terça-feira, 18 de setembro de 2012

Somos todos super-heróis??

Eu sou mãe há exatos dois anos e cinco meses.

Sou mãe de dois meninos lindos.!!! #mãecorujassumida. Não, eles não são gêmeos.

Um de seis anos e cinco meses e outro, de cinco anos e um mês, e assim como vocês leitores queridos,  nós somos a família: "Os Incríveis"



***

Não sei, mas me tornar mãe me transformou em uma mulher que "pensa" ter super poderes.  A impressão que tenho e que quanto mais eu vivo, mais eu leio e converso com amigas mães... mais eu me surpreendo e percebo que somos muito parecidas.
No fim de semana passado, eu e meus filhos viajamos até Oslo, na Noruega, para rever um país que muito me ensinou enquanto morei por lá. E claro, já no embarque do avião voltei a ver as cenas que mais gostava de ver pelas ruas de lá: Mães com bebês, uma epidemia linda e bizarra ao mesmo tempo.
Como já disse várias vezes nos meus textos, a Noruega possui a melhor licença maternidade que um país pode oferecer e isto claro, é um dos grandes incentivos ao crescimento da natalidade. E os pais na maioria das vezes são jovens e lindos, que passeiam e desfrutam de um país repleto de desafios, mas completamente Pró-Família. E isto é um dos motivos que me dão uma saudade imensa de lá...
Mas voltando a falar de nossos super poderes maternais e de nossa incrível capacidade de dar conta de tudo tudojuntoaomesmotempo , queria muito ter respostas a alguns sentimentos que surgem nas horas mais inapropriadas, se é que você me entende:

  1. De onde vem a busca pela maternidade perfeita?? 
  2. Qual o motivo de tantas cobranças internas? E por que temos este mega instinto suicida pela perfeição de nossa tarefa? 
  3. Enfim, o que está acontecendo com nossa geração?

***
Eu não sei a resposta. Queria eu, poder neste momento sentar na pracinha e conversar "casamigas" sobre tudo isto, pois o que tenho sentido é que muitas vezes precisamos apertar o botão do "F...-se", ou vulgarmente falando, "Chutar o balde amiga". Não dá pra levar tudo tão a sério. Não dá pra ter manual pra tudo, não dá.
Nos cobramos demais, não? E o pior!!! O que é que temos feito com os filhos destas mães neuróticas? Veja bem o ato falho na construção desta última frase amiga mãe incrível ou amiga "mãeravilha".


"Mãeravilha", esta sou eu, nos meus mais tórridos sonhos ou, quando eu nascer morena, ficar magra...
Olhe só:

  • Temos que ser lindas, magras e ter uma cutis límpida, firme e LISA;
  • Temos que educar perfeitamente nossos filhos e pode crer que a coisa funciona mais ou menos assim: Se seu filho(a) não é dos mais comportados, somos relapsas e se os educamos, somos carrascas, portanto, acredite, você fará 99%, mas dificilmente alcançará 100% de aprovação interna e externa;
  • Depilação sempre em dia;
  • Unhas feitas;
  • Casa limpa, cheirosa e organizada;
  • Roupas cheirosas e passadas;
  • Quarto das crianças organizados e brinquedos separados por categorias... Não?
  • Nada de poeira;
  • Nada de nada;
  • Tudo complicado.
Daí eu me lembro da minha infância...

Como era boa esta tal aí, viu?! 

Eu brincava na rua de "queimada", de "bobinho", me ralava inteira, andava de bicicleta e brincava de Barbie (Oi??) o tempo todo. Também tinha várias bonecas no estilo bebê (ué, e ainda estão guardadas até hoje na casa dos meus pais e sem direito a remoção!!) 

Outra coisa inesquecível era o BOLO que minha mãe fazia nos nossos aniversários. Eram daqueles bolos TORTOS de tanto recheio no meio e muita cobertura de chocolate e granulado. Não tinha uma firula se quer adornando o coitado do bolo... mas era tão, mas tão bommmm.

Meu quarto, devidamente dividido com minha irmã, era lindo, também sem firulas, mas vibrávamos a cada novo brinquedo conquistado. TUDO era bem mais simples.

E a vida? 
Ahhh, era tão legal, né? 
E era boa. 
E é bom lembrar. 

