terça-feira, 30 de outubro de 2012

Deixar o filho crescer...

Não é fácil deixar um filho crescer...

E olha que tentei fingir pra mim mesma que estava tudo bem, que eu estava tirando de letra, só que não.
***

Você é meu caçulinha, tão lindo, tão carinhoso... E quanto amor eu sinto por você meu filho!!
Ontem, após quinze dias de férias de outono, te deixei na escola e meu coração doeu, mas doeu mesmo e eu tive que olhar pra você, ali, paradinho na fila, um pouco inseguro... (mamãe escreve derrubando lágrimas).
Queria te pegar no colo, te colocar dentro de mim e te passar toda a força que penso ter. Mas tive que usar esta força ao contrário. Tive que me segurar, conversar internamente comigo e te deixar buscar a tua própria. E você o fez!!
Ao te ver entrar na escola, me doeu ainda mais ver que não chorou, que apesar da insegurança você tentou ser forte. Ai, que dor me deu...
Voltei pra casa tão pequena.
Mas ao te reencontrar, você me olhou e todo orgulhoso disse:
_Mamãe, eu consegui ir sozinho!!
Ai meu filho, que bom te ver assim, mas queria eu ter o poder de deixar o tempo mais calmo e te curtir mais. Você não está mais cabendo no colo da mamãe...
Adoro suas "tiradas" e eu seu pai sempre dizemos, você se parece comigo em tudo: fisicamente e emocionalmente.
Te amo, estarei aqui, pra você e seu irmão, sempre. Combinamos isso, lembra?
Conte comigo meu amor!!

O primeiro dia de aula, em Agosto/2012, na Suíça.
Bisous,
Pandora que dá vazão aos sentimentos, e que sente neste momento: nostalgia.
É normal?

domingo, 28 de outubro de 2012

A neve já chegou por aqui...

O outono chegou há tão pouco tempo que juro que nem me dei conta que a neve chegaria assim, de supetão.
Eu e as crianças ainda estávamos esperando o famoso dia em que as folhas caem das árvores, pois presenciamos este evento todos os anos e é bem marcante. Pra quem nunca ouviu falar, dizem os moradores locais, os nativos, que há um dia do ano em que a ventania é deveras mais forte e que a mesma"varre" as folhas que ainda restam nos galhos das árvores. Geralmente, este evento marca a chegada do inverno e diz a lenda que a fábula da Cigarra e a Formiga nasceu justamente neste período.
Mas este ano além de ainda vermos muitas árvores com folhas verdes (muitas com folhas amarelas e vermelhas também), o frio não parecia estar por perto. Mas ele estava.

Hoje, ao acordar, nossa visão foi assim:

Foto tirada às 7h00, no Domingo, pois despertador de criança não tem botão "off" não... 
Daí, eu me lembrei que não havia tirado os brinquedos da varanda...

E o pior, que não havia trocado os pneus do carro, pois nesta época, precisamos colocar pneus específicos para a neve, com algumas ranhuras especiais e alguns inclusive possuem uns pregos, mas a explicação detalhada sobre a função de cada um, ficarei devendo. A única coisa que sei é que são muito importantes, pois já tive a péssima experiência em ver meu carro sair deslizando de ladinho ao realizar uma rotatória.
Para matar a curiosidade, aqui vão algumas imagens que encontrei na web:


Então, sem o marido, com as crianças em casa e com uma hora a mais (hoje mudamos o horário aqui), o jeito foi elaborar um monte de brincadeiras, tirar as roupas de neve, botas e afins e organizar toda a logística que o inverno demanda e claro, comer uns "trocinhos" apetitosos.
Hummm. que tal um pão de queijo meninos?

Oba!!!!
E vou aproveitar e dar uma dica boa (que não é nova), de mãe mineira e prática acima de tudo. Mas óh, já vou avisando que adoro um "frufru", um capricho, mas não sou fresca não. A praticidade e a pressa é minha irmã e melhor amiga, então, voilà!!

Pão de Queijo "Mãe Pandora" 



1- Faça sua receita preferida;
2- Com os filhos, coloque a mão na massa e façam uma "cobra" bem grande;
3- Com a "cobra" esticada, peça para cortarem pedacinhos como fazemos com o Nhoque caseiro. As crianças adoram fazer isto, principalmente pois podem manusear a faca... (com segurança).
4-Leve ao forno aos 180º, daquele jeitinho mesmo, mas se preferir um charme, pegue aqueles "nhoques" e enrole as bolinhas. Tudo depende da fome que nos espera e do tempo que temos...



