Pular para o conteúdo principal

É o ponto de vista da mãe - história em quadrinhos da vida real

Eu estou sumida do blog por vários motivos. Entre eles estão:

  • Mudança de apartamento;
  • Necessidade incontrolável em colocar TUDO em ordem sem ajuda extra :-(
  • Vida que não para não... A rotina continuou idêntica;
  • E muitas novidades que tenho que contar por partes. A falta de tempo me limita um pouco, mas voilà:  

Uma delas foi, ou melhor, está sendo, é a semana de aulas de esqui das crianças. Uma atividade obrigatória interessante em países como este, onde a neve é uma realidade por alguns meses. 

Mas o que poderia ser uma oportunidade incrível para a mamãe ter um tempo só pra ela durante três horas diárias (aqui na Suíça isso é raridade), virou uma tortura. Mas "pera lá", estamos falando de Mãe Pandora, né? Glória Peres, isso aqui dá uma novela heim, amiga?! 

Sim, eu sou obrigada a admitir!

Sou super preocupada quando as crias estão longe do alcance das minhas mãos e preciso melhorar este ponto. Mas estou tentando e um grande passo esta semana vem acontecendo quando deixo os dois no ponto de trem todos os dias e volto pra casa me sentindo sem sapatos. Sabe aquela sensação em que você fica apalpando o casaco, procurando a chave? Fico meio indecifrável nos cinco primeiros minutos, mas depois vai passando, vou gostando da sensação e páh! Corro pra cozinha pra preparar aquele lanche gostoso para quando voltarem... doente ela, não? Sou dessas...

Mas no primeiro dia, não teve jeito. O pânico tomou conta do meu ser e eu não resisti. Subi a montanha no trem, junto com eles. Imagine só a cena: Crianças a partir de três anos SOZINHAS sentadas nos bancos dos trens, sem mães, babás (acho que suíço nem sabe o que é isso), apenas com os monitores (No Trem, eram DOIS). 

_"E quantas crianças tem hoje?" Pergunta a mãe crica (EU) à monitora.

_"Sessenta madame". Respondeu a professora. 

Sessenta??? Foi o que fiz, me sentei, passei o zíper na boquinha e fiquei indignada, chocada, atordoada... muitos adjetivos para esta cabecinha. Glória Peres!!! Veja bem!!

Mas, chega de bobagem e vamos ao que interessa. 

Hoje tem uma história em quadrinhos real, aos olhos da mãe lesada:


"Mãe, que mico. Só você está aqui." Pensam...


"Hrumph!! Estas crianças tão perto do trem... Óh céus, formem filas em outro lugar minha gente!!" Divaga esta mãe neurótica...

Os alunos começam a confabular o primeiro plano:
" Primeiro a gente amarra sua mãe no banco e depois empurramos as professoras morro gelado abaixo." 

Lá em cima, a criançada começa a entender o território. Mas o primeiro plano não deu certo. A mãe doida aqui não está amarrada e ainda tira muitas fotos. 

"Irmão, isso é um esqui, tá?" Explica o irmão mais velho.
"Haaaaa, tá!!" Errrrr, e você achou que era o quê, heim"? Responde o irmão mais novo.  

"O que é que eu estou fazendo aqui? Queria uma piscina, muito sol e água de coco agora"...

A mãe começa a sentir esperança e ver luz no fim do túnel.
"Ahhh, a professora é legal. Cuidadosa, meiga, amiga e até ajoelha para falar com eles"...
A mãe se sente segura em deixar os filhos e descer a montanha de trem sozinha e parar de "pagar mico". 

"Me segura, me segura. Isto escorrega muiiiittooo".

"Uouuouuou, eu vou cair"!!!

"Até que é legal né, irmão? E a gente nem vai precisar empurrar ninguém ladeira gelada abaixo. Eles são todos do bem"!! 

É, mas ainda faltam dois dias, hoje e amanhã, portanto, cenas de um próximo capítulo, ok? 

Bisous, 
Pandora que aprende vagarosamente a deixar os filhos crescerem. 

Comentários

  1. hahahahaha Ju, só vc....
    Como assim, mãe neurótica? Eu faria o mesmo, tenho certeza! Na primeira vez, com certeza. Nas demais, confiaria.... Mas é difícil, imagino que seja!!!!

    Conta depois como tudo correu!