Meu pai fez uma casa de bonecas pra mim e para minha irmã, como se fosse num topo de uma árvore. Tinha uma escada, uma sacada e um quarto com uma mesinha de centro. Na época, morávamos em Mococa, interior de São Paulo. Era uma casinha linda, de madeira e paredes beges, com janelas e portas vermelhas. De verdade? A casinha era motivo de inveja para os vizinhos menores de um metro, rs. 
O maior valor? Meu pai havia feito com as próprias mãos. Era exclusiva, com muito orgulho!! 
Hoje, meu pai virou avô e eu filha, também virei mãe, então, para perpetuar esta minha lembrança orgulhosa de minha infância, pedi para o vovô fazer uma outra casa na árvore para meus filhos e meus sobrinhos e ele fez, mas desta vez, lá em Minas Gerais. A casa não tem teto, não tem paredes, maserafeitacommuitoesmero mas tem uma escada que nos leva a uma plataforma e nela, há um mecanismo com roldanas onde colocamos os lanches e bebidas para as crianças puxarem e levarem até o topo. Tem preço isto minha gente heroína??
*** 

E pra que tanto? 
A vida pode ser mais simples.

E eu, além de não ser uma super mãe, sou totalmente adepta a este conceito. O conceito da simplicidade, da onda "paz e amor", das conquistas passo-a-passo, do amor dito, tocado e sentido.

Não se compra amor de filho... 

E você? O que tem valor na sua vida, enquanto mãe?
Te faço aqui um convite sobre esta questão. 
Comente :-), coloque aqui sua opinião, compartilhe suas ideias.
Espero poder contar com sua participação,

Bisous, Pandora indiscutivelmente mãe...




6 comentários:

  1. Ju,
    Tô aqui lendo e relendo esse seu post "tudibom"...
    Aliás, tenho muito a te agradecer porque serviu de puxão de orelhas!
    Meu sobrenome é "perfeição" e meu apelido é "tudonolugar"!
    E quer saber? Me pego vááááárias vezes ao dia tentando fazer minha casa parecer com a da minha mãe.
    Ela faleceu na semana passada e esse tempo tá sendo ótimo pra reavaliar minhas atitudes.
    Tô indo lá separar as "bonecastudo" pra passar a tarde brincando com minha pequena... enquanto ela não cresce!..hehehehehe
    Muitos bjsssssssss

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  2. Olá....amei seu blog...super bacana...estou te seguindo!!!
    Passa no meu tmb...
    www.arthurnossorei.blogspot.com.br

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  3. Pois é Ju, to aqui pensando e acho que muitas dessas mudanças, não temos como controlar, veja só sempre buscando o controle, acho que nossos filhos tb terão boas recordações e talvez farão os msm questionamentos com os seus filhos.
    Acho que estamos no caminho certo, vamos continuar assim né amiga tentando sempre acertar. Bjão miga. Frô.

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  4. Adorei!Eu sou de fases, tem semanas que me cobro a perfeição e outras que jogo tudo pro alto...como hoje, que desisti de fazer janta, vim para Internet e pedi Mc Donald no delivery rsrs!
    Bjoooo!

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  5. Ju, minha amiga, que velhas lembranças boas!!!! Está certíssima de resgatá-las e trazê-las a tona para a criação e educação dos seus filhos. Dá sim para ser feliz vivendo de maneira simples, muito simples! Depende dos nossos olhos e do que queremos, não é mesmo?
    Quanto as cobranças, ahhhh essas serão eternas. Por isso, vamos viver um dia de cada vez. Não é mesmo? Enquanto isso, compartilhamos entre nós nossas angústias, nossos desesperos, nossas alegrias...
    Um grande beijo.

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  6. Oi Ju, tudo pode ser mais simples! Concordo plenamente. E acho que ando muito relapsa:

    Temos que ser lindas, magras e ter uma cutis límpida, firme e LISA; Não
    Depilação sempre em dia; NÃO
    Unhas feitas; NÃO
    Casa limpa, cheirosa e organizada; AS VEZES
    Roupas cheirosas e passadas; AS VEZES
    Quarto das crianças organizados e brinquedos AS VEZES
    separados por categorias... Não? AS VEZES
    Nada de poeira; MUITO AS VEZES

    Tirei 0 em tudo hahahaha

    Adorei o post! Temos que ser o que somos. Ponto. Nem mais e nem menos.
    Tudo pode ser mais simples!
    Bjo giganteeee

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