5- O resultado fica assim: Pão de Queijo parecendo pipoca e fácil para as crianças comerem.  
Com este frio lá fora, NEVE e fome, nada melhor que uma pausa para um café, um chá bem quentinho... e pão de queijo sempre vai bem!!

Espero que tenham gostado,

Bisous, Pandora na cozinha




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

É justo? Diz aêee...


Imagem da Web
Eu escrevo... apago.

Escrevo novamente... salvo.

Eu leio... odeio, apago novamente.

Eu sei. Tenho falhado por aqui...Estou devendo reflexões, choros e risos, mas estou me (re)aquecendo, ou melhor, tenho tentado acreditar que minhas palavras são realmente lidas ou se o número de acessos do blog não são apenas links direcionados do amigo Google. Sabe, o Google?

Mas vou tentar...
Tá, vamos lá.
E no momento, a única coisa que me vem a cabeça é que moro looooonnnnge da minha família de pai e mãe, oras, pois eu tenho a minha família aqui, mas neste caso eu sou a mãe, né? E o pai? Ahhh, o pai??   Então, o pai foi viajar.
***
O pai viaja mesmo e muito, devido ao trabalho. Isso, não é novidade pra mim.
A mãe aqui, viaja também, claro, mas não a trabalho. A mãe viaja com a família pra ver a família, amigos, outras culturas... enfim, a gente curte a vida quando dá.
Mas, desta vez o maridão não foi pra Malásia, EUA, China, como costuma fazer todos os meses. Desta vez, maridão deuumsoconomeuestômago   e foi a trabalho para o BRASIL.

Pensem em uma mulher carente? 

Pô minha gente... Brasil?? Sem "euzinha"?? Sem a gente?? Fala aí criançada!!! É justo isso????
E o piorrrrrrr!! Meu sobrinho, filho de pessoas que ADORO, acaba de nascer!!
Não, não é justo que eu fique aqui, olhando as fotos do meu sobrinho pelo computador, sem poder sentir seu cheiro, ver trocar a fraldinha, pegá-lo no colo....
Não, não é justo oceano!!

***
Me concentro, respiro.

Ok. A grana não dá, esta é a verdade. Acabamos de voltar do Brasil e passagem de avião não é barato não, então, converso comigo e tento me convencer a aceitar a realidade.
Mas que não é justo, ahhhh, não é messsssmo.
O que me restou?
Preparar uma mala enorme cheia de mimos, desenhos e bilhetes para ele. Pra você lindo da tia!!!
E daí que ele não sabe ler? Os pais sabem e podem guardar, afinal, para que servem as caixas? As lembranças?
A tia aqui, sente saudade de quem nunca tocou, mas já ama. Pois amar é isso, é sentimento.

A vida me fez assim.
Um ser humano que aceitou o amor de uma forma diferente, mas amor.
O amor não se explica, se sente. E eu sinto tanto amor!!!

Lembro dos filhos e tudo volta a ficar bem. Me acalmo. Vejo estrelas e tudo parece mais bonito.

Amor...
Penso no amor que sinto quando beijo os dedinhos do "Jobim"... Quando ouço a voz dele me chamando ou me dizendo "Né, mamãe??", com um sotaque tão mineirês, como o meu....
Eu sinto amor quando "Tom" dá saltinhos mostrando que está feliz... quando pega a malinha de médico quando eu dou um espirro mais exagerado, tipo: _"Atchemmmmmmm" e ele vem correndo: "Ça Va mamam? (Tá tudo bem mamãe?).
Mãe é assim mesmo, muda de assunto ou melhor, nunca termina uma conversa. Já viram uma mãe terminar um assunto começado? Noooosssa, a fofoca sempre fica com um gostinho de quero mais, pois uma hora é fralda (que já não é mais meu caso), outra hora é criança que sai correndo, outra hora alguém se machucou, enfim, tempos que passam e que nos deixarão com muitas saudades.
E é pensando nisso que peço para que tenham paciência comigo, com meu "Cantinho Blog", pois tenho me focado muito na arte de ser mãe e falta-me o "terceiro", ou vulgo, alguém para me ajudar. A vida, na minha realidade de expatriada (sendo meu marido um empregado local, ou seja, sem benefícios) é como antigamente: esquenta a barriga no fogão, dirige a "Kombi" cheia de moleques pra comer bolo na casa da tia Ju (vem que eu adoro!!!), faxinão ao som de Marisa Monte (tá, mentira!), ao som de "Dora, a aventureira", "Wonder Pets", passo, lavo, e até auto-manicure e pedicure eu virei. Neste momento, estou toda trabalhada na unha vermelha, cor "Beijo", que eu mesma fiz e me cortei com muito orgulho. (... duro mesmo é fazer na mão direita...)

