terça-feira, 6 de junho de 2017

Comunicação Não Violenta, conhece?

Eu ando meio sumida desta vida on-line, né? E olha que não é por falta de vontade de escrever não. Deste mal não sofro, escrever me re-organisa muito.

Mas do lado de cá tem acontecido um movimento muito interessante com pessoas que como eu, acompanham seus maridos por este mundão afora e que, por diversos motivos, não conseguem exercer sua formação universitária ou continuar suas carreiras profissionais. Na região de Vevey (Vaud) na Suíça, um grupo de brasileiras foi criado com atividades semanais, palestras e cursos, onde cada um(a) pode compartilhar seus conhecimentos e suas especialidades umas com as outras. Ou seja, aquilo que eu faço de melhor, agora eu tenho a oportunidade de compartilhar para um grupo de pessoas que desejam acima de tudo, renovar suas ideias e quebrar alguns paradigmas. Tudo remunerado, onde um pequeno investimento de cada uma, promove um entusiasmo incrível.

Desde que o grupo foi criado, tenho experimentado diversos mundos diferentes... artesanato, decoração, finanças... uma iniciativa muito bacana criada pela fisioterapeuta Luciana Regina Cerri e que vem agregando e unindo diversos interesses.

Um curso que tem me orientado muito e que conheci em uma destas reuniões foi o CNV, Comunicação Não Violenta. O nome não é muito convidativo, né? E sempre que falo para as pessoas sobre ele vejo as caras e bocas de reprovação. Compreendo, eu mesma relutei muito para conhecer melhor o que era esta sigla e confesso que superou minhas expectativas. Fui para conhecer e acabei me encantando com o que encontrei.  O famoso telhado de vidro... Plaft!!

Um exemplo simples de atuação na CNV, foi como este exemplo que aconteceu aqui em casa. Eu havia assistido a primeira palestra e dentro da situação que relatarei abaixo, consegui aplicar o conceito de Comunicação Não Violenta, olhem só:

Jobim, 9a,  chega em casa e reclama do bullying que vem sofrendo na escola, por conta dos gols que não conseguiu segurar como goleiro no time de futebol da escola.  Falou que as outras crianças ficavam falando o tempo todo a mesma coisa, reclamando que ele era um péssimo goleiro.

Antes da minha reflexão sobre CNV eu poderia reagir e dizer a ele que os colegas "são todos uns bobos", diria "não liga", "você é um ótimo goleiro" ... enfim, tentaria amenizar a todo custo o sofrimento dele culpabilizando os outros. Sem perceber fazemos muito isso no nosso dia-a-dia. Mas como estava em uma outra "vibe", olhei de uma outra forma:

Perguntei: "Como você se sentiu quando eles falavam isso sobre voce?"
Ele respondeu: "Triste"
Eu disse: Agora se coloque no lugar deles, como você se sentiria?"
"Triste"
"Então filho, eles estão apenas colocando os sentimentos de frustração pelos gols que receberam pra fora, na verdade não é nada com você, ou contra você. Eles estão frustrados pela perda do jogo...
E também pense o seguinte, se todos os goleiros do mundo pegassem todas as bolas, o futebol acabaria."
Ele ficou feliz em ver por este lado, concordou, mudou de assunto e seguiu em frente.

Pronto, simples assim.

Ôoooo delicia de sensação é aquela onde você se sente a mãe da propaganda de margarina, onde tudo é lindo e perfeito. Mas brincadeira à parte, a sensação de conseguir se manter neutra nos dilemas dos filhos ou nas inúmeras mediações de conflitos que temos que fazer TODOS os DIAS é muito bom! Quem nunca, né?

Mas vale a pena buscar saber mais sobre este curso aí na sua cidade, seu país. E ele serve para todos os tipos de relacionamentos interpessoais, como casamentos, empresas, filhos, amigos, família... afinal desenvolver o hábito de falar sobre sentimentos não é tão simples quanto parece, né? E os conflitos podem ser evitados dependendo do seu ponto de vista sobre eles. Continuarei o curso por aqui e o próximo módulo será sobre a "escuta". E você? Compartilhe aqui nos comentários se já conhece a CNV ou sobre o que achou sobre este assunto. Sua opinião é super importante por aqui.

Fica a dica!!

Abaixo, um resuminho simples e bacana que encontrei na rede:



Bisous!

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