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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

A construção do vínculo na relação afetiva.

Nem sempre o óbvio, é óbvio. Nem sempre o que eu vejo é claro para o outro. Nem sempre sou racional. Hoje, a caminho de uma conversa com a psicóloga de "Tom", eu e o marido conversamos sobre um assunto que, creio eu, foi mais válido que a própria conversa que a que tivemos com a profissional. Contemplamos a respeito deste garoto que tem um coração enorme. Ele é a gentileza em pessoa! Tête-à-tête, ele é uma criança apaixonante, e não é papo de mãe não, heim? Ele conversa, ouve e inspira a contação de muitas estórias pelos adultos. Um fofo! A questão é no grupo . Não sabemos ao certo se esta dificuldade provém de sua experiência no abrigo com outras crianças, pois algumas vezes presenciamos umas brigas entre ele e outra criança que também morava lá, ou de qualquer associação que por ventura ele possa vir a fazer em um ambiente com mais estímulos. O fato é que ele, dentro do grupo, extrapola. Ele assume uma tonicidade corporal visível e a agitação predomina, o tornando

Minha relação com a amamentação.

Este post contém fragmentos de uma história que custei a colocar pra fora... Imagem da web Eu queria ter escrito este texto ainda adolescente, pois desde aquela época o tema amamentação surgiu na primeira terapia que procurei sozinha, na tentativa de tentar entender o incomodo que insistia em aparecer e eu não sabia de onde. Na época, me indicaram um então conceituado profissional e foi então que comecei a fazer parte de um grupo selecto de pessoas que leram o prospecto de um dos livros escritos por ele, antes de ser publicado: "Terapia pela roupa" , do psicólogo Mamede Alcântara. Meu nome está lá, nos agradecimentos :-), é só conferir. Durante um momento da terapia, surgiu no inconsciente um sentimento estranho. Eu sentia uma fome e uma dor muito grande, como uma agonia mesmo. Chorei, tive cólicas, me contorci. Neste momento, ele me pediu para chegar em casa e conversar com minha mãe e saber um pouco mais sobre meu nascimento, meu parto, enfim, meu passado. Minha

Série co-autores, conte sua história no blog! Hoje, a conquista do parto natural e quem nos conta é a Karime.

Hoje a série co-autores do Contos , renasce, literalmente.  Além de trazer um lindo relato de parto, dia 20 de janeiro de 2013 , é o dia em que a personagem principal desta história real, a Lara, completa 1 aninho.   P a r a b é n s L a r a !!  Voilà, o conto: Bom dia Mamães! Hoje, dia 20, minha filhota completa 1 ano :) E para comemorar e começar o dia com toda boa energia e em alto astral compartilho com vocês como foi o parto dela... FOI ASSIM:  Pessoas queridas do meu coração, estou aqui, menos de dois anos depois do relato do nascimento do Luca para escrever sobre o parto da Lara! Uma experiência tão marcante e intensa que é preciso respirar fundo várias vezes para tentar traduzir tamanha emoção em palavras... Como sabem, sonhava vivenciar o parto natural e por se tratar de uma tentativa depois de uma recente cesariana tudo já era naturalmente diferente... opiniões daqui, estatísticas dali, pesquisas de lá, ‘achismos’ acolá ... e o meu desejo acima de tudo! Sorte, mu

Mudança gera mudança...

A placa de aluga-se acabou de ser colocada no apartamento. Mas o texto não é apenas sobre mudanças físicas e de espaço, afinal, toda mudança, gera mudança.  Confesso que foi uma mistura de sentimentos. Por um lado fico feliz em mudar, pois o lado prático da vida está difícil, afinal, o espaço foi ficando pequeno a medida em que as crianças foram crescendo. Mas por outro lado, este lugar, foi mais que um simples apartamento alugado na Suíça, ele foi o início de uma estabilização familiar, ou a tentativa "de". Explico: Para quem acompanha o blog, sabe que tivemos, no início da adoção, uma adaptação com as crianças no Brasil e outra na Noruega. Ambas em um período total de sete meses, então, apesar de todo nosso esforço em estreitar vínculos com nossos filhos (na época "Tom" tinha quatro anos e "Jobim", dois anos e meio), tínhamos a preocupação em apresentar-lhes um lugar pra “chamar de nosso”. _”Esta é a NOSSA casa, este é o quarto

Quando os dentes caem...