Mas orgulho mesmo eu sinto em ver que tudo tem dado certo, que meus filhos estão bem, apesar dos apesares e que a crença na vida é uma das minhas maiores virtudes.
E é isso aí minha gente. Fé na vida e ... amor.
Aliás, tô amando...


Tô amando muito Ser Mãe!!

"Muac",

Pandora amorosa

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Parque do Playmobil- Alemanha

Estamos em férias escolares aqui na Suíça.

Em meio a muitas outras espalhadas pelo ano, agora é a vez das chamadas "Férias de Outono"e que são ao todo, 15 dias.
Como estamos localizados em um ponto favorável em termos geográficos, podemos sem muitos perrengues, aproveitar as facilidades e viajar muito, conhecer novas culturas e lugares encantadores pela Europa, então, assim que eles entraram de férias viajamos para uma aventura pra lá de legal:

País: Alemanha

Destino: Funpark do Playmobil 

Como soubemos? Através de nossa amiga Celi e também pela Cláudia, neste post aqui, que aliás, vale muito a pena dar uma olhada, pois além de dicas, as fotos são MARAVILHOSAS!!

***
E eu não consigo em palavras, expressar a alegria dos meninos, pois imaginem a emoção que tiveram ao poder brincar "além miniaturas"?! Eles correram, pularam muito e interagiram com um universo infantil feito pra eles.
Aqui vão algumas poucas (das centenas) fotos que procuramos registrar durante a saga e quer saber? Ficou um gostinho de quero mais...

Voilà,




Sem dúvida, o ponto alto para eles que adoram ir em fazendas e afins. 






Assamos um pão na brasa... 


Rhuarrrrrr!!!!

Vamos pra onde???



A Alemanha e consequentemente os alemães, sempre nos surpreendem. Com exceção da língua, a cada viagem nos sentimos mais a vontade e com aquela sensação boa de que é preciso mais, que voltar é sempre bom. Claro que, ao passar por algumas cidades que foram praticamente reconstruídas no período pós guerra, refletimos muito, porém, ver a forma como encararam o recomeço, nos motiva a melhorar.


Bisous,
Pandora que viaja.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

E quem disse que seria fácil - Parte 2

Primeiramente queria agradecer muito, mas muito mesmo, toda a ajuda que tive no primeiro post da série.  Várias blogueiras, seguidores e amigas "perderam" um pouquinho de seu precioso tempo pra ler meu desabafo e me dar vários conselhos legais, ombros amigos que fizeram muita diferença e que fazem tanta falta em momentos difíceis. Muito obrigada de coração!!

E se vocês se lembram do relato do post, eu fui até a cama de "Tom" às 04h30 da matina, pra conversar com ele, enquanto ele dormia.

Após este episódio, mantive esta mesma atitude e o faço até hoje. Sempre antes de dormir, quando vou  ao quarto deles, converso sobre o que me deixou feliz, sobre o que não foi legal... Claro que não o faço todos os dias, mas sempre quando acho necessário, tanto para um, quanto para outro.
O que pode parecer um tanto insano, trouxe bons resultados. Percebemos que agora demonstram uma maior cumplicidade comigo e com o pai, o que é ótimo!!

Outros fatores também influenciaram na melhora no relacionamento, principalmente no do mais velho conosco. Um deles foi o fato de termos optado por ele refazer o "Segundo Infantil" ou "Jardim 2" e o mais novo ter iniciado o "Primeiro Infantil". Penso que a presença do irmão na mesma escola trouxe mais segurança a ele e o fato de não o termos pressionado, também ajudou bastante. Além disso, ambos iniciaram aulas de Aikidô (que merece um post futuro) e também continuaram nas aulas de música e "Tom", permanece com um encontro semanal com a psicóloga. Acredito que a junção de todas estas coisas tudojuntoaomesmotempo favoreceram para o que tenho a lhes mostrar hoje.
Ontem, ele nos trouxe suas atividades escolares e com elas, este bilhete:


Tradução:

Parabéns por este início de ano. (Lembrando que o ano letivo inicia em agosto)
Seu trabalho está bem feito, você compreende bem as instruções e as aplica.
Você tem feito um grande esforço para ser um aluno "sabido"!
Continue assim! :-)

Sim, estou super orgulhosa dele, pois, durante um bom tempo (ele está com esta mesma professora há pouco mais de um ano), ela reclamou dia sim, dia não, do comportamento dele na escola, tentando inclusive me sugerir que ele poderia ser "uma criança hiperativa". Nada contra gente, mas quem faz este diagnóstico não é a professora e sim uma equipe composta por vários profissionais competentes e preparados para o fazê-lo e eu logo me posicionei em relação a isto.