    Adorei a historinha dos dois!!! =)

    Beijos!!!

    ResponderExcluir
  2. Rs rs rs paguei e pago mico! Mas já presenciei negligências dignas de noticiário na TV tipo as profas subirem primeiro no trem e as crianças da 1. Classe subirem sozinhas com as duas desatentas já embarcadas na locomotiva, e olhe q fui a única a acompanhar a plataforma, outro dia voltou um chorando debraço quebrado e foi diagnosticado "saudades da mãe"... Tala e 6 semanas de fisioterapia foram os resultados e como manda a cartilha, calar é melhor pra reputação que estardalhaço! Ditas palavras no meu sofá pela mãe Suíça do amiginho da mia cria! E se a mãe foi estrangeira é q a criança tá lascada e carimbada! Oro e só confio na fé quando eles vão... Em março 7 dias de montanha geleda! Ai Jesus!!!

    ResponderExcluir
  3. Crianças com três anos de idade? Sessenta ao todo? Será que entendi bem???? rs rs rs
    Amiga faria o mesmo que você! Juro mesmo!
    Mas que oportunidade maravilha! Eles tem mesmo que aproveitar! Essa mãe pandora tem mesmo que apoiar!
    Beijos querida!

    ResponderExcluir
  4. Aqui eu já disse que skate só depois dos 21 anos, com capacete e joelheira, claro!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Seja bem-vindo(a)! Sente aqui na varanda que eu vou passar o café!

Postagens mais visitadas deste blog

Filho é filho! Já dizia a sábia raposa...

Não foi à toa que voltei a escrever e antes de voltar no tempo e tentar resgatar as memórias destes quase quatro anos de pausa, vou compartilhando as novidades “fresquinhas”.  Dias atrás, “Tom”, 10a, chegou em casa com um livro da escola. Aliás, coisa que adoro por estas bandas dos alpes gelados é que a leitura diária é levada muito a sério. E eles tem que ler em voz alta para alguém, que neste caso, sou euzinha. Cada um na sua vez, diariamente e eu virei uma “ouvidora” de histórias. Então, “taveu” fazendo catando algum chinelo, lápis, coco da cachorra algo que não me lembro bem agora e lá vem Tom, pra fazer a leitura deste livro:    O livro era daqueles antigões, com a capa dura e um cheirinho peculiar de naftalina (Oi?). Mas era da biblioteca da escola e estava bem conservado e encapadinho. Ainda perguntei a ele: “ Quem escolheu este livro filho? ” e ele… “ eu mãe, achei a capa bonitinha” .  O livro não tinha propriamente uma capa com apelo interessante para a le

Série co-autores, conte sua história no blog! Hoje, a conquista do parto natural e quem nos conta é a Karime.

Hoje a série co-autores do Contos , renasce, literalmente.  Além de trazer um lindo relato de parto, dia 20 de janeiro de 2013 , é o dia em que a personagem principal desta história real, a Lara, completa 1 aninho.   P a r a b é n s L a r a !!  Voilà, o conto: Bom dia Mamães! Hoje, dia 20, minha filhota completa 1 ano :) E para comemorar e começar o dia com toda boa energia e em alto astral compartilho com vocês como foi o parto dela... FOI ASSIM:  Pessoas queridas do meu coração, estou aqui, menos de dois anos depois do relato do nascimento do Luca para escrever sobre o parto da Lara! Uma experiência tão marcante e intensa que é preciso respirar fundo várias vezes para tentar traduzir tamanha emoção em palavras... Como sabem, sonhava vivenciar o parto natural e por se tratar de uma tentativa depois de uma recente cesariana tudo já era naturalmente diferente... opiniões daqui, estatísticas dali, pesquisas de lá, ‘achismos’ acolá ... e o meu desejo acima de tudo! Sorte, mu

Aniversário Solidário

"Você é a mudança que deseja ver no mundo"  Mahatma Gandhi  EMPATIA Segundo a definição que encontramos aqui ,   Empatia   significa a   capacidade psicológica  para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em   tentar compreender sentimentos e emoções , procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.  A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais. Assim surgiu a ideia de este ano, pela segunda vez nestes meus ... vinte e poucos quarenta e dois  anos, reunir várias amigas (mais de quarenta) que também moram aqui na Suíça para uma confraternização do meu aniversário (3 /3 anota ai), no Dia Internacional da Mulhe