terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O melhor ano!!


Eu começo o ano cheia de bons pensamentos, mas com os dois pés no chão, sem dúvida. Respeito toda forma de crença, pois acredito que a humanidade precisa delas, mas confesso que já passei a fase de vestir calcinha amarela na virada e de pular sete ondinhas. Pra mim, o que determina a fase, são nossas escolhas diárias. Se algo não vai bem, não coloco a culpa na má sorte e nem em ninguém. Amadureci muito nestes quasetrintaeoito últimos anos. Se algo não vai bem, desculpa, mas o nome disso não é "zica", nem ano e nem fase, é VIDA meu (minha) caro(a).

E pensando nela, na vida, também fiz um balanço do meu ano. O ano de  2012 foi um grande passo na história que tenho construído com minha família. Postei pouco, pensei muito. Passamos momentos muito bons, outros que foram um tanto difíceis, mas que me trouxeram alguns aprendizados e eu acredito que estamos neste mundo pra fazer algo, "né não"?

E cheguei a algumas conclusões.

Educar os filhos não é "bolinho não". 

Lendo os blogs amigos, li muito sobre amamentação, partos e mesmo não tendo nunca vivido (em partes) sobre estes assuntos, me interesso muito e me coloco firme em minha opinião e quero ainda ter a petulância de me desbravar e escrever com propriedade sobre algo que nunca vivi, mas que não me deixa na posição de apenas observadora. Um dia escrevo... um dia, prometo.

Mas hoje, quero "devanear" sobre esta fase da maternidade que tanto me tomou surpresa, apesar de ter a devida clareza daquilo que nos esperava optando por uma adoção tardia. "Tom"tinha 4 anos completos e "Jobim", quase 3 anos. Eu virei mãe, "déjà" educando minha gente.

Educar os filhos não é fácil -parte 2

Eu conversei com algumas amigas e chegamos a conclusão de que temos que ser muito claras em nossas palavras quando falamos de maternidade, pois existem diferenças enormes entre educar no Brasil e fora dele, dependendo do país onde vivemos. Nossas vidas fora do Brasil são realmente muito diferentes da realidade da maioria das mães brasileiras, tirando claro, exceções de ambos os lados, pois existem por aqui famílias expatriadas que conseguem manter o mesmo estilo de vida em terras estrangeiras. Em muitos países europeus, nós mães, dispomos grande parte de nosso tempo à família, apesar de toda nossa formação e investimento em nossas próprias carreiras, como é o meu caso. Por exemplo, aqui na Suíça, o sistema privilegia o trabalho de apenas um entre o casal e se ambos decidem trabalhar, os dois salários são considerado como um e isto leva o imposto a aumentar consideravelmente, ou seja, não vale a pena.

E porquê, estou tocando neste assunto?
Pois optamos juntos que seria melhor eu parar de trabalhar por um tempo (sinto a maior falta), e também, pensando no quanto nossos filhos foram privados de atenção e de amor durante o tempo em que viveram em um abrigo, nem que eu pudesse e o sistema permitisse, os deixaria nas mãos de outras pessoas. O salário diminui, o dinheiro também, mas, cabe a nós a educação integral de nossos filhos, sem interferência de terceiros, babás, diaristas, secretárias do lar, empregadas, etc e tal. E isso, apesar de ser muito bom em termos ideais, fadiga um tanto no final do dia, pois falar não pode ser um ato de amor, educar também, mas, sem dúvida, cansa. No final do dia temos o que? Uma mãe zumbi, querendo sombra e água fresca e uma boa massagem nos pés.

Mas apesar de toda a fadiga, o assunto geral agora são eles. Como é bom ser mãe, né? A gente cansa, enlouquece, perde o sono, mas é uma alegria sentir o quanto a presença deles nos torna ativistas em vários setores, no quanto percebemos que precisam de nossas orientações e de nossa proteção 24hs por dia. Ser mãe me tornou mais forte.

E o balanço geral está assim:

"Tom", agora com seis anos e meio, está um gato. Lindo mesmo. Tem mudado um tanto em busca de sua autonomia e às vezes nos tira do sério com suas peraltices. É Moleque com M maiúsculo. Corre e pula o tempo todo, mas tem uma gentileza nata e é muito querido pelas pessoas de todas as idades. O olhar dele é único e quem o conhece saca isto logo.  Mas é MEU FILHO heim, gente?? Rãmmmm, pense em uma mãe leoa... ele, digamos, exige mais nossa atenção e das professoras também. É visceral, intenso, gritante. Até o abraço dele é forte e lá vou eu orienta-lo a abraçar com carinho, com amor, pois com ele é assim, a gente o orienta o tempo todo e talvez, isto seja um dos pontos a que tenho a melhorar neste ano. As máximas "Let it go", Let it be" nunca foram tão verdadeiras no meu caso. Preciso permitir mais, deixar a "coisa" tomar rumo para que ele então, possa ser autônomo o suficiente para fazer as próprias escolhas. Esta é uma das minhas metas diárias para 2013. Eu vou conseguir, eu vou conseguir, repita comigo: Eu vou conseguir!!

