segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Das surpresas que a vida nos traz...

Oi!! Voltei, voltei!!!

Espero eu que desta vez seja pra valer, mas como por aqui não faltam acontecimentos, senta que lá vem história... 

Vou contar em algumas postagens o que aconteceu na minha vida desde o último post, em setembro de 2016. 

Bom...

Tudo começou em fevereiro de 2016, há um ano. Um belo dia acordei com o ouvido entupido. Mas como aqui na Europa as estações do ano são bem marcadas e muitas pessoas sofrem com a quantidade de pólem que circula nos ventos e nas patinhas dos insetos por conta da primavera que vem chegando, eu achei que era uma simples alergia. Mesmo assim, procurei um médico. 

Na consulta, ele fez audiometria (estava tudo normal), fez o exame clínico, a entrevista... e claro, não fechou nenhum diagnóstico precipitado, mas citou algumas possíveis causas, dentre elas, possibilidade de ser algum tipo de vírus ou Maladie de Menière ou Síndrome de Meniėre como é conhecida no Brasil. 

Voltei pra casa ainda com o ouvido tampado e segui vida normal na certeza de que isso passaria. Acreditem, não me atrevi nem a buscar o significado desta doença em site de buscas. Segui a vida que é corrida e fui adiante. 

Em julho, me permiti passar um fim de semana "cazamiga" em Amsterdam (vou postar sobre isto em breve, foi muito bacana) e quando fomos ao Brasil de férias, aproveitei como faço sempre pra ir no dentista e claro, me consultar com um outro otorrinolaringologista. Quem mora pelas bandas de cá sabe o quanto a medicina aqui evita receitar medicamentos fortes, então eu fui ao Brasil crente que faria um tratamento com uma batelada de antibióticos e voltaria novinha em folha "prazeuropa". Ledo engano... 

Fiz os exames e o diagnóstico foi o mesmo... possíveis causas...

Aproveitamos muito as férias em julho no Brasil (apesar de pegar mais frio) e voltamos pra vida normal em agosto, aqui na Europa. Em setembro, ainda com o ouvido entupido, decidi voltar ao meu cantinho preferido: Meu blog, onde eu registro um pouco da nossa história, da minha leitura sobre a vida, sobre o mundo... e em outubro...

Fonte da Imagem: http://audiocontrol.com.br/BlogItem.aspx?id=34&cat=5
Um CAOS!!

De uma hora pra outra minha vida, meu ir e vir, TUDO, mudou. 

Passei a ter tonturas assim que acordava. Com elas, vômitos imediatos, sem aviso prévio. Não conseguia andar em linha reta. Tom e Jobim (codinomes 😉 dos meus filhos de 10a e 9a) ficaram super assustados, inseguros. Foi então que o diagnostico foi fechado: Maladie de Ménière, ou Síndrome de Ménière. A qual eu estou aprendendo a lidar todos os dias a partir de então. 

Vou contar cada passo, cada conquista, cada erro, tim-tim por tim-tim, pois isso me faltou muito no começo. Assim como conversar, ler e assistir outras pessoas com esta doença me ajudou muito a seguir em frente, eu não posso ficar calada se tenho um meio de comunicação de fácil acesso ( o blog) pra poder partilhar e de alguma forma, ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo problema neste momento.

Agora volto com mais um tópico para o Blog. Além de muitos já discutidos aqui como Maternidade, Endometriose, Expatriação, Adoção, agora trago na pauta, uma doença pouco falada, desconhecida, que tem um nome estranho e que assusta muito: a tal da Síndrome de Ménière

Obrigada pela paciência pessoas lindas que vieram aqui e deixaram recadinhos super carinhosos. Estou pensando em voltar a divulgar os posts no Facebook também, mas por lá eu não vou há tempos... e isso também faz parte da aprendizagem deste meu novo ser, lidar com prioridades, uma coisa de cada vez e sempre. 

Até daqui a pouco com mais explicações, desabafos e descobertas sobre a tal...

Bisous, Pandora Resiliente 🙃😃 

P.S. Assim que comecei a procurar sobre a doença nos sites de buscas, eu digitava sempre em português e francês e o que vinham eram enxurradas de más notícias, tipo "amore, a vida acabou"... sério. Então, uma amiga, super leitora do blog, a Giovana, me perguntou se eu tinha digitado em inglês. E dai... a vida voltou a sorrir. A quantidade de pessoas com esta doença nos EUA e no Canadá é tão alta quanto no Brasil e na Europa. O que muda são a quantidade de pessoas que tem a coragem de partilhar suas experiências e ajudar outros a entender o que está acontecendo através de relatos e entrevistas. É fato, aqui na Europa e no Brasil, pouca gente se expõe neste sentido, o que é uma pena. 

Então, aqui vai um vídeo que achei a minha cara, uma explosão de energia, que me ajudou muito na pior fase. Através desta entrevista, percebi o quanto minha alegria é muito maior que as dificuldades e o quanto sou resiliente.  

Me comprometo a colocar legenda futuramente, ok? Me cobrem, mas antes sintam a "vibe" desta atriz que conta que ela e a irmã, sofrem da mesma doença. Vamos com fé minha gente!! Fácil não é, mas tudo se encaixa. 




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