiras não tem aula e neste exato momento brinca com o melhor amigo, Ticcian. Eles já exploraram o apartamento inteiro, pularam no sofá, se arrastaram embaixo das cadeiras, derrubaram o violão do papai... aquela coisa básica de testosteronas quando se encontram.
Também estou ajeitando a casa após um delicioso jantar (mexicano) em casa, mas eu diria que não foi bem mexicano, foi um jantar globalizado. Assim óh:
Um jantar com as amigas...

  • Comida mexicana (Fajitas, Tacos, Chilly, Guacamole, etc);
  • Bebida típica brasileira (caipirinha de limão e caipiroska de abacaxi);
  • Sobremesa mineira (balinhas de doce de leite enroladas na palha);
  • E... algumas pessoas deste mundão afora. Minha professora de Francês vinda do sul da França, uma colega de turma da Bosnia, outra colega do sul do Brasil e eu. Na verdade, nós três dividimos a mesma turma nas aulas de francês e resolvemos fazer o teste se após algumas biritas melhoraríamos nossa fluência verbal nesta língua pra lá de linda.
Nestes encontros, quanta coisa a gente aprende. Além de muitas risadas e bobeiras, a gente também fala de assuntos sérios, bom, pelo menos tentamos. Posso inclusive dizer que após conhecer minha amiga da Bósnia,  tive um outro olhar para os sobreviventes de uma "Guerra". E a Bósnia, que antes eu só conhecia nos livros de História e com referências bélicas, agora me parece ser um país de pessoas alegres, um país que sobreviveu e tenta se reerguer após tanto sofrimento. 
E sabe que estou acreditando que meu mapa astral deve estar enfrentando algumas mudanças, afinal, tenho me sentido diferente ultimamente.
Diferente como??
Bom, começaremos pelo meu filho mais novo.

Até junho deste ano, ele estudou em uma Garderie e agora frequenta a escola com o irmão, mas em classes diferentes. Ele está no "Primeiro Infantil" e o mais velho, no "Segundo Infantil". 
Com a entrada dele na escola eu também re-descobri aquilo que achava que conhecia e mais uma vez, volto a dizer:  generalizações realmente não estão com nada. 

O cenário é o mesmo, ou seja, a mesma escola na montanha encantada. O mesmo local, mas, com situações diferentes e um monte de novas possibilidades. Enfim, descubro como é boa esta fase escolar e tenho curtido muito cada momento.  Meus filhos são sem dúvida, um grande presente na minha vida e eu me PERMITO aprender o tempo todo com eles, apesar de findar o dia em estado de pura exaustão.

Com eles, tenho a oportunidade de experimentar a água e o vinho (eles são totalmente diferentes) e tentar com isso, me melhorar enquanto pessoa. Para aqueles que mais sábios, aqui vai meu desabafo:

"Só sei, que nada sei". 

Aprendo TODOS os dias!! Me olho, me vejo, me observo e muitas vezes ADORO SER A PESSOA QUE SOU, outras vezes me sinto o menor ser deste mundo.

Mas o balaço no final até que é bom, quer saber? 
  • Eu me PERMITO ERRAR! Acho que esta é a minha melhor característica. Eu adoro experimentar o novo. Novos cortes de cabelo, novos caminhos até a escola, novos sabores de sorvetes... adoro tudo o que a vida tem a oferecer e por conta disso, muitas vezes erro e outras tantas, acerto. 
  • Eu me PERMITO rever minhas convicções e mudar de opinião se um outro argumento me convencer.
  • Eu me PERMITO ler livros fictícios, espiritas e de toda e qualquer ordem e não me preocupo com as críticas que poderei receber por isso.... Se você esperar uma opinião formada sobre tudo e se sua intenção for ser politicamente correto(a) o tempo todo, ahhhh, aí fica difícil. Cada pessoa tem uma visão diferente sobre a vida e isto depende das experiências que cada um carrega. 
  • Eu me permito ousar. Escrever, fazer vídeos da minha pessoa para tentar com isso ajudar alguém (apesar de quase morrer de vergonha quando me vejo), enfim, me permito assumir a minha vida sem maquiagem, em ter uma vida sem Photoshop, pra quem quiser ler e ver. 
E eu estou adorando esta fase de "quase"tudo no lugar, tudo se encaixando. Desacelerar foi muito importante, apesar de sentir falta de muitas leituras de blogs amigos, de ter lido alguns pelo celular e não ter a menor coordenação motora pra digitar um comentário no mesmo (o dedo é gordo gente...), sinto falta de participar de grupos de discussão nas redes sociais... Mas, tive que priorizar. 
Nesta retomada, "Tom" está mais calmo, sem deixar de ser agitado, entende? "Jobim", agora com cinco anos, já me deixa nostálgica, afinal, por onde andam aquelas bochechas gordinhas que estavam ali até alguns meses atrás? Ahhh, tenho saudade de nunca ter tido um bebê em casa, dos meninos com bochechas gordas e isso tem me empurrado literalmente a  curti-los o máximo que posso, pois eles crescem rápido. 