Eu sei, parece piegas, afinal, é apenas um bilhete...só que não. 

A Europa e os suíços principalmente, são pessoas mais reservadas, com poucos elogios e sinceridade "na lata". "Tirar" um bilhete como este de uma professora de uma escola comunal (pública), é sim um mérito.
E o mérito é dele, pois só experimentando o tal educação suíça para se ter uma ideia do quanto são exigentes e metódicos. Eu, que trabalhei uma vida toda como professora e coordenadora pedagógica no Brasil e na Noruega, diria que aqui, eles são bem rígidos, no extremo mesmo.

Atualmente, ele está mais centrado (sem deixar de ser agitado), mais carinhoso, mais alto, mais seguro.
O mais novo? Ahhh, além de muito beijo, merece um post só pra ele também, né? Já volto!!

Bisous, 

Pandora que Explica: Apesar da melhora, o título do post "E quem disse que seria fácil" é o mesmo (incluindo o adendo: Parte II), pois, filhos são filhos, dão trabalho (gostoso, cansativo, gratificante, blá, blá, blá) e educar, na minha opinião, "é fácil não"... Quem concorda levanta a mão!!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O trajeto de cada um

Anteontem li um texto da Patrícia Boudakian que me fez pensar muito. Logo depois, li o desabafo da Claudia Martins e fui então, tomada por um sentimento contraditório e ao mesmo tempo semelhante entre os dois. Para me organizar internamente, decidi escrever, tentando assim, acomodar todas as informações.

E para que eu me organize, preciso me envolver com os sentimentos relatados nos textos e ao mesmo tempo,  participar deste triálogo. ou penso eu poder ter esta ousadia.

Começaria pelo desabafo da Cláudia, onde ela, em suas palavras, me faz lembrar muito de um momento em minha vida que fora realmente, como ela o coloca, muito sofrido. Ser mãe, para nós mulheres que por algum motivo não podemos gerar naturalmente e/ou artificialmente, vai muito além da retórica. Dói, de verdade.

Patrícia, nos trouxe uma história de um amigo, que sofrera um acidente e está em coma em um leito de hospital. E ela, como água em brasa, fez um apelo para que deixemos tantas diferenças entre discussões que ora surgem aqui, ora acolá, e que nos apoiemos naquilo que realmente importa nas relações parentais, maternais ou chame como quiser: O AMOR.
***

Daí você me pergunta, qual a relação entre os dois textos?

Talvez nenhuma, mas os vejo como dois textos que conversam entre si, que fazem muito sentido dentro do contexto da minha história.

Vejam bem:
Uma mulher que não consegue gerar filhos biológicos, aprende com a circunstância a lidar internamente com o luto da impotência. Ora, por mais que ter filhos seja uma escolha pessoal e futura, nós, ex-meninas, crescemos com a clara certeza de que mulheres engravidam e se não o desejam, existem métodos anticoncepcionais, certo? Homens idem e seguem o mesmo raciocínio anterior.

Então, eis que em um dado momento, somos pegos por surpresas jamais imaginadas e é aí, que começamos a (re)aprender a vida, tal qual ela realmente é.

No texto, Patrícia pensa na mãe daquele que se encontra em coma e em seus sentimentos que no momento, não devem ser os mais fáceis e Cláudia, se sente triste em pensar que poderá passar mais um Natal a espera de um(a) filho(a) que custa a chegar. A co-relação entre os textos na minha opinião, é clara.

Como estarão estas famílias no próximo Natal? Uma a espera que o filho volte e outra a espera que o(a) filho(a) chegue.
No fim, estamos todos a procura de um só caminho, mas cada qual com seu trajeto e sem julgamentos.

Eu, mãe, mãezona mesmo, daquelas que se lambuzam com o mel que lhe fora dado a comer, torço muito para que ambas as personagens reais destas histórias, passem o melhor Natal de suas vidas e que enquanto esperam, possam seguir em frente com a certeza de que o melhor acontecerá.

A resposta vem...
Muito amor a todos!!

Foto retirada da web
Bisous,