Pular para o conteúdo principal

Das surpresas que a vida nos traz...

Oi!! Voltei, voltei!!!

Espero eu que desta vez seja pra valer, mas como por aqui não faltam acontecimentos, senta que lá vem história... 

Vou contar em algumas postagens o que aconteceu na minha vida desde o último post, em setembro de 2016. 

Bom...

Tudo começou em fevereiro de 2016, há um ano. Um belo dia acordei com o ouvido entupido. Mas como aqui na Europa as estações do ano são bem marcadas e muitas pessoas sofrem com a quantidade de pólem que circula nos ventos e nas patinhas dos insetos por conta da primavera que vem chegando, eu achei que era uma simples alergia. Mesmo assim, procurei um médico. 

Na consulta, ele fez audiometria (estava tudo normal), fez o exame clínico, a entrevista... e claro, não fechou nenhum diagnóstico precipitado, mas citou algumas possíveis causas, dentre elas, possibilidade de ser algum tipo de vírus ou Maladie de Menière ou Síndrome de Meniėre como é conhecida no Brasil. 

Voltei pra casa ainda com o ouvido tampado e segui vida normal na certeza de que isso passaria. Acreditem, não me atrevi nem a buscar o significado desta doença em site de buscas. Segui a vida que é corrida e fui adiante. 

Em julho, me permiti passar um fim de semana "cazamiga" em Amsterdam (vou postar sobre isto em breve, foi muito bacana) e quando fomos ao Brasil de férias, aproveitei como faço sempre pra ir no dentista e claro, me consultar com um outro otorrinolaringologista. Quem mora pelas bandas de cá sabe o quanto a medicina aqui evita receitar medicamentos fortes, então eu fui ao Brasil crente que faria um tratamento com uma batelada de antibióticos e voltaria novinha em folha "prazeuropa". Ledo engano... 

Fiz os exames e o diagnóstico foi o mesmo... possíveis causas...

Aproveitamos muito as férias em julho no Brasil (apesar de pegar mais frio) e voltamos pra vida normal em agosto, aqui na Europa. Em setembro, ainda com o ouvido entupido, decidi voltar ao meu cantinho preferido: Meu blog, onde eu registro um pouco da nossa história, da minha leitura sobre a vida, sobre o mundo... e em outubro...

Fonte da Imagem: http://audiocontrol.com.br/BlogItem.aspx?id=34&cat=5
Um CAOS!!

De uma hora pra outra minha vida, meu ir e vir, TUDO, mudou. 

Passei a ter tonturas assim que acordava. Com elas, vômitos imediatos, sem aviso prévio. Não conseguia andar em linha reta. Tom e Jobim (codinomes 😉 dos meus filhos de 10a e 9a) ficaram super assustados, inseguros. Foi então que o diagnostico foi fechado: Maladie de Ménière, ou Síndrome de Ménière. A qual eu estou aprendendo a lidar todos os dias a partir de então. 

Vou contar cada passo, cada conquista, cada erro, tim-tim por tim-tim, pois isso me faltou muito no começo. Assim como conversar, ler e assistir outras pessoas com esta doença me ajudou muito a seguir em frente, eu não posso ficar calada se tenho um meio de comunicação de fácil acesso ( o blog) pra poder partilhar e de alguma forma, ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo problema neste momento.

Agora volto com mais um tópico para o Blog. Além de muitos já discutidos aqui como Maternidade, Endometriose, Expatriação, Adoção, agora trago na pauta, uma doença pouco falada, desconhecida, que tem um nome estranho e que assusta muito: a tal da Síndrome de Ménière

Obrigada pela paciência pessoas lindas que vieram aqui e deixaram recadinhos super carinhosos. Estou pensando em voltar a divulgar os posts no Facebook também, mas por lá eu não vou há tempos... e isso também faz parte da aprendizagem deste meu novo ser, lidar com prioridades, uma coisa de cada vez e sempre. 

Até daqui a pouco com mais explicações, desabafos e descobertas sobre a tal...