E sabe que às vezes até penso em uma menininha pra completar a turma. "Tom" já me pediu diversas vezes... Será?
Será que eu me permito?  

Bisous, 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Na bagagem, livros!!!

Em julho, no Brasil, aproveitamos para passar uma semana em João Pessoa, na Paraíba. Bom, como o foco do blog não é o turismo, posso apenas dar algumas dicas imperdíveis para curtir por lá, voilà!

  • Conhecer e se deliciar no Restaurante Mangai. Um luxo regional!!! 
  • Hospedar-se no Hotel Tambaú. As crianças se divertiram bastante nas piscinas e nos brinquedos. Recomendamos!! 

Recomendo também muito este livro que prende muito o leitor, foi lançado na última Bienal do Livro em São Paulo.  O autor, Vitor Zenaide escreve sobre um romance policial que acontece em Cambridge, na Inglaterra. Ele é bem detalhado e que além de conhecimento, você se sente como se estivesse dentro de um filme. 
Voici, a capa:
As Três Leis de Newton -
Autor: Vitor Zenaide

É isto aí!! Feriadão no Brasil... que tal uma boa leitura? Por aqui... apenas uma sexta-feira como as outras. 
Estamos bem... Salve Brasil!! 
Ah!! Este post não tem nenhum apelo publicitário, ok? São apenas algumas dicas de uma mãe que possui um eclético gosto pela leitura e que além de filhos, devaneia também em outras áreas. 

Bisous, Pandora Leitora 

domingo, 2 de setembro de 2012

Desacelerando...

Se você tira um dia pra arrumar seu guarda-roupa, ou mesmo o de seus filhos, qual é a primeira coisa que você faz?
Bom, aqui funciona assim: Eu retiro tudo primeiro, coloco em cima da cama, dou uma boa faxina em tudo e depois do caos estabelecido, volto tudo, aos poucos, para seu devido lugar. O incrível é que o guarda roupa, apesar de ser o mesmo e ter as coisas organizadas no mesmo lugar, muitas são retiradas pra doação por não servirem mais e claro, damos espaço às novas, que foram adquiridas. O mesmo guarda-roupa, mas diferente.
Mas questão a ser confabulada aqui neste texto, não é sobre organização apesardeamarestetema, na verdade, vamos falar do caos estabelecido em cima da cama, antes da re-organização.
Assim, vejo a VIDA em alguns momentos, nos dando a oportunidade para uma pausa, uma "faxina interior", ou simplesmente, um novo olhar para as coisas ao seu redor. 
***
Voilà,
Maio/2012
Um stress começa a acontecer no apartamento onde moramos por conta de uma grande infiltração em 50% da área total. Além do entra e sai de pedreiros em casa por conta da reforma, uma forte alergia atacou a mim e Gabriel durante este tempo, o que gerou um stress maior ainda e eu simplesmente fiquei surda do ouvido esquerdo.

Final de Junho/2012
Alguns dias antes de embarcarmos para o Brasil, ainda surda e com um zumbido forte no ouvido esquerdo, acordei, troquei de roupa normalmente e fui até a cozinha do então apartamento provisório onde estávamos para preparar o café da manhã e o lanche das crianças. Foi quando percebi que a cozinha estava digamos, meio torta. Não, a cozinha não estava torta, era o chão talvez... não, não era o chão...talvez tudo estivesse derretendo, como nas pinturas surrealistas... ou talvez fosse só um sonho.
Eu comecei a me segurar nas paredes. As pernas não me obedeciam mais e eu não era capaz de andar em linha reta. Desmaiei.