"Jobim", está numa "vibe" muito boa. Apesar de serem irmãos biológicos e com pouco tempo de diferença de idade, eles são completamente diferentes. Ele é mais centrado, menos intenso, porém, com uma personalidade mais forte. O que mais me encanta é sua forma de ver a vida e de senti-la. É tão gostoso ver como ele explica a natureza, como interpreta as situações diárias nos brindando com conclusões tão puras, tão fofas sobre tudo. Ontem mesmo, enquanto eu secava seu corpinho após o banho, ele sai com uma dessa:

_ Mamãe, sabia que eu não te esqueço? Eu não te esqueço nem no meu sonho".

Papai, que estava presente disse brincando:

_Assim você quebra as pernas da sua mãe".

E ele responde indignado:

_Não papai, eu não quero quebrar as pernas dela. Eu amo a mamãe". 

Bom, nem precisa dizer como eu fico, né? É muito amor. Muito, muito amor!

Então, deixo aqui a mesma mensagem para os leitores do blog:


E esta família que se constrói, deseja aos amigos e a toda nossa família que está longe, muita atitude, muito amor, garra e esperança para o ano que se inicia.
 

FELIZ 2013 e que nós sejamos melhores, só assim o ano acompanhará nossas escolhas. 

E desejo a mim e às famílias que por aqui passam, que tenhamos muito discernimento na educação de nossos filhos em 2013 e que não prevaleça a competição pelo "TER", que não nos sucumbamos à mídia, ao senso comum e aos modismos.

Desejo que em 2013 sejamos mais críticos com aquilo que nossos filhos assistem na TV, que estejamos mais presentes, mais participantes e que consigamos viver  e respeitar a infância dos pequenos, pois nós tivemos a nossa e somos tão saudosos desta época, não é mesmo?

Menos é mais gente.  As crianças precisam de espaço para criar!! Menos brinquedos prontos, mais sucatas, menos eletrônicos, mais interação com os outros. Pensem nisto!


FELIZ 2013 à todos!!

Bisous,
Pandora que acredita que é possível.







10 comentários:

  1. Oi Ju!
    Tenho que concordar com vc em uma coisa: acho educar uma das coisas mais difíceis do mundo. Tudo que eu peço é sabedoria, discernimento e paciência pra fazê-lo, mas realmente não é fácil. E é tão bonito perceber que cada filho é diferente e tem necessidades diferentes... Um aprendizado constante.
    Feliz ano novo pra essa família linda!!!
    Bjos

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    1. Oi Ilana, Feliz Ano Novo pra vocês também!! Um beijo enorme, Ju

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  2. Ju,
    Acho que é minha primeira vez por aqui, mas me identifiquei muito com suas ideias e pensamentos! Que em 2013 tenhamos sabedoria para educar nossos filhos da melhor maneira possível! Que amados seus filhos!
    beijos
    Angi

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  3. É isso mesmo Ju! Educar não é fácil... é um desafio diário! Agora, tiro o chapéu para você, pois observo que tem feito isso lindamente. Super dedicada e carinhosa com seus filhos!
    Talvez seja o ano de você acompanhá-los bem de pertinho, mas soltando ao mesmo tempo, acreditando em todos os valores e princípios que já transmitiram...
    Conheci os seus filhos e são tão parecidos com vocês! Adorei o jeitinho especial dessa família. Espero em breve nos encontrarmos para brindarmos mais um ano.
    Ahhhh e saiba que você não está sozinha. Conte comigo sempre (assim como escreveu para mim!) Estamos juntas para falar sobre a vida, sobre nossos desafios diários morando fora do nosso país.
    Um beijo e um abraço apertado

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  4. Querida, que texto lindo.... que gostoso saber mais dos meninos, saudades das histórias de vcs.... que delícia imaginar o Gabriel e o Lucas, vc, papai e todos juntos.

    Concordo com o que disse sobre fazermos o nosso ano, sobre "é a vida" e não ficar chorando. É a vida mesmo, temos o privilégio de vivê-la intensamente, as tristezas virão,o aprendizado tbm e, tenho certeza, momentos bons, alegres, saudáveis tbm chegarão. Esta é a vida real, não é?

    Beijos enormes, adorei ler o teu texto, adorei!

    Feliz 2013 para esta família linda que me mata de inveja nas fotos da Suíça, dos trens, dos montes, da neve... =)

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  5. uM FELIZ ANO NOVO!!!!!!!! BJKSSSSS

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  6. "Eba, tem post novo!"... Adoro quando você escreve!

    Apesar de ainda não vivenciar esses "conflitos" maternais (bons conflitos, digamos), consigo sentir um pouquinho como estão, como são, a essência desses dois fofinhos - tão diferentes, tão especiais - que gostamos tanto, e assim matar um pouquinho a saudade!

    Um beijo!

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  7. Um Ano cheio de alegrias pra nós todas (os)!!!
    Você sempre me inspira com seus textos, parabéns pela famíla linda e volte sempre com um "conto" pra gente.
    Beijos

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  8. Juliana, não poderia concordar mais com vc... também há muito tempo deixei de acreditar em sorte ou azar (se é que de fato um dia acreditei), tenho muita convicção que a vida é resultado das nossas escolhas, e talvez um tantinho de acaso.
    Admiro muito vc e como conduz suas decisões e seu modo de educar seus filhos, e desejo um ótimo ano pra vc e sua família linda! Bjs

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