Bisous, Pandora Resiliente 🙃😃 

P.S. Assim que comecei a procurar sobre a doença nos sites de buscas, eu digitava sempre em português e francês e o que vinham eram enxurradas de más notícias, tipo "amore, a vida acabou"... sério. Então, uma amiga, super leitora do blog, a Giovana, me perguntou se eu tinha digitado em inglês. E dai... a vida voltou a sorrir. A quantidade de pessoas com esta doença nos EUA e no Canadá é tão alta quanto no Brasil e na Europa. O que muda são a quantidade de pessoas que tem a coragem de partilhar suas experiências e ajudar outros a entender o que está acontecendo através de relatos e entrevistas. É fato, aqui na Europa e no Brasil, pouca gente se expõe neste sentido, o que é uma pena. 

Então, aqui vai um vídeo que achei a minha cara, uma explosão de energia, que me ajudou muito na pior fase. Através desta entrevista, percebi o quanto minha alegria é muito maior que as dificuldades e o quanto sou resiliente.  

Me comprometo a colocar legenda futuramente, ok? Me cobrem, mas antes sintam a "vibe" desta atriz que conta que ela e a irmã, sofrem da mesma doença. Vamos com fé minha gente!! Fácil não é, mas tudo se encaixa. 




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filho é filho! Já dizia a sábia raposa...

Não foi à toa que voltei a escrever e antes de voltar no tempo e tentar resgatar as memórias destes quase quatro anos de pausa, vou compartilhando as novidades “fresquinhas”.  Dias atrás, “Tom”, 10a, chegou em casa com um livro da escola. Aliás, coisa que adoro por estas bandas dos alpes gelados é que a leitura diária é levada muito a sério. E eles tem que ler em voz alta para alguém, que neste caso, sou euzinha. Cada um na sua vez, diariamente e eu virei uma “ouvidora” de histórias. Então, “taveu” fazendo catando algum chinelo, lápis, coco da cachorra algo que não me lembro bem agora e lá vem Tom, pra fazer a leitura deste livro:    O livro era daqueles antigões, com a capa dura e um cheirinho peculiar de naftalina (Oi?). Mas era da biblioteca da escola e estava bem conservado e encapadinho. Ainda perguntei a ele: “ Quem escolheu este livro filho? ” e ele… “ eu mãe, achei a capa bonitinha” .  O livro não tinha propriamente uma capa com apelo interessante para a le

Lágrimas em letras

Filho do irmão da minha mãe com a irmã do meu pai. Como? Isso mesmo, éramos primo/irmãos. As mesmas avós e avôs, os mesmos tios, as mesmas histórias. Você?  Lindo. Lindo mesmo!!! Wow!! Sempre foi uma criança linda, um menino com um narizinho arrebitado e perfeito que sempre tirava sarro de um teatrinho de Natal que euzinha preparei e claro, te levei junto. Você ria e me lembrava destes micos que pagamos em nossas infâncias. Brincávamos no terreiro de café da casa do "vô"Júlio, tomávamos guaraná Cibel na casa da "vó" Nadéia e quando nos tornamos adolescentes, continuamos juntos. Tantas baladas! Você sempre alegre, carinhoso, arrasava corações e meus ex-namorados sempre sentiam ciúmes do meu primo. E como a gente dançava? Noooooossssaaa, como a gente dançava. Na festa do meu casamento, (que aliás, você deu a maior força para o maridão que está aqui), todos se lembram de como você me tirou pra dançar, mas como não podia roubar a cena do noivo, pegou minha mã

Minha relação com a amamentação.

Este post contém fragmentos de uma história que custei a colocar pra fora... Imagem da web Eu queria ter escrito este texto ainda adolescente, pois desde aquela época o tema amamentação surgiu na primeira terapia que procurei sozinha, na tentativa de tentar entender o incomodo que insistia em aparecer e eu não sabia de onde. Na época, me indicaram um então conceituado profissional e foi então que comecei a fazer parte de um grupo selecto de pessoas que leram o prospecto de um dos livros escritos por ele, antes de ser publicado: "Terapia pela roupa" , do psicólogo Mamede Alcântara. Meu nome está lá, nos agradecimentos :-), é só conferir. Durante um momento da terapia, surgiu no inconsciente um sentimento estranho. Eu sentia uma fome e uma dor muito grande, como uma agonia mesmo. Chorei, tive cólicas, me contorci. Neste momento, ele me pediu para chegar em casa e conversar com minha mãe e saber um pouco mais sobre meu nascimento, meu parto, enfim, meu passado. Minha