Embalando tudinho, tudinho.  No meio às caixas (estamos nos mudando de apartamento), tirei um tempinho para registrar este momento tão especial.   Hoje... Hoje estou plena.  Hoje, acordamos  assim: _ "Mamãe, mamãe, meu dente está mole!!" Eu e o maridão tropeçamos em tudo. Cobertores, almofadas, enfim, em tudo o que havia e pensamos:  " É... Nosso filho está crescendo".  "Tom"e stá  prestes a perder o primeiro dente e a sensação que esta notícia nos dá, vai muito além do ato.  Foram algumas fases que eles viveram e nós não vimos, principalmente de "Tom", quando nos tornamos pais deste garoto tão vivido. Dizer que perdemos, me soa triste, estranho. Prefiro dizer que assim como encontramos nossos companheiros (maridos e esposas) que viveram tantas histórias antes de nosso encontro, assim é a vida de pais adotivos. Nos encontramos e respeitamos as vivências passadas. Sem mais.  E troca dos dentes?  Na minha

Glamour de uma quase "nerd" no salão!!

Albert Einstein sempre me encantou. Já visitei diversas vezes a casa onde viveu (hoje, um museu em Bern, Suíça), já li sua biografia e recentemente li  "Como vejo o mundo" , uma obra que aborda questões humanas, como o sentido da vida, a liberdade, a moral, a religião. É um livro pequeno (200 páginas) que li enquanto fazia luzes no cabelo. Aliás, difícil me encontrar aqui neste quesito viu, " gentem ". Dois anos se passaram e continuo tentando encontrar aquele(a) que retomará as rédeas de minha "lourisse" aqui por estas terras. No salão, sentei, descrevi como queria meu cabelo, peguei o livro que citei acima e esqueci da vida. Como estava em um período difícil com a perda de meu primo/irmão, mergulhei realmente na leitura e só acordei, quando ela me pediu para levantar e ir até o lavatório. Enxagua daqui, enxagua dali, ela me perguntou se queria creme ($) e eu respondi que sim. Escuta bem o barulhinho da Caixa Registradora Plim! $, escutou? Então s

Lágrimas em letras

Filho do irmão da minha mãe com a irmã do meu pai. Como? Isso mesmo, éramos primo/irmãos. As mesmas avós e avôs, os mesmos tios, as mesmas histórias. Você?  Lindo. Lindo mesmo!!! Wow!! Sempre foi uma criança linda, um menino com um narizinho arrebitado e perfeito que sempre tirava sarro de um teatrinho de Natal que euzinha preparei e claro, te levei junto. Você ria e me lembrava destes micos que pagamos em nossas infâncias. Brincávamos no terreiro de café da casa do "vô"Júlio, tomávamos guaraná Cibel na casa da "vó" Nadéia e quando nos tornamos adolescentes, continuamos juntos. Tantas baladas! Você sempre alegre, carinhoso, arrasava corações e meus ex-namorados sempre sentiam ciúmes do meu primo. E como a gente dançava? Noooooossssaaa, como a gente dançava. Na festa do meu casamento, (que aliás, você deu a maior força para o maridão que está aqui), todos se lembram de como você me tirou pra dançar, mas como não podia roubar a cena do noivo, pegou minha mã

O melhor ano!!

Eu começo o ano cheia de bons pensamentos, mas com os dois pés no chão, sem dúvida. Respeito toda forma de crença, pois acredito que a humanidade precisa delas, mas confesso que já passei a fase de vestir calcinha amarela na virada e de pular sete ondinhas. Pra mim, o que determina a fase, são nossas escolhas diárias. Se algo não vai bem, não coloco a culpa na má sorte e nem em ninguém. Amadureci muito nestes quasetrintaeoito últimos anos. Se algo não vai bem, desculpa, mas o nome disso não é "zica", nem ano e nem fase, é VIDA meu (minha) caro(a). E pensando nela, na vida, também fiz um balanço do meu ano. O ano de  2012 foi um grande passo na história que tenho construído com minha família. Postei pouco, pensei muito. Passamos momentos muito bons, outros que foram um tanto difíceis, mas que me trouxeram alguns aprendizados e eu acredito que estamos neste mundo pra fazer algo, "né não"? E cheguei a algumas conclusões. Educar os filhos não é "bolinho nã