***
Meu marido fala um inglês como poucos, mas ainda não teve tempo de ter aulas de francês por aqui, já que o trabalho é todo em inglês. Quando me viu naquele estado totalmente inesperado, ligou para o hospital. Do outro lado da linha, ninguém falava inglês... Quem entra em ação? Meu super filho "Tom". Aos seis anos, assumiu o telefone do pai e pediu, em francês, uma ambulância ou um médico para a mãe, que a esta altura dos acontecimentos, já havia acordado do desmaio, mas não parava de vomitar um segundo sequer. CUIDADO! GESTANTES E PESSOAS SENSÍVEIS DEVEM EVITAR A LEITURA DO TRECHO A SEGUIR: Pensem, eu havia acabado de acordar. Não tinha nadinha de nada para vomitar, mas o corpo mandava pra fora tudo aquilo que eu havia engolido "goela abaixo" durante o ano todo (Aqui o ano letivo começa em agosto)... O suco biliar produzido no fígado jorrava e eu já achava que estava vivendo um filme de terror ou exorcismo. O pior: Meus filhos, assistindo ao vivo a sessão extra.
Uma hora, sem exageros, foi o tempo em que eu coloquei literalmente, toda a amargura amarela pra fora. Só parei após o médico chegar e injetar sei lá o que na veia, que me fez dormir por três horas seguidas. Eita sossega leoa bom!!!!Dormi como uma "anja".
E foi aí que começou minha pausa.

***
Após o ocorrido, o ouvido ainda continuava surdo e eu, não conseguia fazer nada devido às tonturas. Não conseguia sequer, colocar as roupas no varal de chão. Não cozinhava, não dirigia, não andava normalmente... Dá pra imaginar a vida de uma mãe assim? Pra se ter uma ideia, meu olho parecia girar quando eu olhava pra tela da televisão ou para o computador. Livro então, era tortura ver todas as letrinhas dançando na página.
Era a vida, me dando a oportunidade de apenas PENSAR.
***
Então, após uma semana re-aprendendo a desacelerar e ainda surda, tive um insight e marquei uma sessão de acupuntura. Era uma sexta-feira, às 18h15.
Fiz a sessão e nada. Saí do stúdio como havia entrado... Mas felizmente, uma hora depois, um barulhinho suave, mas parecendo de uma tampa a vácuo me chama a atenção e eu, começo a ouvir novamente.
Incrível, mas apenas damos valor nas nossas funções básicas, quando as perdemos de alguma forma.
Pensar
Ouvir
Contemplar
E perceber.
Percebi que eu tenho um limite claro. Não faz muito tempo que eu estava me recuperando de uma grande cirurgia... Daí veio a ideia da música no post anterior a este, uma oportunidade pra desacelerar, pra entender que "parir" dois filhos já falantes e pensantes muda totalmente sua vida e que apesar de toda a alegria, do amor que temos e da família que construímos, existe também a exaustão, já que além do fato em si, agregam-se a este questões como mudança de país, aquisição de nova língua, adaptação a uma nova cultura, enfim... não estamos falando apenas de adoção, certo? 

Que fique claro minha gente: Meu stress vêm de um TODO, de muitas novas informações em um período curto de tempo e esta carga não pode ser destinada apenas aos meus filhos. Criança dá trabalho. Oba!!! E foi tendo esta certeza que decidimos ser pais, nada além do previsível!!

Portanto, desacelerar não foi uma escolha consciente a princípio. Ela foi imposta e de uma forma nada agradável.
Me fez olhar pra mim mesma com mais RESPEITO, eu diria.
E percebi principalmente que acima de querer cuidar e fazer 100% para marido e filhos, a Juliana aqui precisa se cuidar primeiro. Fiz falta gente...

Na semana em que estive completamente OFF, o "caos em cima da cama" foi estabelecido em casa. Dá pra imaginar, né?
A vida bagunçou e eu não podia fazer nada a respeito, ou seja, eu apenas assistia o quanto o nosso papel dentro de uma família é importante e desta forma, o que adianta ver a orquestra linda e bem aprumada, se o maestro está capengando no palco? Maestro sim, quem duvida?

Coube a mim e ainda venho fazendo, arrumar e colocar cada coisa em seu lugar, literalmente. O maridão fez 100%, ajudou muito, mas pagou um preço por isso. Trabalho acumulado e caos do lado de lá. E dias antes de irmos ao Brasil, eu ainda inchada pela medicação (Cortisona), convidada pela querida Priscilla, gravei uma participação no Tricô do Mamatraca, falando justamente da segurança que batalhamos pra transmitir aos nossos filhos todos os dias. E é por isso, que a palavra da vez é: DESACELERAR...


Antes

Depois
E foi tão bom escrever... me re-organiza, me inspira, me renova...

Bisous, Pandora Adormecida -Parte II